23 de setembro de 2014
Vídeo: Mini-Aula do Lar Montessori - Prêmios e Castigos
Vamos maternar o futuro? Aprender a sermos pais melhores, não criar traumas e comportamentos não saudáveis! Assista este vídeo esclarecedor e tire suas próprias conclusões.
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17 de setembro de 2014
DICAS DE LEITURAS
Este Post de hoje é para dar dicas de leituras sobre gestação, partos, nascer e afins:
Memorias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista - Ricardo Jones - O obstetra mostra no livro um modelo de médicos em colaboração com parteiras, enfermeiras e doulas, apoiando as mulheres enquanto estas reivindicam para si o poder e a majestade do parto.
Entre as orelhas - Histórias de Parto - Ricardo Jones - " O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à analise tímida e ao investigador amedrontado."
Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também) - Simone G. Diniz e Ana C. Duarte. Guia prático para usuários que expõe as evidências científicas e as opções para o atendimento ao parto.
Parto com Amor - Em casa, com parteira, na água, no hospital: Histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado / Luciana Benatti e Marcelo Min - Relatos comoventes com fotos de extrema delicadeza e sensibilidade.
Parto Ativo - Guia prático para o parto natural - Janet Balaskas - Os exercícios apresentados neste livro, baseados no Yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto
Mulher, Parto e Psicodrama - Vitória Pamplona - Este trabalho pioneiro apresenta a possibilidade de realização de partos criativos, espontâneos e tranqüilos através de uma metodologia de preparação de gestantes que se utiliza de técnicas psicodramáticas. A quebra de tabus como o da dor e do medo do parto coloca uma nova realidade para as mulheres e oferece-lhes uma opção e uma qualidade de vida mais saudáveis. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.
Humanizando Nascimentos e Partos, Daphne Rattner & Belkis Trench - Médicos, psicólogos, pediatras, parteiras e educadores analisam os partos e nascimentos sob uma ótica pouco comum nos dias atuais, privilegiando o aspecto humano numa sociedade dominada pela técnica. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.
A Doula no Parto - O papel da acompanhante de parto - Fadynha - O livro traz as informações mais importantes sobre o papel dessas mulheres e técnicas importantes para o seu trabalho. Especialmente recomendado para Doulas.
O Renascimento do parto- Michel Odent - Odent conta como foi sua experiência em assumir a direção do setor de maternidade do hospital da pequena cidade de Pithiviers em Paris.
Parto com Amor - Em casa, com parteira, na água, no hospital: Histórias de nove mulheres que vivenciaram o parto humanizado / Luciana Benatti e Marcelo Min - Relatos comoventes com fotos de extrema delicadeza e sensibilidade.
Parto Ativo - Guia prático para o parto natural - Janet Balaskas - Os exercícios apresentados neste livro, baseados no Yoga para a gravidez, vão conduzir a mulher aos seus próprios instintos naturais para o trabalho de parto e para o parto
Mulher, Parto e Psicodrama - Vitória Pamplona - Este trabalho pioneiro apresenta a possibilidade de realização de partos criativos, espontâneos e tranqüilos através de uma metodologia de preparação de gestantes que se utiliza de técnicas psicodramáticas. A quebra de tabus como o da dor e do medo do parto coloca uma nova realidade para as mulheres e oferece-lhes uma opção e uma qualidade de vida mais saudáveis. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.
Humanizando Nascimentos e Partos, Daphne Rattner & Belkis Trench - Médicos, psicólogos, pediatras, parteiras e educadores analisam os partos e nascimentos sob uma ótica pouco comum nos dias atuais, privilegiando o aspecto humano numa sociedade dominada pela técnica. Especialmente recomendado para doulas e profissionais que assistem pré-natal e parto.
A Doula no Parto - O papel da acompanhante de parto - Fadynha - O livro traz as informações mais importantes sobre o papel dessas mulheres e técnicas importantes para o seu trabalho. Especialmente recomendado para Doulas.
O Renascimento do parto- Michel Odent - Odent conta como foi sua experiência em assumir a direção do setor de maternidade do hospital da pequena cidade de Pithiviers em Paris.
A Cesariana - Michel Odent - Levantar questões fundamentais como: Por que o índice de cesarianas é de 10% em alguns lugares e de 50% em outros? Por que devemos adotar uma postura diferente em relação às cesarianas sem trabalho de parto, cesarianas com trabalho de parto e cesarianas de emergência? Quais são os primeiros micróbios que entram em contato com o bebê que nasce por cesariana? Quais as conseqüências a longo prazo de nascer por cesariana? O que a mãe e o bebê perdem por não terem um parto vaginal?
Shantala - Massagem para bebês - Frederic Leboyer - Shantala tornou-se um livro famoso em todo mundo, editado em inúmeros países. Além do aspecto científico, Leboyer conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar de seu uso. Um livro belo e importante para a mãe e o bebê.
Meditações para Gestantes, O guia para uma gravidez saudável, plena e feliz- Fadynha. São apresentadas diversas técnicas que promovem paz e harmonia à gestante e, conseqüentemente, ao seu filho. O livro vem acompanhado de CD com exercícios de mentalização e meditação especiais para a gestante. Ele ensina, passo a passo, a relaxar, a entrar em maior contato com a criança em formação, a conversar com o bebê e a preparar a mãe para o parto da maneira mais tranqüila e positiva. Especialmente recomendado para grávidas.
Yoga para Gestantes - Fadynha - Numa linguagem clara e inteligente, acompanhada de muitas imagens, Fadynha celebra o yoga com sabedoria e intuição, apresentando dezenas de posturas selecionadas ao longo de seus 30 anos de trabalho com gestantes. Especialmente recomendado para grávidas.
Gravidez Natural - Janet Balaskas. Um guia holístico para o seu bem-estar desde a concepção até o parto . O livro aborda de forma clara e muito bem ilustrada as emoções, nutrição, ioga e exercícios, massagem, terapias naturais e cura holística para os desconfortos da gestação. Especialmente recomendado para grávidas.
Shantala - Massagem para bebês - Frederic Leboyer - Shantala tornou-se um livro famoso em todo mundo, editado em inúmeros países. Além do aspecto científico, Leboyer conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar de seu uso. Um livro belo e importante para a mãe e o bebê.
Meditações para Gestantes, O guia para uma gravidez saudável, plena e feliz- Fadynha. São apresentadas diversas técnicas que promovem paz e harmonia à gestante e, conseqüentemente, ao seu filho. O livro vem acompanhado de CD com exercícios de mentalização e meditação especiais para a gestante. Ele ensina, passo a passo, a relaxar, a entrar em maior contato com a criança em formação, a conversar com o bebê e a preparar a mãe para o parto da maneira mais tranqüila e positiva. Especialmente recomendado para grávidas.
Yoga para Gestantes - Fadynha - Numa linguagem clara e inteligente, acompanhada de muitas imagens, Fadynha celebra o yoga com sabedoria e intuição, apresentando dezenas de posturas selecionadas ao longo de seus 30 anos de trabalho com gestantes. Especialmente recomendado para grávidas.
Gravidez Natural - Janet Balaskas. Um guia holístico para o seu bem-estar desde a concepção até o parto . O livro aborda de forma clara e muito bem ilustrada as emoções, nutrição, ioga e exercícios, massagem, terapias naturais e cura holística para os desconfortos da gestação. Especialmente recomendado para grávidas.
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31 de julho de 2014
Vamos falar sobre Depressão Pós Parto?
Estou há um tempinho querendo escrever este texto (na
verdade escrevo ele de pouquinho em pouquinho, quando as crias liberam, (hehe)
e queria também compartilhar outro texto com, na minha visão, boas maneiras de
se combater a DPP. Depressão pós parto pelo que percebo é meio Tabu. Não falemos para não pegar a doença, ou,
isso não existe é frescura da mãe, entre várias outras coisas que se falam sobre. Mas não se fala muito, não se explica o que é, o porquê de acontecer, do
que se trata. Não vejo nem em blogs sobre maternidade que acompanho se abordar
o assunto, no que ao eu ver é fundamental, faz parte do universo da maternidade
para muitas de nós. Já abordei este assunto aqui no blog, quando falei da minha
DPP que tive com o meu primeiro filho. Foi triste, mas superado, graças a Deus!
Pois bem, agora passando por outra DPP, há qual me
trouxe sentimentos, pensamentos e vivências intensas, e a qual esta
praticamente superada (uhuuuuu), toco novamente no assunto. Sim, DPP existe, é
chato, não é frescura, tem haver com os hormônios e você experimenta
pensamentos que te deixam transtornada, abatida, triste, sem forças, sem rumo,
sem esperença em alguns momentos... Em algumas mulheres ela vem com mais força,
são os casos que levam a mulher a ter pensamentos de machucar seu bebe. Em
outras é uma tristeza pura, uma insegurança, sentimento de incapacidade de
cuidar do seu bebê e também vontade de não cuidar do bebê. Muitas vezes
acompanhada por medo e ansiedade enormes!
O tratamento para algumas é simplesmente psicoterapia,
para outras medicamentos, para outras (no meu caso) medicamento e psicoterapia.
Existem tratamentos alternativos, que podem ser feitos junto com os tratamentos
convencionais, e que serão abordados no texto que compatilharei a seguir. Além dos
tratamentos convencionais, eu faço tratamento com Reiki, florais, e fui
liberada do acupunturista há alguns dias (eeeeeeeeh).
Segundo meu psiquiatra, o que aconteceu foi um
apanhado de acontecimentos, que me demandaram bastante durante a gestação do
Joaquim, junto com o episódio da internação dele com 13 dias de vida no
hospital, devido a uma pneumonia (que me pegou totalmente de surpresa, que
teria me causado um estresse pós traumático), mais a desregulação hormonal,
tudo junto, me abateram muitissimo, me deixando no estado de “trapo humano”. Com 30 dias de vida do
Joaquim, comecei a me perceber estranha, muito chorona, abatida, medrosa, com
medo de cuidar do meu filho (afinal, como não percebi que ele estava com
pneumonia, a culpa e incapcidade eram minhas (era o que eu pensava)), não conseguia ouvir o chorinho do Kim que
entrava em pânico, cheguei a cogitar dar uma mamadeira pra ele para não ouvi-lo
chorar seguido e me dar tempo para descansar, enfim... Com os pensamentos de
negligenciar meu filho, de não querer troca-lo, amamenta-lo, dar banho, vinha a
culpa por ter estes pensamentos, que já
aviso, são totalmente involuntários, não são nossos! Claro que cuidava dele,
até porque já conhecia o que a doença fazia e tentava seguir em frente, mas era um desafio.
Nesse momento
busquei ajuda, fui falar com uma psicóloga, que me encaminhou para o
psiquiatra. Comecei com a medicação e nos primeiros dias já senti uma melhora
significativa e, junto com a terapia comecei a me sentir aos poucos mais
calma, mais segura, mais capaz. Tenho que ressaltar que tive muita ajuda da
minha mãe no período “negro”, ela me lembrava de trocá-lo, olhava ele por mim
para me deixar descansar algumas vezes no dia (o que me fazia muito bem, a
propósito). Sem minha mãe, não sei como teria sido. Com ajuda, compreensão,
acolhimento, fica muito mais fácil enfrentar esta doença, e dar tempo ao tempo
para que as coisas voltem ao lugar. E acho que foi isso que me desestabilizou
também, achar que tinha o CONTROLE de tudo (gente, NÃO controlamos quase nada nessa
vida, isso é FATO) e tive que aprender da pior maneira.
Devido a doença me conheci mais a fundo, descobri que
não tenho controle de nada, que não tenho culpa de nada, que tenho que ir mais
devagar e viver o AGORA, viver o meu presente, a minha maternidade, ESTA maternidade. Se vier uma doença, enfrentamos, se vier um problema,
enfrentamos, devemos seguir sempre em frente. Com esta doença encontrei,
reafirmei minha Fé! Orações vazias, por obrigação, não é indicativo de Fé,
temos que sentir, que creer com o coração. Aprendi a amar, e aprendi que este é um
aprendizado diário, que requer foco e disciplina todos os dias, e não é fácil
amar. Amar a Si mesmo, com seus defeitos e virtudes. Amar ao próximo,
tolerá-lo, respeitá-lo, entende-lo e o mais dificil, não julgá-lo. Aprendi que
Viver é um novidade todo dia, tem dias bons e outros não tanto. E que o medo
existe, mas que ele não deve nos paralizar, devemos seguir. Como é a sábia
mensagem do face: “Vai! E se der medo, vai com medo mesmo!”.
Bom gente, quis deixar este relato aqui para poder
dar uma pontinha de Luz, de esperança para aquelas mulheres desesperadas, que
não sabem pelo o que estão passando, ou que tem vergonha de se abrir e falar
sobre sua doença (não tenham vergonha), ou que estão esperando passar, e não
esta passando (busquem ajuda sim!)... Vocês vão conseguir superar isso. A dica
que dou é: tentem se conhecer mais, usem essa doença para mergulhar dentro de
si e resgatar o que é preciso. Eu acredito em vocês! Tenham Fé!!! E qualquer
coisa, deixem uma mensagem que assim que os filhos permitirem, eu respondo
(hehehehe).
Beijos Analu
Beijos Analu
Segue o texto...
45 dicas para vencer a depressão pós parto
Confira as
indicações de cinco especialistas em diferentes áreas para superar a
vulnerabilidade emocional típica do período
O que é a depressão pós-parto?
Após o nascimento de seu filho, muitas mulheres sentem-se mais instáveis emocionalmente. Elas podem sentir-se tristes, preocupadas ou enraivecidas. Esse fenômeno é chamado de melancolia pós-parto, sendo leve e transitório (dura até uma semana).
A depressão pós-parto dura mais tempo e os sintomas são mais graves. Entre 10% e 20% das mulheres acabam desenvolvendo formas mais graves, principalmente as mães mais jovens.
Como ocorre esse tipo de depressão?
A depressão pós-parto pode ocorrer dentro de alguns dias ou semanas após o parto ou após a ocorrência de um aborto. Para 60% das mulheres, esse é o primeiro episódio depressivo de suas vidas. Enquanto as alterações hormonais características dessa fase parecem desempenhar um papel, a totalidade das causas desse fenômeno não é conhecida.
Os fatores de risco que aumentam a chance de desenvolvimento de depressão pós-parto são:
História familiar de depressão, principalmente se essa ocorreu após a gestação;
História de depressão após gestação prévia;
História de depressão no passado, em qualquer época da vida;
Vivência de relacionamento difícil ou muito estressante;
Dar à luz um filho com problema de saúde ou que chore frequentemente;
Ocorrência de aborto ou nascimento de bebê morto.
Gravidez não-desejada.
Quais os sintomas da depressão pós-parto?
Além da sensação de tristeza e do desinteresse pelas atividades normais do dia-a-dia, os seguintes sintomas caracterizam esse tipo de depressão:
Sensação de incapacidade ou falta de vontade de cuidar do filho;
Ter pensamentos freqüentes sobre coisas ruins que podem acontecer com a criança, ou sensação de que vai machucar o filho;
Irritabilidade;
Apresentar problemas com o sono: em excesso ou insônia;
Sensação de cansaço extremo relacionado a atividades diárias, como tomar banho e lavar a louça;
Redução ou aumento excessivo do apetite;
Sentir-se cansada e sem energia;
Redução do desejo sexual;
Sentir-se sem valor;
Sensação de culpa;
Problemas de concentração e de memória;
Sentir-se desolada ou simplesmente não se preocupar com nada;
Dor inexplicada nas costas ou no abdome, dores de cabeça;
Sensação de que nunca vai melhorar.
Algumas pacientes ficam bastante ansiosas, apresentam alucinações ou ilusões. Se a pessoa desenvolve alucinações (escuta vozes ou sons, ou vê coisas que não existem) ou ilusões (interpretação errônea da realidade), o transtorno é chamado de psicose pós-parto.
Como é feito o diagnóstico?
O médico assistente ou um profissional de saúde mental pode definir se os sintomas são devidos a um quadro de depressão pós-parto. Pode ser necessária a realização de alguns exames, para avaliar a presença de desequilíbrios hormonais. No entanto, não existem exames capazes de diagnosticar a depressão pós-parto.
Como é feito o tratamento?
Não se deve tentar vencer a depressão pós-parto sozinha, um profissional capacitado pode ajudar. Ela pode ser tratada com sucesso com o emprego de medicamentos, psicoterapia ou ambos.
1) Medicamentos
Vários medicamentos podem ser usados no tratamento da depressão pós-parto. É importante conversar com o médico, para que seja escolhido um medicamento que não afete o aleitamento materno. Esses medicamentos devem ser tomados por um período de três a seis semanas, para que se obtenha benefício total dos mesmos.
2) Psicoterapia
A consulta com um profissional especializado em saúde mental é bastante útil, na abordagem da depressão pós-parto. A terapia pode durar um curto período de tempo ou por vários meses. A terapia cognitivo-comportamental permite à paciente identificar e mudar processos mentais que levam à depressão. A troca dos pensamentos negativos por pensamentos positivos, pode ajudar a melhorar o quadro depressivo.
3) Tratamentos Alternativos e Naturais
Vários produtos naturais foram sugeridos para o tratamento da depressão pós-parto, porém apenas a erva de São João demonstrou benefício, nos estudos já realizados. Deve ser discutido com seu médico a possibilidade de uso dessa medicação, caso você esteja amamentando.
Vários tratamentos alternativos podem ajudar no tratamento da depressão:
Biofeedback: com essa técnica a pessoa aprende a controlar as funções corporais, como a tensão muscular e as ondas cerebrais. Ajuda no controle da ansiedade, da tensão e na melhora da capacidade de concentração. Deve ser empregada apenas em associação à psicoterapia e aos medicamentos.
Massagem: ajuda a reduzir o estresse, mas não cura a depressão.
Técnicas de relaxamento: incluem yoga e meditação. Ajudam a controlar os sintomas depressivos.
Musicoterapia: pode ser útil para algumas mulheres.
O que fazer para me ajudar ou a quem eu amo?
A manutenção de um estilo de vida saudável é crucial. Tenha uma vida ativa física e socialmente, especialmente com seu parceiro, pois isso é muito importante. Manter um bom padrão de sono e de alimentação é bastante útil. Adquira o hábito de ter alguns momentos curtos de sono durante o dia, já que você terá que passar boa parte da noite acordada cuidando do bebê; isso ajuda a manter seu nível de energia adequado.
Certas dicas para ajudar na prevenção da depressão pós-parto:
Pratique atividade física adequada para sua condição, antes e após o parto;
Participe de atividades em companhia de seu parceiro e do bebê;
Converse com familiares e amigos;
Peça ajuda se sentir algo;
Evite consumir álcool e cafeína;
Tenha uma alimentação saudável;
Mantenha um bom padrão de sono;
Empregue técnicas de relaxamento, para reduzir o estresse.
Monica Martinez
Três dias após o nascimento de Gabriel, sua mãe, Ana, começou a ter crises de choro. Num momento, olhava os pezinhos perfeitos do garoto e chorava porque se sentia a mais feliz das mulheres. No outro, se debulhava porque temia não dar conta de criar um filho. A jovem de 28 anos enfrentou esses altos e baixos até que a criança completou 10 dias, quando os sinais de ansiedade desapareceram do mesmo modo como surgiram: do nada.
Na verdade 80% das mulheres que dão à luz têm depressão, em maior ou menor grau. A condição é temporária e não afeta a habilidade de cuidar do nenê. Contudo, se a tristeza imperar por mais de duas semanas, é preciso buscar orientação médica.
Acupunturista
Agulhas ajudam a combater o baixo-astral
Para a medicina chinesa, a depressão é conseqüência de alterações energéticas causadas pela raiva, frustração e mágoa em lidar com a nova situação. Quem dá as dicas para vencer o problema é Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar:
1. Não deixe a depressão se instalar. Há muita perda de líquidos durante o parto e é normal a sensação de calor nos dias seguintes. Contudo, se você se sentir mais irritada e ansiosa do que o normal, busque auxílio.
2. Tente uma sessão. A acupuntura é tão eficaz quanto as drogas antidepressivas, sem apresentar efeitos colaterais. É o que garante estudo chinês realizado com mais de 600 pacientes.
3. Veja-se como mãe. O conflito emocional pode tirar o equilíbrio energético. Se necessário, busque apoio psicoterápico para se sentir mais tranqüila com o novo papel.
4. Busque auxílio na natureza. Há ervas, como o hipérico, que são antidepressivos naturais e ajudam a superar essa fase. De qualquer forma, antes de usá-las, fale com seu médico.
5. Pratique exercícios físicos. Sobretudo os realizados ao ar livre.
6. Refresque-se. Para a medicina chinesa, a depressão pós-parto tem uma relação direta com excesso de calor. Assim, tudo o que esfria o corpo é bom, como chá de menta.
7. Acerte na alimentação. Vegetais picantes, como agrião e rúcula, tonificam o fígado e diminuem o bloqueio energético. Já cravo, canela e gengibre geram calor. Evite-os.
8. Hidrate-se bem. Beber bastante água, chás e sucos é importante para repor as perdas energéticas ocorridas durante o parto.
9. Medite. A prática ajuda a pessoa a se harmonizar.
Ginecologista
Conversa com o médico previne problemas
O obstetra tem um papel fundamental nessa fase da vida da mulher. Ele pode interceder junto aos familiares em diversas situações e ajudá-la a se sentir melhor. Veja aqui os conselhos de Abner Lobão, chefe do setor de Pré-Natal da Universidade Federal de São Paulo:
1. Prepare-se para a alta. A depressão começa a se manifestar cerca de três dias após o nascimento do bebê, o que coincide com a saída da maternidade. Aproveite esses dias para tirar as dúvidas com médicos e enfermeiros.
2. Informe-se. A tristeza pós-parto desaparece rápido. Saber disso torna mais fácil tolerá-la.
3. Você não está sozinha. Oito entre dez mulheres têm algum sentimento negativo em relação ao momento pós-parto. Portanto, saiba que seu sentimento não tem nada de anormal.
4. Sensibilize a família. Se você sentir que não vai dar conta do recado sozinha, não deixe o parceiro e os parentes acharem que se trata de frescura.
5. Peça socorro. O apoio não está chegando espontaneamente? Converse com o médico e peça que ele explique ao pai da criança ou aos familiares tudo o que você precisa.
6. Dê atenção ao vestuário. Nada de ficar de camisola o dia todo. Mesmo em casa, use roupas que a deixam feliz consigo mesma.
7. Olho vivo nos cuidados pessoais. No início você pode não ter tempo para usar todos os cremes, mas preserve os rituais essenciais de beleza.
8. Providencie ajuda. É importante ter uma ajuda profissional para cuidar do bebê. Não dê uma de supermãe.
9. Evite a automedicação. Não tome medicamentos de qualquer tipo sem receita. A maioria dos remédios passa para o leite e pode trazer prejuízo ao bebê se tomados sem orientação.
Psiquiatra
Tratamento imediato é bem mais eficaz
Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza: não existe depressão sem cura. Se o distúrbio não estiver deixando a mamãe cuidar do filho, é o momento certo de procurar auxílio médico.
1. Não rotule os sentimentos. Neuras e insatisfações pessoais nem sempre são sinais da depressão. Portanto, fique atenta a suas sensações para não distorcer seus próprios sentimentos.
2. Procure se tratar na hora certa. O instante adequado é quando a depressão impede as atividades normais.
3. Identifique os fatores de risco. A predisposição genética é forte, e a gestação, fator desencadeante. Fique atenta se você tiver casos na família.
4. Previna novos eventos. Quem sofreu de depressão na gravidez anterior tem mais chances de enfrentar a situação novamente. O uso de antidepressivos nos últimos dias da gravidez, desde que utilizados com recomendação médica, evita 100% dos casos.
5. Use com segurança. A quantidade de antidepressivos que passa para a criança durante a gravidez e após o parto é insignificante, se o tratamento for feito com um profissional especializado.
6. Gerencie o estresse. Fatores traumáticos podem funcionar como gatilhos para a doença em pessoas predispostas. Mas não entre em paranóia.
7. Busque o médico certo. O psiquiatra confirma o diagnóstico clínico e inicia a prescrição medicamentosa. Como saber se a dose está certa? Os sintomas devem passar após 25 dias.
8. Escolha um bom profissional. Peça a recomendação de amigos, parentes ou do médico da família.
9. Pense positivo. Depressão é ruim, mas não existe caso que não passe, se bem tratado. E mais: a doença pode ser evitada nas próximas gestações.
Homeopata
É preciso combater o medo e enfrentar os fatos
Para o homeopata Carlos Roberto Brunini, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, a tristeza está ligada à preocupação com a idéia de não dar conta da situação. Tomar contato com a realidade é o melhor remédio contra receios e inseguranças.
1. Prepare-se bem. O acompanhamento prévio com o homeopata ajuda a ter um melhor estado emocional.
2. Caia na real. Muitas mulheres têm a fantasia de sair do hospital com um filho meigo e comportado. E se espantam ao levar para casa uma criança que chora e não tem hora certa para nada, como são de fato os bebês.
3. Aceite a situação. Não faça de conta que o sentimento de impotência, de achar que não vai conseguir cuidar da criança, não existe. Ele é real. Mas não fique paralisada. Busque saídas.
4. Resgate suas histórias de sucesso. Uma ótima forma de lidar com a insegurança é se lembrar das situações difíceis que você já superou na vida.
5. Envolva o parceiro. A responsabilidade da criança não é exclusiva da mãe. O pai precisa participar de todas as atividades. Se ele não conseguir passar essa segurança para você, recorra a um serviço de aconselhamento.
6. Confie na natureza. Ela é sábia. Você nasceu com tudo o que precisa para lidar com sua cria. Vá com fé!
7. Conheça a si mesma. Se sabe que é mais insegura do que a média, invista em acompanhamento psicológico com profissionais habilitados.
8. Simule situações. Acompanhe o que as outras mães fazem ao lidar com assaduras, cólicas e fraldas.
9. Marque consulta com o pediatra. Não espere os 15 dias de praxe para fazer todas as perguntas que você tem na cabeça. Agende agora um encontro com o especialista em crianças.
Nutricionista
Alimentos certos dão a energia necessária
A nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional, explica como compor a alimentação para minimizar os desconfortos.
1. Coma carboidratos. Pães, massas e cereais aumentam no cérebro a entrada de triptofano, transformado pelo organismo em serotonina, uma substância calmante.
2. Modere no açúcar. A sacarose causa a liberação de endorfinas, que se relacionam ao bem-estar, o que explicaria a tendência de consumir doces nos períodos de estresse. Não abuse, pois em excesso o efeito pode ser contrário! Uma pequena porção diária, como 30 g de chocolate, basta.
3. Fracione as refeições. Um cardápio saudável, distribuído em café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar, aumenta a disposição.
4. Fuja das gorduras. Alimentos com alto teor de gordura são de difícil digestão, dando indisposição e moleza.
5. Evite os estimulantes. Álcool, bebidas com cafeína e cigarros contêm substâncias que podem aumentar a sensação de nervosismo. Prefira chá de ervas, leite desnatado ou suco.
6. Inclua maracujá na dieta. Além de ser fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo, vitaminas A e C, a fruta possui propriedades sedativas.
7. Aposte nas proteínas. Frango, peixe, carne vermelha, ovos, leite e derivados, como iogurte e queijos, são importantes para a produção do leite materno e possuem triptofano, substância que melhora o humor.
8. Abra alas para frutas e sucos. Fontes de vitaminas e minerais, eles são importantes para o bom funcionamento do organismo.
9. Abuse dos líquidos. Água-de-coco e suco de frutas natural fazem o intestino funcionar melhor
O que é a depressão pós-parto?
Após o nascimento de seu filho, muitas mulheres sentem-se mais instáveis emocionalmente. Elas podem sentir-se tristes, preocupadas ou enraivecidas. Esse fenômeno é chamado de melancolia pós-parto, sendo leve e transitório (dura até uma semana).
A depressão pós-parto dura mais tempo e os sintomas são mais graves. Entre 10% e 20% das mulheres acabam desenvolvendo formas mais graves, principalmente as mães mais jovens.
Como ocorre esse tipo de depressão?
A depressão pós-parto pode ocorrer dentro de alguns dias ou semanas após o parto ou após a ocorrência de um aborto. Para 60% das mulheres, esse é o primeiro episódio depressivo de suas vidas. Enquanto as alterações hormonais características dessa fase parecem desempenhar um papel, a totalidade das causas desse fenômeno não é conhecida.
Os fatores de risco que aumentam a chance de desenvolvimento de depressão pós-parto são:
História familiar de depressão, principalmente se essa ocorreu após a gestação;
História de depressão após gestação prévia;
História de depressão no passado, em qualquer época da vida;
Vivência de relacionamento difícil ou muito estressante;
Dar à luz um filho com problema de saúde ou que chore frequentemente;
Ocorrência de aborto ou nascimento de bebê morto.
Gravidez não-desejada.
Quais os sintomas da depressão pós-parto?
Além da sensação de tristeza e do desinteresse pelas atividades normais do dia-a-dia, os seguintes sintomas caracterizam esse tipo de depressão:
Sensação de incapacidade ou falta de vontade de cuidar do filho;
Ter pensamentos freqüentes sobre coisas ruins que podem acontecer com a criança, ou sensação de que vai machucar o filho;
Irritabilidade;
Apresentar problemas com o sono: em excesso ou insônia;
Sensação de cansaço extremo relacionado a atividades diárias, como tomar banho e lavar a louça;
Redução ou aumento excessivo do apetite;
Sentir-se cansada e sem energia;
Redução do desejo sexual;
Sentir-se sem valor;
Sensação de culpa;
Problemas de concentração e de memória;
Sentir-se desolada ou simplesmente não se preocupar com nada;
Dor inexplicada nas costas ou no abdome, dores de cabeça;
Sensação de que nunca vai melhorar.
Algumas pacientes ficam bastante ansiosas, apresentam alucinações ou ilusões. Se a pessoa desenvolve alucinações (escuta vozes ou sons, ou vê coisas que não existem) ou ilusões (interpretação errônea da realidade), o transtorno é chamado de psicose pós-parto.
Como é feito o diagnóstico?
O médico assistente ou um profissional de saúde mental pode definir se os sintomas são devidos a um quadro de depressão pós-parto. Pode ser necessária a realização de alguns exames, para avaliar a presença de desequilíbrios hormonais. No entanto, não existem exames capazes de diagnosticar a depressão pós-parto.
Como é feito o tratamento?
Não se deve tentar vencer a depressão pós-parto sozinha, um profissional capacitado pode ajudar. Ela pode ser tratada com sucesso com o emprego de medicamentos, psicoterapia ou ambos.
1) Medicamentos
Vários medicamentos podem ser usados no tratamento da depressão pós-parto. É importante conversar com o médico, para que seja escolhido um medicamento que não afete o aleitamento materno. Esses medicamentos devem ser tomados por um período de três a seis semanas, para que se obtenha benefício total dos mesmos.
2) Psicoterapia
A consulta com um profissional especializado em saúde mental é bastante útil, na abordagem da depressão pós-parto. A terapia pode durar um curto período de tempo ou por vários meses. A terapia cognitivo-comportamental permite à paciente identificar e mudar processos mentais que levam à depressão. A troca dos pensamentos negativos por pensamentos positivos, pode ajudar a melhorar o quadro depressivo.
3) Tratamentos Alternativos e Naturais
Vários produtos naturais foram sugeridos para o tratamento da depressão pós-parto, porém apenas a erva de São João demonstrou benefício, nos estudos já realizados. Deve ser discutido com seu médico a possibilidade de uso dessa medicação, caso você esteja amamentando.
Vários tratamentos alternativos podem ajudar no tratamento da depressão:
Biofeedback: com essa técnica a pessoa aprende a controlar as funções corporais, como a tensão muscular e as ondas cerebrais. Ajuda no controle da ansiedade, da tensão e na melhora da capacidade de concentração. Deve ser empregada apenas em associação à psicoterapia e aos medicamentos.
Massagem: ajuda a reduzir o estresse, mas não cura a depressão.
Técnicas de relaxamento: incluem yoga e meditação. Ajudam a controlar os sintomas depressivos.
Musicoterapia: pode ser útil para algumas mulheres.
O que fazer para me ajudar ou a quem eu amo?
A manutenção de um estilo de vida saudável é crucial. Tenha uma vida ativa física e socialmente, especialmente com seu parceiro, pois isso é muito importante. Manter um bom padrão de sono e de alimentação é bastante útil. Adquira o hábito de ter alguns momentos curtos de sono durante o dia, já que você terá que passar boa parte da noite acordada cuidando do bebê; isso ajuda a manter seu nível de energia adequado.
Certas dicas para ajudar na prevenção da depressão pós-parto:
Pratique atividade física adequada para sua condição, antes e após o parto;
Participe de atividades em companhia de seu parceiro e do bebê;
Converse com familiares e amigos;
Peça ajuda se sentir algo;
Evite consumir álcool e cafeína;
Tenha uma alimentação saudável;
Mantenha um bom padrão de sono;
Empregue técnicas de relaxamento, para reduzir o estresse.
Monica Martinez
Três dias após o nascimento de Gabriel, sua mãe, Ana, começou a ter crises de choro. Num momento, olhava os pezinhos perfeitos do garoto e chorava porque se sentia a mais feliz das mulheres. No outro, se debulhava porque temia não dar conta de criar um filho. A jovem de 28 anos enfrentou esses altos e baixos até que a criança completou 10 dias, quando os sinais de ansiedade desapareceram do mesmo modo como surgiram: do nada.
Na verdade 80% das mulheres que dão à luz têm depressão, em maior ou menor grau. A condição é temporária e não afeta a habilidade de cuidar do nenê. Contudo, se a tristeza imperar por mais de duas semanas, é preciso buscar orientação médica.
Acupunturista
Agulhas ajudam a combater o baixo-astral
Para a medicina chinesa, a depressão é conseqüência de alterações energéticas causadas pela raiva, frustração e mágoa em lidar com a nova situação. Quem dá as dicas para vencer o problema é Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar:
1. Não deixe a depressão se instalar. Há muita perda de líquidos durante o parto e é normal a sensação de calor nos dias seguintes. Contudo, se você se sentir mais irritada e ansiosa do que o normal, busque auxílio.
2. Tente uma sessão. A acupuntura é tão eficaz quanto as drogas antidepressivas, sem apresentar efeitos colaterais. É o que garante estudo chinês realizado com mais de 600 pacientes.
3. Veja-se como mãe. O conflito emocional pode tirar o equilíbrio energético. Se necessário, busque apoio psicoterápico para se sentir mais tranqüila com o novo papel.
4. Busque auxílio na natureza. Há ervas, como o hipérico, que são antidepressivos naturais e ajudam a superar essa fase. De qualquer forma, antes de usá-las, fale com seu médico.
5. Pratique exercícios físicos. Sobretudo os realizados ao ar livre.
6. Refresque-se. Para a medicina chinesa, a depressão pós-parto tem uma relação direta com excesso de calor. Assim, tudo o que esfria o corpo é bom, como chá de menta.
7. Acerte na alimentação. Vegetais picantes, como agrião e rúcula, tonificam o fígado e diminuem o bloqueio energético. Já cravo, canela e gengibre geram calor. Evite-os.
8. Hidrate-se bem. Beber bastante água, chás e sucos é importante para repor as perdas energéticas ocorridas durante o parto.
9. Medite. A prática ajuda a pessoa a se harmonizar.
Ginecologista
Conversa com o médico previne problemas
O obstetra tem um papel fundamental nessa fase da vida da mulher. Ele pode interceder junto aos familiares em diversas situações e ajudá-la a se sentir melhor. Veja aqui os conselhos de Abner Lobão, chefe do setor de Pré-Natal da Universidade Federal de São Paulo:
1. Prepare-se para a alta. A depressão começa a se manifestar cerca de três dias após o nascimento do bebê, o que coincide com a saída da maternidade. Aproveite esses dias para tirar as dúvidas com médicos e enfermeiros.
2. Informe-se. A tristeza pós-parto desaparece rápido. Saber disso torna mais fácil tolerá-la.
3. Você não está sozinha. Oito entre dez mulheres têm algum sentimento negativo em relação ao momento pós-parto. Portanto, saiba que seu sentimento não tem nada de anormal.
4. Sensibilize a família. Se você sentir que não vai dar conta do recado sozinha, não deixe o parceiro e os parentes acharem que se trata de frescura.
5. Peça socorro. O apoio não está chegando espontaneamente? Converse com o médico e peça que ele explique ao pai da criança ou aos familiares tudo o que você precisa.
6. Dê atenção ao vestuário. Nada de ficar de camisola o dia todo. Mesmo em casa, use roupas que a deixam feliz consigo mesma.
7. Olho vivo nos cuidados pessoais. No início você pode não ter tempo para usar todos os cremes, mas preserve os rituais essenciais de beleza.
8. Providencie ajuda. É importante ter uma ajuda profissional para cuidar do bebê. Não dê uma de supermãe.
9. Evite a automedicação. Não tome medicamentos de qualquer tipo sem receita. A maioria dos remédios passa para o leite e pode trazer prejuízo ao bebê se tomados sem orientação.
Psiquiatra
Tratamento imediato é bem mais eficaz
Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatiza: não existe depressão sem cura. Se o distúrbio não estiver deixando a mamãe cuidar do filho, é o momento certo de procurar auxílio médico.
1. Não rotule os sentimentos. Neuras e insatisfações pessoais nem sempre são sinais da depressão. Portanto, fique atenta a suas sensações para não distorcer seus próprios sentimentos.
2. Procure se tratar na hora certa. O instante adequado é quando a depressão impede as atividades normais.
3. Identifique os fatores de risco. A predisposição genética é forte, e a gestação, fator desencadeante. Fique atenta se você tiver casos na família.
4. Previna novos eventos. Quem sofreu de depressão na gravidez anterior tem mais chances de enfrentar a situação novamente. O uso de antidepressivos nos últimos dias da gravidez, desde que utilizados com recomendação médica, evita 100% dos casos.
5. Use com segurança. A quantidade de antidepressivos que passa para a criança durante a gravidez e após o parto é insignificante, se o tratamento for feito com um profissional especializado.
6. Gerencie o estresse. Fatores traumáticos podem funcionar como gatilhos para a doença em pessoas predispostas. Mas não entre em paranóia.
7. Busque o médico certo. O psiquiatra confirma o diagnóstico clínico e inicia a prescrição medicamentosa. Como saber se a dose está certa? Os sintomas devem passar após 25 dias.
8. Escolha um bom profissional. Peça a recomendação de amigos, parentes ou do médico da família.
9. Pense positivo. Depressão é ruim, mas não existe caso que não passe, se bem tratado. E mais: a doença pode ser evitada nas próximas gestações.
Homeopata
É preciso combater o medo e enfrentar os fatos
Para o homeopata Carlos Roberto Brunini, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo, a tristeza está ligada à preocupação com a idéia de não dar conta da situação. Tomar contato com a realidade é o melhor remédio contra receios e inseguranças.
1. Prepare-se bem. O acompanhamento prévio com o homeopata ajuda a ter um melhor estado emocional.
2. Caia na real. Muitas mulheres têm a fantasia de sair do hospital com um filho meigo e comportado. E se espantam ao levar para casa uma criança que chora e não tem hora certa para nada, como são de fato os bebês.
3. Aceite a situação. Não faça de conta que o sentimento de impotência, de achar que não vai conseguir cuidar da criança, não existe. Ele é real. Mas não fique paralisada. Busque saídas.
4. Resgate suas histórias de sucesso. Uma ótima forma de lidar com a insegurança é se lembrar das situações difíceis que você já superou na vida.
5. Envolva o parceiro. A responsabilidade da criança não é exclusiva da mãe. O pai precisa participar de todas as atividades. Se ele não conseguir passar essa segurança para você, recorra a um serviço de aconselhamento.
6. Confie na natureza. Ela é sábia. Você nasceu com tudo o que precisa para lidar com sua cria. Vá com fé!
7. Conheça a si mesma. Se sabe que é mais insegura do que a média, invista em acompanhamento psicológico com profissionais habilitados.
8. Simule situações. Acompanhe o que as outras mães fazem ao lidar com assaduras, cólicas e fraldas.
9. Marque consulta com o pediatra. Não espere os 15 dias de praxe para fazer todas as perguntas que você tem na cabeça. Agende agora um encontro com o especialista em crianças.
Nutricionista
Alimentos certos dão a energia necessária
A nutricionista Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional, explica como compor a alimentação para minimizar os desconfortos.
1. Coma carboidratos. Pães, massas e cereais aumentam no cérebro a entrada de triptofano, transformado pelo organismo em serotonina, uma substância calmante.
2. Modere no açúcar. A sacarose causa a liberação de endorfinas, que se relacionam ao bem-estar, o que explicaria a tendência de consumir doces nos períodos de estresse. Não abuse, pois em excesso o efeito pode ser contrário! Uma pequena porção diária, como 30 g de chocolate, basta.
3. Fracione as refeições. Um cardápio saudável, distribuído em café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar, aumenta a disposição.
4. Fuja das gorduras. Alimentos com alto teor de gordura são de difícil digestão, dando indisposição e moleza.
5. Evite os estimulantes. Álcool, bebidas com cafeína e cigarros contêm substâncias que podem aumentar a sensação de nervosismo. Prefira chá de ervas, leite desnatado ou suco.
6. Inclua maracujá na dieta. Além de ser fonte de minerais como cálcio, ferro e fósforo, vitaminas A e C, a fruta possui propriedades sedativas.
7. Aposte nas proteínas. Frango, peixe, carne vermelha, ovos, leite e derivados, como iogurte e queijos, são importantes para a produção do leite materno e possuem triptofano, substância que melhora o humor.
8. Abra alas para frutas e sucos. Fontes de vitaminas e minerais, eles são importantes para o bom funcionamento do organismo.
9. Abuse dos líquidos. Água-de-coco e suco de frutas natural fazem o intestino funcionar melhor
Fonte do texto: http://cantinhodamamaeamandica.blogspot.com.br/2009/07/45-dicas-para-vencer-depressao-pos.html
26 de julho de 2014
A Hora do Mamaço em Porto Alegre!!
Meus queridos leitores! Um convite especial...
Esse evento acontece em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno em várias cidades do Brasil, e tem como objetivo reunir muitas mães para amentarem juntas seus bebês!
Tenho o enorme prazer de organizar o Mamaço juntamente com a Paloma Fantini!
Vamos fazer bonito e mostrar que as mamães gaúchas são amamenteiras de plantão!
Compartilhem e convidem suas amigas!"
Rosane Baldissera - Consultora Internacional em Aleitamento
Em vou!! Quem vai?
26 de março de 2014
Meu Parto Domiciliar Planejado!
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| Analu e Joaquim |
Como estou sem tempo ainda para escrever meu relato de parto, resolvi montar um vídeo simples mas que mostrasse a essência deste evento, deste rito de passagem! Curtam e compartilhem!
11 de dezembro de 2013
E Não é Que o Bebê Apegado é Bem Independente? - do Blog Paizinho Vírgula
Compartilho aqui a experiência do Thiago Queiroz, do Blog Paizinho Vírgula, que relata a experiência que muitas famílias tem com uma criação com apego. Claro que outras famílias não tem este tipo de experiencia, mas creio que vale a leitura! E também digo que para a nossa família a Criação com Apego, gerou crias independentes!
Via: Paizinho, Vírgula! :: http://paizinhovirgula.com/e-nao-e-que-o-bebe-apegado-e-bem-independente/
Queria compartilhar algo com vocês hoje, na véspera do aniversário de 1 ano do Dante. Não é um retrospecto do primeiro ano de vida, não. Isso vai ser um outro post, mas queria falar um pouco sobre algo que eu acho que falarei bastante ao longo dos próximos anos, com o desenvolvimento do meu filho: independência.
Antes de mais nada, é muito importante dar um aviso: esse post reflete a minha experiência familiar, e não reflete a realidade familiar de todo mundo. Talvez algumas pessoas se identifiquem, mas muitas outras não se identificarão. Isso porque cada bebê é único e têm necessidades (e intensidades) diferentes entre si. Junte isso à diferença entre pais enquanto pessoas diferentes, e você terá a linda singularidade de cada família!
Por mais que estudemos, nós ainda ficamos com a pulga atrás da orelha sobre o que estamos fazendo e os potenciais efeitos negativos que isso pode causar em nossos filhos. É perfeitamente normal ter esses momentos de insegurança, até porque nunca saberemos o que vai acontecer em seguida. Por isso que quando alguma coisa dá evidência de que estamos no caminho certo, sobram motivos para comemorar.
É o caso da independência dos nossos bebês. Nós sabemos, que atendendo às necessidades deles, dando um cuidado amoroso e consistente, estamos na verdade promovendo a sua independência natural. Nossa expectativa é que nossos filhos sejam seguros o suficiente para explorar o mundo, sem dúvida, mas quem é que nunca ouviu:
- Fica dando muito colo que ele nunca mais vai querer sair do seu colo.
- Se você ficar dando colo, ele nunca vai andar.
- Pega ele toda hora que ele vai ficar mimado.
- Se você atender sempre a ele, ele nunca vai ser independente.
E, claro, quando você ouve demais esse tipo de declaração, sempre alguma minhoca oportunista acaba se implantando na sua cabeça. Isso é normal, mas temos que tomar cuidado para que essa minhoca não vire um dragão-de-komodo na sua cabeça (eu sei que minhocas e dragões-de-komodo não têm nada a ver, mas eu acho divertido falar “dragão-de-komodo”) e para isso, é importante nos cercarmos de pessoas que também acreditam no tipo de criação que damos para nossos filhos.
Todos sabem que o Dante sempre teve muito colo. Colo quando ele quis, quando eu quis, quando a Anne quis. Principalmente para eu, que trabalho o dia inteiro fora de casa, o colo é algo essencial para que eu consiga me reconectar com o meu filho após um dia chato de trabalho e, além disso, o babywearing rola solto na nossa família. Eu, particularmente, não sou das pessoas que têm muito medo do tal risco do meu filho ser mimado ou coisa do gênero, porque eu acredito muito no potencial positivo da criação com apego. De verdade.
Muito bem, Dante faz um ano de vida amanhã e, desde semana passada, já começou a ensaiar seus primeiros passos. Mais do que isso, ele pede para ir para o chão já há algum tempo. Pede, não. Luta, grita, chora, faz de tudo porque quer ir para o chão. O colo não é mais tão legal quanto estar no chão, engatinhando e explorando o mundo, ou treinando dar seus passinhos.
Dante, aquele mesmo bebê quietinho que ia para todos os lugares com a gente, que todo mundo elogiava porque ele era tão “calminho”, aquele bebê que só ficava no colo e não chorava, agora é um bebê que quer se soltar dos braços dos pais, ir para o chão e sair por aí, explorando esse mundo tão grande e novo para ele.
Agora, andar na rua ou no shopping é uma nova aventura. Agora, ficar batendo perna em restaurantes e lojas é mais divertido que ficar sentado no colo dos pais. Agora, interagir com outras pessoas, adultos e crianças, é muito mais legal.
Tá, pode me chamar de babão. Eu só não vou mudar o nome do blog para Paizinho Babão.
Via: Paizinho, Vírgula! :: http://paizinhovirgula.com/e-nao-e-que-o-bebe-apegado-e-bem-independente/
2 de dezembro de 2013
Porque a amamentação noturna é tão importante..
Texto disponibilizado no grupo do facebook Gravidez, Parto e Maternidade. Leiam:
Porque a amamentação noturna é tão importante
É um marco evolucionário que as mães atendam ao choro de seus bebês
Os bebês acordam e mamam a noite porque é intenção da natureza que eles o façam. Bebes amamentados ao seio o fazem mais frequentemente que os que tomam a formula pois o leite materno é de digerido mais rapidamente, deixando-os assim com fome em intervalos menores. Quando o colocamos de volta a dormir mamando, não estão apenas satisfazendo sua fome, mas também estamos deixando que saibam que estão seguros e que seu choro será atendido. Estamos construindo uma relação de confiança com nossos bebês baseada em respeito e resposta.
A importância da amamentação noturna.
Esta acordada noturna natural geralmente exige muito das mães, às vezes, na melhor das intenções elas dão formula aos bebês antes de dormir na esperança de que eles durmam mais. No entanto, mamadas noturnas são muito importantes para "informar às mamas" quanto de leite será necessário produzir para atender a demanda daquele bebê para o dia seguinte. Quando uma mãe não amamenta durante a noite, ela arrisca ter sua produção de leite diminuída até o ponto de não poder continuar amamentando. Se uma mulher não estiver produzindo leite suficiente e não estiver amamentando a noite, ela pode fazer cama compartilhada com seu filho e amamentá-lo na espera de aumentar sua produção.
Prolactina
Prolactina, o hormônio responsável por ajudar as células alveolares no seio para fazer leite, é liberada pela glândula pituitária durante a apojadura. Pesquisas mostraram que o nível de prolactina no leite materno é maior durante o período de maior produção de leite e que os maiores níveis de prolactina corem no meio da noite. Em oposição, os níveis de prolactina são menores quando o seio esta ingurgitado, isto significa que os que mamam em livre demanda mamarão na freqüência correta assegurando adequada produção de leite para sua própria necessidade de crescimento.
Prevenção da Síndrome da Morte Súbita em bebes
Acordadas noturnas são também uma maneira natural de prevenir a Síndrome da morte Súbita em Bebes.O bebe acorda para mamar e nós o atendemos.Arranjamos seu cobertor e sua posição, e amamentamos. Tudo isso é parte da prevenção da SIDS. Quando meu bebe não acordava a cada duas horas, eu ficava ansiosa e ia checar sua respiração. Às vezes ele acordava só por eu estar mexendo nele, mas se acontecia, eu ficava secretamente feliz, só por saber que ele estava bem
A ciência da maternagem
Mothering Magazine publicou um artigo sobre a"Ciência do Son Compartilhado" em sua edição de Janeiro-Fevereiro de 2009. Na edição seguinte várias cartas à redação foram escritas sobre este artigo. Uma em particular chamou minha atenção e quero dividir dois trechos com vocês.
Nesta carta, os autores do artigo "Ciência do sono Compartilhado" responderam às críticas de dois médicos que fazem parte da equipe do Balimore county Child Fatality Review, que revisa todas as mortes infantis do condado de Baltimore. Ambas as cartas são longas, porém é importante mencionar que os autores compartilham um resultado sobre as importantes diferenças nas quais pais que amamenta e pais que ofereçam formula se relacionam com seus bebes, comportamentalmente e psicologicamente. Eles fazem um excelente argumento contra compartilhar a cama entre bebes aleitados com formula e seus pais, pois estudos mostraram que esses pares não são sensíveis aos movimentos e barulhos uns dos outros e que suas posições para dormir eram diferentes e mais problemáticas para um sono seguro.
O que mais chamou minha atenção foi esta citação: "se Istoé verdade, com uma pesquisa recente indica, que mães que amamentam são três vezes mais propensas a fazer cama compartilhada que mães que dão formula, cama compartilhada segura associada com amamentação poderia por si eventualmente ser estaticamente prova de proteger (da SIDS)."
Portanto, cama compartilhado e amamentação noturna ajudam a prevenir SIDS,além de manter a produção adequada de leite assim como atender as necessidades de apego de seu filho. Espero que a próxima vez que estiver cansado e com olheiras lembre-se disso.Especialmente nas primeiras semanas,pode fazer toda a diferença no mundo para a saúde e bem estar de seu bebe.
Quando feito com segurança, cama compartilhada ó melhor para mãe e bebe.
Referencis:The Breastfeeding Answer Book, La Leche League, 2003.Diretrizes para cama compartilhada do Attachent Parenting International.
Recomendo tb o Soluções para noites sem choro da Elizabeth Pantley
27 de novembro de 2013
Apojadura Tardia (Demora na Descida do Leite)
Encontrei este texto, depois de muito procurar, que explica que existem mulheres no qual a descida do leite (apojadura) demora mais que a média, e que as maternidades e instituições hospitalares devem parar com a mania de oferecer "muletas" as nutrizes, as mães que estão amamentando. Pomadas, conchas, bombas, medicações, são ferramentas que devem ser utilizadas em casos isoladíssimos, porque a maioria da mulheres tem plena capacidade de amamentar seus filhos. Oferecer essas muletas a todas faz com que elas duvidem do potencial, da maternidade delas. E esta errado isso. Então para as mamães que acham que ta demorando a descida do leite, que consequentemente não o tem, leiam e se acalmem, por favor!
Leiam o texto...
Denomina-se apojadura a primeira descida do leite, secreção mamária abundante que, no geral, ocorre nos primeiros 3 dias do pós-parto. Quando ultrapassa esse limite, 3 dias, é considerada apojadura tardia, e essa demora pode motivar certa ansiedade materna, alimentada pelo receio injustificado da agalactia, distúrbio de existência questionada caracterizado pela ausência da produção láctea pela mama puerperal.
A ansiedade materna, se não cuidada por apoio técnico e emocional efetivo, resulta em bloqueio hipotalâmico para a produção de prolactina e ocitocina gerando ciclo que se auto-alimenta (ansiedade – bloqueio na produção de prolactina e ocitocina – diminuição na produção e na ejeção láctea - ansiedade).apojadura tardia, e essa demora pode motivar certa ansiedade materna, alimentada pelo receio injustificado da agalactia, distúrbio de existência questionada caracterizado pela ausência da produção láctea pela mama puerperal.
Fisiologia da lactação
Logo após o descolamento da placenta observa-se significante redução nos níveis circulantes de progesterona, enquanto os de prolactina permanecem elevados. Inicialmente, até o terceiro ou quarto dia de puerpério, a produção de prolactina parece não depender da sucção mamilar pelo recém-nascido, atitude que se torna fundamental após esse período, quando a ausência do estimulo mamário faz com que a síntese de prolactina decline.
Os estrogênios e os progestagênios apresentam efeito sinérgico com a prolactina no estímulo da mamogênese, porém inibem a sua ação galactopoética. Os estrogênios dificultam o aumento do numero de receptores de prolactina, normalmente observado durante a amamentação, e diminuem a quantidade de prolactina incorporada às células do alvéolo mamário. Após o secundamento observa-se brusca queda dos níveis destes esteroides, o que acarreta a liberação da ação galactopoética da prolactina – as células alveolares passam de pré- secretoras para secretoras.
A secreção de prolactina é controlada por fatores hipotalâmicos, estimulantes e inibidores. A inibição é mediada pela dopamina, que atua diretamente sobre as células lactotróficas da hipófise anterior. Com conseqüência, as drogas que bloqueiam a ação da dopamina, como a metoclopramida e o sulpiride, exercem efeitos hiperprolactinêmicos, ao passo que os seus antagonistas, como a cabergolina, reduzem os níveis plasmáticos de prolactina.
Etiologia
Os fatores responsáveis pela apojadura tardia interferem diretamente no mecanismo de produção láctea recém-aludido, diminuindo a síntese e a secreção da ocitocina e da prolactina por provável atuação sobre o hipotálamo e sobre a hipófise. Os principais são listados a seguir:
- Operação cesariana eletiva, fora do trabalho de parto, em gestantes com baixos níveis de ocitocina circulante na corrente sanguínea;
- Fenômenos físicos e emocionais como dor, cansaço, estresse, medo, insegurança, decepção materna por vários motivos, podem bloquear o reflexo de ejeção láctea;
- Restos placentários intra-uterinos mantendo a produção de estrogênios;
- Separação prolongada do filho, fazendo com que não haja estimulação mamária adequada.
Conduta
O atraso da apojadura exige apoio à gestante com o objetivo de quebrar o ciclo vicioso que se observa, caracterizado pela interação entre a demora da apojadura e a ansiedade materna.
A conduta há que se fundamentar em sólida participação profissional e familiar, física e emocional, com a gestante sendo esclarecida acerca das bases fisiológicas da lactação, orientada sobre os corretos procedimentos para a amamentação e incentivada para preservar, em vista a adequada produção de leite que certamente advirá.
Por sua vez, a ocitocina, hormônio também produzido pela hipófise e controlado por fatores hipotalâmicos, agem sobre as células musculares dos ácinos mamários, fazendo com que elas contraiam e facilitem a ejeção láctea durante a amamentação.
25 de novembro de 2013
Vídeo: A Dor Além do Parto
O vídeo por si fala o quão é grave este cenário no Brasil! A cesárea é a solução? Nem de longe!! Assistam!
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16 de novembro de 2013
Banho de balde com ervas acalma bebê e alivia cólicas
A hora do banho sempre é um momento de tensão, principalmente, para os pais de primeira viagem que não sabem lidar direito com aquela criaturinha tão pequena e frágil que chora desesperadamente naquela enorme banheira. Mas, há como fazer o banho prazeroso para os pais e, principalmente, para o recém-nascido. Como? Com o banho de balde.
Além de ser muito mais prático, o bebê não chora porque o formato do balde faz a criança lembrar do útero da mãe com aquela água quentinha. “As crianças ficam calmas porque a sensação de estar em posição fetal, cercada de ‘limites’ do corpo pode ser muito confortante, e muito familiar pois remete ao útero materno”, explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, que lançou o DVD “Banho de Balde” mostrando os benefícios e as técnicas desse tipo de banho.
Outra vantagem é que esse tipo de prática previne e melhora as cólicas. “A água quente é um ótimo remédio”, diz a obstetriz.
De tão relaxante, alguns bebês chegam a dormir durante o banho. O banho pode ser ainda mais gostoso colocando se forem colocadas ervas na água. A herborista Sabrina Jeha, 37, explica que não é necessário usar xampu em todos os banhos do bebê. Segundo ela, o próprio chá de erva vai completar o processo de limpeza. “Se é um bebê maior que seis meses e que já vai para o chão, que engatinha, o pai pode dar o banho de higiene e depois ir para o balde só com a água e a erva”, comenta.
Marcelo relaxa e adormece no primeiro banho de balde que tomou quando ainda estava na maternidade, em SP (Foto: Carla Raiter Fotografia/www.carlaraiter.com)
Sabrina, que é mãe de Ana, 3, e Teo, 6 meses, diz que sempre usou o balde no banho dos filhos. Ela explica que primeiro é preciso fazer o chá, peneirar e depois misturar com a água para acertar a temperatura. Ela também aconselha usar ervas de boa qualidade e procedência – as orgânicas são as mais recomendadas. “O banho de balde com ervas é uma experiência prazerosa para o bebê e a mãe já que traz muito bem estar , melhorando as cólicas, perfumando o ambiente e melhorando possíveis problemas de pele, respiração e excitação dos bebês”.
Ana Cristina explica que o banho de balde pode ser usado já no primeiro banho do bebê e ser utilizado até que o bebê fique “forte e agitado o suficiente para não parar mais sentado no fundo do balde”.
Nos primeiros banhos, é recomendado usar uma toalha fralda para enrolar o bebê para ele se sentir mais seguro ao ser colocado na água.
A médica Isabela Marconi, 34, teve a experiência do banho de balde com o caçula Marcelo, 3 meses, e do tradicional com o filho Henrique, 3 anos. “O primeiro banho do Marcelo foi de balde e ele capotou. Parecia que tinha voltado para o útero enquanto o do Henrique foi com muito choro com ele dentro daquela banheira. Ele não gostou nada”, conta Isabela sobre o primeiro banho dos filhos que aconteceram em maternidade distintas de São Paulo.
Entre os cuidados mais importantes na hora do banho é em relação a temperatura da água – que não pode ultrapassar os 38 graus – e também ficar atento para o bebê não colocar a boca e o rosto na água. Os pais podem usar as pontas dos dedos embaixo do queixo do neném para ‘segurar’ a cabeça enquanto ele não consegue sustentá-la sozinho.
“Também é importante não deixar a água esfriar demais, principalmente, no banho de recém-nascidos. Se necessário, uma terceira pessoa pode colocar mais um pouco de água quente para manter a temperatura”, comenta.
Ana Cristina explica que no banho de ofurô qualquer balde pode ser usado, mas que o ideal são os fabricados para esse fim pois não possuem emendas ou rebarbas internas que possam machucar a pele do bebê. Esses baldes também indicam até que altura deve ser colocada a água. A prática desse tipo de banho surgiu no final dos anos 1990 na Holanda e se espalhou pelo mundo. Quando o bebê já não puder mais usar aqueles baldes tradicionais, vale usar aquelas bacias emborrachadas coloridas que também permitem um banho de muita diversão.
AS ERVAS MAIS INDICADAS
Camomila: a camomila é uma erva que é ótima para a pele, além de ser calmante e digestiva
Calêndula: boa para eczemas e problemas de pele
Manjericão: ajuda o bebê a relaxar, é digestivo, alivia as cólicas
Aveia: bom para aliviar coceiras, dermatites e melhorar a pele sensível e seca do bebê
Hortelã: refrescante e melhora resfriados e vias aéreas congestionadas
Sálvia: melhora gripes, resfriados e vias aéreas congestionadas
Calêndula: boa para eczemas e problemas de pele
Manjericão: ajuda o bebê a relaxar, é digestivo, alivia as cólicas
Aveia: bom para aliviar coceiras, dermatites e melhorar a pele sensível e seca do bebê
Hortelã: refrescante e melhora resfriados e vias aéreas congestionadas
Sálvia: melhora gripes, resfriados e vias aéreas congestionadas
Saiba mais sobre o banho de balde e ervas
DVD “Banho de Balde” é vendido no site do Gama por R$ 20
Curso de ervas e aromas para mães e bebês – 29 de novembro, das 14h30 às 17h, na Casa Delas, na rua Apinajés, 1.618 – Perdizes. Mais informações pelo e-mail sabrina@sabordefazenda.com.br
Curso de ervas e aromas para mães e bebês – 29 de novembro, das 14h30 às 17h, na Casa Delas, na rua Apinajés, 1.618 – Perdizes. Mais informações pelo e-mail sabrina@sabordefazenda.com.br
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