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2 de dezembro de 2013

Porque a amamentação noturna é tão importante..

Texto disponibilizado no grupo do facebook Gravidez, Parto e Maternidade. Leiam: 


Porque a amamentação noturna é tão importante

É um marco evolucionário que as mães atendam ao choro de seus bebês

Os bebês acordam e mamam a noite porque é intenção da natureza que eles o façam. Bebes amamentados ao seio o fazem mais frequentemente que os que tomam a formula pois o leite materno é de digerido mais rapidamente, deixando-os assim com fome em intervalos menores. Quando o colocamos de volta a dormir mamando, não estão apenas satisfazendo sua fome, mas também estamos deixando que saibam que estão seguros e que seu choro será atendido. Estamos construindo uma relação de confiança com nossos bebês baseada em respeito e resposta.

A importância da amamentação noturna.

Esta acordada noturna natural geralmente exige muito das mães, às vezes, na melhor das intenções elas dão formula aos bebês antes de dormir na esperança de que eles durmam mais. No entanto, mamadas noturnas são muito importantes para "informar às mamas" quanto de leite será necessário produzir para atender a demanda daquele bebê para o dia seguinte. Quando uma mãe não amamenta durante a noite, ela arrisca ter sua produção de leite diminuída até o ponto de não poder continuar amamentando. Se uma mulher não estiver produzindo leite suficiente e não estiver amamentando a noite, ela pode fazer cama compartilhada com seu filho e amamentá-lo na espera de aumentar sua produção.

Prolactina

Prolactina, o hormônio responsável por ajudar as células alveolares no seio para fazer leite, é liberada pela glândula pituitária durante a apojadura. Pesquisas mostraram que o nível de prolactina no leite materno é maior durante o período de maior produção de leite e que os maiores níveis de prolactina corem no meio da noite. Em oposição, os níveis de prolactina são menores quando o seio esta ingurgitado, isto significa que os que mamam em livre demanda mamarão na freqüência correta assegurando adequada produção de leite para sua própria necessidade de crescimento.

Prevenção da Síndrome da Morte Súbita em bebes

Acordadas noturnas são também uma maneira natural de prevenir a Síndrome da morte Súbita em Bebes.O bebe acorda para mamar e nós o atendemos.Arranjamos seu cobertor e sua posição, e amamentamos. Tudo isso é parte da prevenção da SIDS. Quando meu bebe não acordava a cada duas horas, eu ficava ansiosa e ia checar sua respiração. Às vezes ele acordava só por eu estar mexendo nele, mas se acontecia, eu ficava secretamente feliz, só por saber que ele estava bem

A ciência da maternagem

Mothering Magazine publicou um artigo sobre a"Ciência do Son Compartilhado" em sua edição de Janeiro-Fevereiro de 2009. Na edição seguinte várias cartas à redação foram escritas sobre este artigo. Uma em particular chamou minha atenção e quero dividir dois trechos com vocês.

Nesta carta, os autores do artigo "Ciência do sono Compartilhado" responderam às críticas de dois médicos que fazem parte da equipe do Balimore county Child Fatality Review, que revisa todas as mortes infantis do condado de Baltimore. Ambas as cartas são longas, porém é importante mencionar que os autores compartilham um resultado sobre as importantes diferenças nas quais pais que amamenta e pais que ofereçam formula se relacionam com seus bebes, comportamentalmente e psicologicamente. Eles fazem um excelente argumento contra compartilhar a cama entre bebes aleitados com formula e seus pais, pois estudos mostraram que esses pares não são sensíveis aos movimentos e barulhos uns dos outros e que suas posições para dormir eram diferentes e mais problemáticas para um sono seguro.

O que mais chamou minha atenção foi esta citação: "se Istoé verdade, com uma pesquisa recente indica, que mães que amamentam são três vezes mais propensas a fazer cama compartilhada que mães que dão formula, cama compartilhada segura associada com amamentação poderia por si eventualmente ser estaticamente prova de proteger (da SIDS)."

Portanto, cama compartilhado e amamentação noturna ajudam a prevenir SIDS,além de manter a produção adequada de leite assim como atender as necessidades de apego de seu filho. Espero que a próxima vez que estiver cansado e com olheiras lembre-se disso.Especialmente nas primeiras semanas,pode fazer toda a diferença no mundo para a saúde e bem estar de seu bebe.

Quando feito com segurança, cama compartilhada ó melhor para mãe e bebe.

Referencis:The Breastfeeding Answer Book, La Leche League, 2003.Diretrizes para cama compartilhada do Attachent Parenting International.

Recomendo tb o Soluções para noites sem choro da Elizabeth Pantley

27 de novembro de 2013

Apojadura Tardia (Demora na Descida do Leite)

Encontrei este texto, depois de muito procurar, que explica que existem mulheres no qual a descida do leite (apojadura) demora mais que a média, e que as maternidades e instituições hospitalares devem parar com a mania de oferecer "muletas" as nutrizes, as mães que estão amamentando. Pomadas, conchas, bombas, medicações, são ferramentas que devem ser utilizadas em casos isoladíssimos, porque a maioria da mulheres tem plena capacidade de amamentar seus filhos. Oferecer essas muletas a todas faz com que elas duvidem do potencial, da maternidade delas. E esta errado isso. Então para as mamães que acham que ta demorando a descida do leite, que consequentemente não o tem, leiam e se acalmem, por favor!
Leiam o texto...



Denomina-se apojadura a primeira descida do leite, secreção mamária abundante que, no geral, ocorre nos primeiros 3 dias do pós-parto. Quando ultrapassa esse limite, 3 dias, é considerada apojadura tardiae essa demora pode motivar certa ansiedade materna, alimentada pelo receio injustificado da agalactia, distúrbio de existência questionada caracterizado pela ausência da produção láctea pela mama puerperal. 

A ansiedade materna, se não cuidada por apoio técnico e emocional efetivo, resulta em bloqueio hipotalâmico para a produção de prolactina e ocitocina gerando ciclo que se auto-alimenta (ansiedade – bloqueio na produção de prolactina e ocitocina – diminuição na produção e na ejeção láctea - ansiedade).apojadura tardia, e essa demora pode motivar certa ansiedade materna, alimentada pelo receio injustificado da agalactia, distúrbio de existência questionada caracterizado pela ausência da produção láctea pela mama puerperal. 


Fisiologia da lactação 

Logo após o descolamento da placenta observa-se significante redução nos níveis circulantes de progesterona, enquanto os de prolactina permanecem elevados. Inicialmente, até o terceiro ou quarto dia de puerpério, a produção de prolactina parece não depender da sucção mamilar pelo recém-nascido, atitude que se torna fundamental após esse período, quando a ausência do estimulo mamário faz com que a síntese de prolactina decline. 

Os estrogênios e os progestagênios apresentam efeito sinérgico com a prolactina no estímulo da mamogênese, porém inibem a sua ação galactopoética. Os estrogênios dificultam o aumento do numero de receptores de prolactina, normalmente observado durante a amamentação, e diminuem a quantidade de prolactina incorporada às células do alvéolo mamário. Após o secundamento observa-se brusca queda dos níveis destes esteroides, o que acarreta a liberação da ação galactopoética da prolactina – as células alveolares passam de pré- secretoras para secretoras. 

A secreção de prolactina é controlada por fatores hipotalâmicos, estimulantes e inibidores. A inibição é mediada pela dopamina, que atua diretamente sobre as células lactotróficas da hipófise anterior. Com conseqüência, as drogas que bloqueiam a ação da dopamina, como a metoclopramida e o sulpiride, exercem efeitos hiperprolactinêmicos, ao passo que os seus antagonistas, como a cabergolina, reduzem os níveis plasmáticos de prolactina.


Etiologia 

Os fatores responsáveis pela apojadura tardia interferem diretamente no mecanismo de produção láctea recém-aludido, diminuindo a síntese e a secreção da ocitocina e da prolactina por provável atuação sobre o hipotálamo e sobre a hipófise. Os principais são listados a seguir: 

- Operação cesariana eletiva, fora do trabalho de parto, em gestantes com baixos níveis de ocitocina circulante na corrente sanguínea; 

- Fenômenos físicos e emocionais como dor, cansaço, estresse, medo, insegurança, decepção materna por vários motivos, podem bloquear o reflexo de ejeção láctea; 

- Restos placentários intra-uterinos mantendo a produção de estrogênios; 

- Separação prolongada do filho, fazendo com que não haja estimulação mamária adequada. 

Conduta 


O atraso da apojadura exige apoio à gestante com o objetivo de quebrar o ciclo vicioso que se observa, caracterizado pela interação entre a demora da apojadura e a ansiedade materna. 

A conduta há que se fundamentar em sólida participação profissional e familiar, física e emocional, com a gestante sendo esclarecida acerca das bases fisiológicas da lactação, orientada sobre os corretos procedimentos para a amamentação e incentivada para preservar, em vista a adequada produção de leite que certamente advirá. 



Por sua vez, a ocitocina, hormônio também produzido pela hipófise e controlado por fatores hipotalâmicos, agem sobre as células musculares dos ácinos mamários, fazendo com que elas contraiam e facilitem a ejeção láctea durante a amamentação.