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20 de janeiro de 2012

Humanização no parto devolve protagonismo à mulher


Esta é uma notícia de 2009, mas é sempre bom ler, e ter o ponto de vista de profissionais que trabalham a anos na Humanização do Parto e Nascimento. 

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1º Encontro de Humanização do Parto em Sorocaba, realizado pelo Movimento de Apoio a Humanização do Parto em Sorocaba(Mahp) no auditório do campus Sorocaba no dia 29/9, abordou a protagonização da mulher no momento do parto. O chamado "parto humanizado" critica o uso de tecnologias e procedimentos desnecessários em partos de baixo risco e ainda defende que o nascimento aconteça da maneira mais natural possível.
Membro do Colegiado Nacional da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna) e mais quatro instituições internacionais, o ginecologista, obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones afirma que o maior objetivo da humanização é devolver o parto à mulher. “Independente de classe social, a mulher no Brasil não tem autonomia, não tem protagonismo no próprio parto”, revela Jones, que trabalha com a perspectiva humanística desde 1986.
Também participaram do encontro a enfermeira obstetra Priscila Maria Colacioppo, que há sete anos atende partos domiciliares pela ONG Primaluz e a ginecologista Mariana Simões, pioneira na humanização do parto hospitalar em Campinas. “O parto hoje é tirado da mulher. Temos que mudar essa visão, passar a ver que faz parte do processo natural e fisiológico dela. Faz parte do ciclo feminino”, destaca Mariana.
Para Jones, a obstetrícia no Brasil é atrasada em relação aos países europeus, do ponto de vista conceitual. “Um bom hospital de São Paulo vai ter a mesma estrutura de um hospital de Nova Iorque ou de um europeu. Mas, o debate brasileiro é atrasado, centrado na figura do médico, no hospital e nas doenças”, destaca. O ginecologista explica que esse atraso é reflexo de anos da prática de um modelo importado dos Estados Unidos, onde o parto está centrado na figura do médico e não da gestante. “A paciente é tratada como coisa, como objeto inanimado, que não tem voz, não tem vez, não tem opinião e não pode decidir sua própria história”, fala.
A principal causa para isso acontecer é que os médicos veem as gestantes como doentes, incapazes de decidir pelo melhor. Como os médicos são treinados para o uso de tecnologia, eles acabam desviando o olhar da fisiologia e prestando demasiada atenção à patologia. Na realidade, segundo Jones e Colacioppo, a parturiente possui sim a capacidade de escolher o melhor para ela e o bebê, mas ainda é preciso se informar. “A mulher tem capacidade para escolher o que é melhor para o parto dela, mas o sistema não permite muitas escolhas, deixando-as impostas às normas hospitalares. Porém, o correto seria deixá-la no comando. O médico não faz o parto, ele assiste e auxilia”, diz Mariana.
Para os defensores do nascimento natural, o parto ideal é o que tem a atenção humanizada, que precisa de um tripé para funcionar adequadamente. O primeiro pilar – e o mais importante, segundo Jones – é a restituição do protagonismo do parto pela mulher. Em segundo lugar é preciso ter uma atenção integrativa e holística do nascimento, que possui aspectos psicológicos, espirituais e emocionais. Por último, a vinculação da medicina baseada somente em evidências, e não somente em procedimentos de rotina, fecha o ideal para o parto humanizado.
Jones explica que a humanização no nascimento não significa a desvalorização total do uso da tecnologia. Pelo contrário, a humanização é uma síntese de dois paradigmas: de um lado a tecnocracia e de outro o naturalismo. “É possível unir os dois, mesmo porque a tecnologia sempre é bem vinda, mas somente quando é necessária”, finaliza.

16 de janeiro de 2012

Encontro do GAPP Luz da Vida- 15/01/2012

Neste ultimo domingo, dia 15/01/2012, ocorreu o encontro mensal do Grupo Luz da Vida, no Espaço Bem Zen. Estavam presentes a Jeane, que é jornalista da Bebê & Cia, e irmã de causa. Nossa parceira Ana Luísa Chemello, instrutora de yoga, dona do espaço. E tivemos a grata surpresa, da mamãe Rose com sua filha Giovana de 3 meses.
Neste encontro assistimos o vídeo da Dra. Melania Amorim, no qual ela apresenta seu projeto, o ISEA, no qual se acolhe as parturientes, de uma maneira Humanizada, com muito carinho e atenção. Depois trocamos idéias, e falamos um pouco do cenário de parto e nascimento, aqui em Gravataí.
As horas passaram voando, mas foi uma tarde deliciosa, com biscoito de côco e chá de anis.





15 de outubro de 2011

O Trabalho de Parto - Parte 2


Continuando a série de textos escrito pela Adele!

A fase latente

Quando a gestante começa a sentir contrações ritmadas, de 20 em 20 minutos, de 15 em 15, etc. ela pode considerar que entrou realmente em trabalho de parto. As contrações são responsáveis por empurrar a cabeça do bebê sobre o colo do útero, produzindo a dilatação, e também porenviar um sinal para o bebê de que é hora de se preparar para nascer, e ajudá-lo a se posicionar para sair.


Uma coisa relatada por muitas mulheres nesse momento é um pico de energia inexplicável. Algumas sentem uma vontade louca de andar, correr, pular, outras ligam o "modo faxina" e limpam tudo, organizam a casa, as roupinhas do bebê, a bagagem da maternidade... É interessante observar que, nessa hora, geralmente é recomendado que a gestante tente descansar, dormir um pouco, para guardar forças para os momentos mais cansativos do parto, sendo que, na maioria dos casos, é o que ela MENOS quer fazer!

A fase latente é um momento muito interessante, pois é muito cedo para ir para a maternidade, as dores são suportáveis, e o casal está em casa, sabendo da chegada iminente do bebê. Muita coisa acontece neste momento. É um momento em que muitos casais aproveitam para se reconectar, se abraçam, se emocionam. As interações amorosas, carinhos, chamegos, beijos apaixonados, e até mesmo uma relação sexual (se a bolsa amniótica ainda não tiver rompido), são muito bem-vindas, pois iniciam o trabalho de liberação de ocitocina, o hormônio do prazer, que é tão importante durante o TP.

Para algumas mulheres que não resolveram bem seus conflitos emocionais durante a gestação, este pode ser um momento difícil, onde omedo e a angústia aumentam, ou onde ela fica tão sensível que chora por tudo. É bom que isso aconteça agora, quando o trabalho de parto ainda não começou a ficar muito intenso, e é importante deixar que ela "bote para fora", chore tudo que tiver de chorar, diga tudo que quiser dizer. Assim, na hora do parto, ela poderá se concentrar, sem estar presa à esses outros assuntos, que, por incrível que pareça, são capazes de travar completamente o parto, quando não resolvidos.

Quando a gestante passa a sentir contrações mais próximas umas das outras, de 6 em 6 ou 5 em 5 minutos de intervalo (mais ou menos 5cm de dilatação), ela entra na chamada fase ativa do trabalho de parto.

http://adeledoula.blogspot.com/2011/10/o-trabalho-de-parto-parte-2_11.html

24 de setembro de 2011

Dez Passos para a Atenção Humanizada ao Parto

Muitos profissionais e Entidades NÃO respeitam estes 10 passos elaborado pelo Ministério da Saúde! Será que os desconhecem? Se acham superiores? Não fizeram o tema de casa? Acho que não! Leiam e divulguem! E Srs. Doutores, não me venham com desculpas, ok?!


(Baseado nas recomendações da Organização Mundial de Saúde) 


1. Permitir e respeitar o desejo da mulher de ter um acompanhante da família ou amigo durante o trabalho de parto e o parto, dando-lhe segurança e apoio;
2. Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher durante o trabalho de parto, até a conclusão do processo obstétrico;
3. Oferecer à mulher o máximo de informações e explicações e explicações segundo a sua demanda;
4. Respeitar o direito da mulher à privacidade no local de nascimento;
5. Permitir à mulher a liberdade de caminhar, mover-se e adotar as posições que deseja durante o período de dilatação e expulsão, encorajar as posturas verticais de parto e evitar a posição de litotomia (supino, com as pernas levantadas);
6. Orientar e oferecer métodos não farmacológicos e não invasivos de alivio da dor durante o trabalho de parto como massagem, banho morno e técnicas de relaxamento;
7. Oferecer fluidos via oral durante o trabalho de parto e o parto;
8. Permitir o contato precoce pele a pele entre a mãe e o bebê e o inicio precoce do aleitamento materno;
9. Possuir normas e procedimentos claramente definidos e realizar monitoramento cuidadoso da evolução do parto através do Partograma;
10. Oferecer Alojamento Conjunto e esforçar-se para pôr em prática os 10 passos para o sucesso do Aleitamento Materno, tornado-se um Hospital Amigo da Criança.



Fonte