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25 de maio de 2016

Cursos online do Grupo Luz da Vida

CURSO ONLINE DE ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO



Curso elaborado por uma Nutricionista Materno infantil, com informações atualizadas e evidenciadas. O curso oferece uma noção de como deve ser, em um aspecto geral, a alimentação na gestação e amamentação. Este curso é informativo e não dispensa o acompanhamento de um Nutricionista.
Quem tiver interesse em adquirir o curso deve mandar mensagem para o email: anadoulaenutri@hotmail.com . Fazer deposito dos 100 reais e enviar o comprovante. Assim que isso for feito o curso em PDF sera enviado para o e-mail.

Banco Banrisul
Agência: 0670
Conta: 35857217 - 02
Ana Luisa Ochs de Muñoz
CPF 004.021. 270-05

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CURSO ONLINE DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO HUMANIZADO

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Curso de excelente qualidade, que passa informações atualizadas e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, baseada em evidências cientificas. Neste curso são abordados temas como aspectos psicológicos da gestação e parto, fisiologia do parto, posições e técnicas de alivio da dor, dicas de alimentação, dias para um pós parto tranquilo e amamentação, alguns passos para o sucesso. 
Foi elaborado por duas Doulas, sendo uma Educadora perinatal, nutricionista e terapeuta holística.
Interessados em adquirir o curso devem entrar em contato pelo e-mail: anadoulaenutri@hotmail.com, fazer deposito bancário de 100 reais e enviar o comprovante.O envio do curso em PDF será no mesmo dia.
Quaisquer dúvidas entrar em contato!

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Agencia: 0670
Conta: 3585721702
Ana Luisa Ochs de Muñoz
CPF 004.021. 270-05

7 de agosto de 2015

Post Especial!!! Gravataí é a 1ª cidade do RS a aprovar a Lei das Doulas!


Moro a 20 anos em Gravataí, uma cidade que gosto muito, apesar de muitas noticias tristes que andam sendo comentadas. Uma cidade no qual vejo muito verde por ai, o que me da uma paz no coração... A 5 anos atras me formava Doula (pela ANDO), e me lembro de no curso perguntar ao obstetra Ricardo Jones, que nos passava seu conhecimento técnico vivencial de assistência ao parto, se seria uma "boa" elaborar um projeto e entregar ao hospital de Gravataí. Ele me deu força e ficou a disposição. Confesso que não sou boa em elaborar grandes textos, tentei mas desisti de escrever. Pensei em me munir de evidencias e agendar uma hora com o Diretor do CO do hospital ou ate mesmo a Direção Geral , mas foi em vão meus telefonemas. Aguardei uma ideia surgir, um oportunidade aparecer...

Num dia desses qualquer, recebo o folheto da Vereadora Maribel Wagner, do PC do B, cujo o slogan me chamou a atenção, "Vereadora da Família", um raio caiu na minha cabeça, olhei para meu marido e disse "É ela que vai me ajudar, vou mandar a carta!". Carta essa que já havia mandado para o Gabinete do Prefeito, endereçado a Primeira Dama que é madrinha do Dia do Bebê daqui, mas não obtive resposta. No dia 16 de abril mando a carta, via facebook, uma carta totalmente intuitiva, vinda do coração....O começo da carta é assim...

Me chamo  Ana Luisa Muñoz Rosa, moro em Gravataí há 20 anos. Sou casada com Roberto, mãe do Bernardo, da Sofia e do Joaquim. Todos nascidos aqui. Sou formada como Nutricionista, consultora em Aleitamento Materno a 5 anos. Também sou Doula, formada pela Associação Nacional de Doulas a 4 anos, trabalho no qual me dedico desde formada. Me tornei doula devido duas experiências tristes que tive. Meu primeiro filho, com 41 semanas nasceu por cesariana imposta pela medica que me acompanhava, e minha recuperação pós cirúrgica foi sofrida. Minha segunda filha nasceu de parto normal hospitalar (Dom João Becker), o qual foi cheio de intervenções, tanto em mim quanto na minha filha..."

No mesmo dia a assessoria da vereadora me responde informando que passaria a carta a ela. Torci muito, havia esperança. No dia 4 de maio recebo mensagem dizendo que a vereadora estava encaminhando o Projeto de Lei, e que gostaria de conversar comigo no gabinete dela! Vibrei de emoção, avisei minhas "doulamigas", doulandas, douladas e fiquei no aguardo. Por acaso encontrei a vereadora numa celebração na igreja do meu bairro, e fui perguntar a ela como andava o projeto, ela me abraçou e disse que havia passado e que iria para votação!!! Mais uma pequena vitória!! E quando fosse a votação ela me avisaria para levar todos da Humanização para a plenária e mostrar a importância desta profissional.

Nesta terça feira que passou, a Vera, secretaria da Maribel me avisa que a votação aconteceria na quinta, dia 06/08. Avisei todos no facebook, por mensagem e pedi copia do Projeto de Lei, no qual Liane (Nutri e Doula) e eu lemos, e parecia tudo "ok". Chegamos poucas, munidas de cartazes na plenária, mas com uma só intenção, VENCER! Liane pediu a palavra e foi sensacional. E depois de algumas horas, de um ressesso, a votação se iniciou e ao poucos os votos foram surgindo, todos a favor a Lei, e quando aquele painel era todo verde, eramos lágrimas de alegria, me agarrei na Liane , na Thays, abracei e beijei minhas queridas que foram nos dar força. Não parávamos de chorar, Liane e eu tremíamos. E ela exclamou " Vou ligar pro Ricardo!". Saímos flutuando daquela Câmara... Missão cumprida, e é por TODAS NÓS!! Temos o direito!


Liane explicando a importância da Doula

Cíntia e JP, Karine e Vicente, minhas douladas do coração!



Ingryd (minha salvadora e primeiro amor do me Kim) com a Gil enfermeira maravilhosa!

Nós! Batman e Robin, doulas por AMOR!
 





16 X 0

Mesmo eu escrevendo este texto, ainda acho que é um sonho... sonho bom demais!!! E agora, vamos lutar pela Casa de Parto!!! Quem mandou o Vereador Carlito Nicolait dar a ideia! Outra pauta para nossa unica mulher dentro da Câmara de Vereadores. Gratidão Maribel, por acolher minhas palavras, e entender, reconhecer a importância desta profissional no cenário de parto e nascimento. Estamos todas de parabéns pela conquista!

17 de outubro de 2013

Chamada para a Marcha pela Humanização do Parto!

Marcha pela Humanização do parto em 2012 - foto G1
Muitos de vocês devem ter visto no ano passado uma mobilização em rede Nacional a favor da Humanização do parto. Foi veiculado em várias emissoras a marcha e deu muito o que falar. O evento aconteceu também para mostrarmos apoio a profissionais que estão neste caminho de humanização e respeito, mas são agredidos por colegas acomodados e desrespeitosos. 
Como digo no blog aqui, parto humanizado não é uma modalidade de parto ok? É simplesmente trazer o senso "humano", de respeito, de carinho, empatia, zelo, qualidades HUMANAS, de volta ao cenário de parto. O parto foi roubado da mulher que deve se submeter a caprichos de instituições e obstetras que insistem em ignorar DIRETRIZES DA OMS. Sim, a OMS por meio de estudos, evidências cria diretrizes a serem seguidas a titulo de melhor atender os pacientes, sempre primando a saúde do mesmo, e não o bolso e o EGO daquele profissional.
Não é "viajem", "achismo" ou qualquer outra coisa o que NÓS, mulheres , homens e crianças reivindicamos neste ato. Por isso utilizamos o termo "humanizar", que é trazer de volta as qualidades humanas no atendimento as pessoas. É pedir demais? É loucura, frescura? Lógico que não! Receber atendimento digno é direito de qualquer pessoa!


Abaixo um vídeo que mostra o manisfesto em vários locais do Brasil no ano passado!

Este ano marcharemos novamente por todas NÓS, mulheres perfeitas, que tem potencial para terem partos belíssimos e transformadores! Como a Natureza determina! 
Faço um pedido: não pensem na dor, nem lembrem de histórias trágicas.  Até porque a maioria das histórias trágicas acontecem onde os médicos não respeitam o curso natural do parto e fazem uso de intervenções desnecessárias. 
E não, NÃO SOMOS CONTRA CESÁREAS necessárias! Cesárea é uma CIRURGIA maravilhosa que veio para salvar vidas, e deve ser feita com critério rigoroso, porque faze- la sem necessidade verídica, aumenta os riscos de morte materna, do bebê e de complicações pós cirúrgicas para ambos!
Deixo abaixo os horários e locais da Marcha em todo país!



Queremos respeito no atendimento!! Chamem todos que compartilhem desta corrente!!

4 de outubro de 2013

A dor do parto tem um propósito, entenda!

"No trabalho de parto, os músculos uterinos sofrem contrações a cada dois a dez minutos. Isso pode ser doloroso, mas é uma dor com um propósito: o resultado natural de um trabalho árduo para alcançar um objetivo. É no auge da contração da musculatura uterina – quando se está trabalhando o máximo e fazendo o maior progresso, o pico dura cerca de 30 segundos – que a dor é mais percebida. Ela pode ser avassaladora, mas há um alívio entre as contrações, um tempo para relaxar, embora nem sempre em total conforto. Mas pelo menos é uma pausa. Nós preparamos mentalmente as mães para a próxima contração. O segredo é saber recebê-la e ter consciência que vai passar. Eu, às vezes, sugiro às mulheres em trabalho de parto dizer as palavras “sim” e “eu te amo, meu filho”, quando a dor começa e persiste.
Assim como as contrações se aproximam e duram mais tempo, o mesmo acontece com osImagem hormônios que aliviam a dor, que cada vez mais são liberados dos nossos cérebros para nossas correntes sanguíneas. Chamamos isso de endorfinas, que são nossos analgésicos naturais. As endorfinas não são suficientemente liberadas para neutralizar a dor resultante da ocitocina sintética, que é usada para induzir e acelerar o trabalho de parto e não desperta o sentimento de amor e ligação originados da ocitocina natural, o chamado hormônio do amor.
A intensidade do sentimento ao dar à luz e as exigências que fazemos a nós mesmas nos desgastam e, então, perdemos nossas defesas. Isso é uma coisa boa. Nesse estado menos vigiado, somos flexíveis e mais suaves, menos resistentes ao bebê que se move através de nós.
A dor tem uma reputação muito ruim. Mas existem algumas pessoas que realmente a enxergam de forma positiva. Natalia, uma mãe de primeira viagem, deu à luz a filha, em casa, há algumas semanas. Perguntei o que ela achava sobre a dor no parto. Ela disse: “A dor – por mais difícil que seja – foi um presente, uma benção, porque foi uma mensagem honesta comigo mesma sobre meu próprio corpo. A dor permitiu focar minha atenção onde ela realmente precisava estar”.
Muitas das minhas amigas deixam o hospital emocionalmente decepcionadas em relação a seus trabalhos de parto, tristes porque os médicos não estavam lá até os últimos minutos, ansiosas com a troca frequente de enfermeiras , incomodadas pelos ruídos e pelo stress, frustradas porque a presença do marido não foi reconhecida . Mas os nascimentos foram medicados e “seguros”. Talvez as mulheres estariam mais inclinadas a escolher ter um parto com uma parteira, caso percebessem que nós, parteiras, lembramos da aflição emocional por um longo tempo, ao contrário da dor física, cuja intensidade do esquecimento é imediata, tão logo a dor passa. Podemos descrever a dor, ou melhor, sua sensação, como algo forte, contrações intensas, mas não podemos replicá-la, porque isso fica no passado. Nosso cérebro tem a capacidade de apagar a memória da dor física quando ela passa, enquanto que o sofrimento emocional permanece presente. Desde que a dor emocional e a alegria permanecem conosco para sempre, é crucial para a mulher dar à luz em um ambiente de apoio emocional!
Promovemos as seguintes ideias e maneiras para aliviar o desconforto ou a dor durante o parto:
* Preste atenção às emoções positivas, como esperança e alegria. Você estimula as consequências dessas emoções.
* A espontaneidade e o humor trazem a sua atenção para o presente, o que alivia a tensão.
* A dor não tem que ir embora, ele só tem que se tornar menos importante.
* Desenvolva uma estratégia para trabalhar com as contrações. Por exemplo, olhe para os olhos do seu parceiro ou parteira e respirem juntos, ou conte até um determinado número até que você tenha superado a parte mais difícil.
*Redefina a dor, pensando sempre no objetivo principal, que é trazer o seu bebê com segurança ao mundo.
* Fique bem hidratada.
* Tenha a companhia de outra mulher para encorajá-la, caso você comece a duvidar de si mesma.
* Faça sons, cante, repita um mantra.
* Siga sua respiração, faça respirações longas e profundas.
* Lembre-se que o que você está passando é benéfico e parte de uma experiência saudável.
* Ore. O nascimento é o momento perfeito para aprofundar a nossa conexão com o Divino.
* Imagine-se olhando para o seu bebê mamando no seu peito.
* Anote declarações que você gostaria de ouvir durante o trabalho de parto e entregue para o seu companheiro ler para você: “Você é tão forte!”, “Esse sentimento não vai prejudicá-la”, “Você é maior do que qualquer sensação que esteja sentindo”, “ Você pode fazer isso”, “Você está fazendo isso!”, “Você está fazendo um trabalho lindo”.
As mulheres passaram a acreditar que elas não podem dar à luz sem intervenção médica, muitas vezes pelo medo da dor. Espero que agora você saiba como se relacionar com a dor no parto, se ela ocorrer. Acredite no propósito da dor e, assim, torne-se mestre da sua relação com ela. Depois, você pode integrar o que está acontecendo fisicamente com seu eu interior. O parto natural é a melhor forma que conheço para as mulheres descobrirem quão magníficas elas são e criarem para si as memórias de uma bela experiência de parto, que um dia serão contadas a seus filhos."
Fonte: Texto extraído na íntegra do blog.giselebundchen.com.br

28 de agosto de 2013

Uma reflexão - Seu filho é normal como você?

Uma ótima reflexão! Eu não tenho nem o que comentar, o texto fala por si. Leiam!

Se você está explorando algo muito interessante e alguém lhe toma sem justificativa, você se sente desrespeitado.
Se você está andando livremente e alguém te segura, você protesta.

Se você quer muito fazer algo e leva um sonoro não, você reage.
Se alguém muito querido chega, te cumprimenta brevemente e não te dá mais atenção, você confronta.

Se uma das suas pessoas favoritas tem hora certa para te atender, você fica chateado.

Se sua família se recusa a fazer qualquer alteração na rotina para atender a uma vontade sua, você não se sente importante.
Se você está com fome, mas te negam comida, você pede de novo.

Se alguém te força a comer sem fome, você vira o rosto.

Se alguém empurra alguma coisa que você não gosta para dentro da sua boca, você cospe.
Se você está no escuro, sozinho, sem a possibilidade de se mexer, você grita.

Se você está num ambiente desconfortável, com vontade de estar perto de alguém que gosta, você chama essa pessoa.

Se você pode ir até ela com suas próprias pernas, você levanta e vai.

Se você não está com sono, está com muitos pensamentos na cabeça, apaixonado demais, carente demais, com fome, com sede, com calor, com frio, com medo, você também não dorme.
Se durante o dia inteiro você não teve a possibilidade de fazer nada espontâneo, tudo foi feito sob ordens de alguém, você se aborrece.

Se as pessoas com quem você convive não aceitam nenhuma das suas ideias, você se sente incapaz.

Se você tenta expressar seus sentimentos de todas as formas que conhece e não se sente compreendido, você se enraivece.
Talvez você aceite a comer o que não gosta.

Talvez você aceite a comer sem fome.

Talvez você aprenda a dormir com medo.

Talvez você aprenda a dormir sem sono.

Talvez você encontre alguém que te compreenda.

Talvez você desista.
Retirado daqui

23 de agosto de 2013

Medo do parto: como lidar com isto?

Texto muito bacana que compartilho com vocês!


Tremer só de pensar em ter contrações. Achar que o bebê pode nascer com algum problema grave, apesar de o ultrassom mostrar que está tudo bem com o pequeno. Entrar em pânico quando imagina a dor que pode sentir ou as infinitas complicações que ameaçam uma gravidez. Se você já passou por uma dessas situações, bem-vinda ao clube! Saiba que temores como esses são compartilhados pela maioria das mulheres que esperam um filho e, embora mais acentuados na primeira gestação, assombram também quem já não é marinheira de primeira viagem.
Pode parecer exagero uma vez que o avanço da medicina e dos exames de pré-natal permite hoje detectar e evitar precocemente riscos para a mãe e a criança. "Mas não é só uma questão racional. Esses medos fazem parte do psiquismo feminino", explica a psicóloga Eliane Rovigatti Gasparini, de São Paulo. Simbolicamente, eles trazem à tona questões do inconsciente da futura mãe, como receios em relação às mudanças provocadas pela chegada de um novo membro na família.
A boa notícia é que você pode romper esse círculo de ansiedade, angústia e medo. "O caminho é um acompanhamento pré-natal benfeito, muita conversa com o obstetra e acesso a informações confiáveis. Afinal, grande parte dos problemas que podem complicar a gestação e o parto é controlável, desde que a mulher siga corretamente as orientações do médico", garante a ginecologista e obstetra Alessandra Mara Palma, de Santo André (SP).
Veja quais dos medos a seguir andam tirando o seu sossego e como se proteger deles.
...de sentir dor
"Seja no sistema de saúde público, seja no particular, cerca de 80% das gestantes chegam ao consultório pedindo uma cesariana por medo de sofrer", constata Alessandra. É verdade que a dor das contrações faz parte do processo natural do nascimento, mas ela pode ser amenizada e controlada com técnicas de respiração, caminhada, relaxamento na água e anestésicos.
O que você pode fazer: desde já, matricule-se em um curso de gestante e aprenda a controlar a respiração. Na escolha da maternidade, leve em conta os recursos disponíveis para seu relaxamento durante o pré-parto, como hidromassagem e um espaço para andar. "Convocar o marido e familiares próximos para fazer companhia na hora H também ajuda a lidar com a ansiedade da reta final", afirma Eliane.
...de que o bebê tenha malformação
Os receios mais comuns são de que o bebê apresente problemas graves no sistema nervoso, como anencefalia, alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, ou malformações de órgãos e membros.
O que você pode fazer: o ultrassom é o primeiro passo para a triagem desses problemas. Se houver motivo para desconfiar de que algo está errado, entram em cena os exames de medicina fetal, como a amniocentese, capazes de detectar com maior precisão a ocorrência de síndromes genéticas. Mas não se assuste: essas síndromes não são frequentes - o risco de Down, por exemplo, é de um caso a cada 80 gestações entre mulheres de 40 anos, mais sujeitas ao problema devido ao envelhecimento dos óvulos. O ultrassom morfológico e o 3D mostram se está tudo bem com mãos, pés e órgãos internos. "Quanto às malformações neurológicas, os suplementos de ácido fólico ajudam a evitá-las. O ideal é começar três meses antes de engravidar e continuar até o final do primeiro trimestre de gravidez", indica Alessandra.
...de não saber se chegou a hora
É natural que você fique ansiosa e tenha medo de confundir as sensações quando chegar o grande dia. Por isso, é importante aprender (principalmente no primeiro parto) a reconhecer os sinais de uma possível chegada do bebê. Ligue para o obstetra se:
· Ocorrer a perda do tampão, mucosidade viscosa que protege a entrada do útero - ela pode apresentar sinais de um leve sangramento, o que é normal;
· Sentir contrações uterinas (quando a barriga endurece) a cada cinco minutos;
· A bolsa se romper e liberar o líquido amniótico - ele é quente e tem um leve odor de água sanitária.
O que você pode fazer: para evitar atropelos, escolha a maternidade e prepare a mala cerca de um mês antes da data prevista para o parto. Deixe também o telefone do médico à mão. Assim, diante de um desses sinais, você ganha tempo, pois já sabe aonde ir.
...de que ele esteja com o cordão enrolado no pescoço
Em 20% dos casos, o bebê chega à reta final com o cordão enrolado no pescoço ou em torno do corpo. "Mas, na hora do parto, o médico desfaz facilmente essa circular após a saída da cabeça do recém-nascido", afirma a ginecologista e obstetra Fernanda Couto Fernandes, de São Paulo. Em situações extremas, se houver risco de sufocamento, uma cesárea resolve.
O que você pode fazer: basta seguir a rotina do pré-natal. Pelo ultrassom, o médico avalia se a circular está dificultando a descida do bebê pelo canal vaginal e age antes que a oxigenação dele fique comprometida.
..de perder o bebê
Se foi tudo bem na gravidez, é difícil algum imprevisto ameaçar a criança no nascimento. Uma complicação perigosa e que pode pegar a equipe médica de surpresa é a vasa prévia, na qual há o rompimento dos vasos que ligam a placenta ao feto. Isso acontece quando rompe a bolsa e é percebido pela queda dos batimentos cardíacos do pequeno, devido à perda de sangue pela mãe e pelo bebê. É raríssimo acontecer, e uma cesárea de emergência pode salvar a vida da criança. Há risco também em quadros de sofrimento fetal, quando a nutrição e a oxigenação do pequeno são insuficientes. Há mais perigo para filhos de mulheres fumantes, diabéticas, hipertensas e com problemas cardíacos. Outro gatilho pode ser o descolamento precoce da placenta, também mais comum nesse grupo de gestantes e naquelas que sofreram traumas na região da barriga. Um sinal de sofrimento fetal é a presença de mecônio (o cocô que o bebê faz dentro do útero) no líquido amniótico.
O que você pode fazer: é  bom ficar vigilante desde o início do terceiro trimestre. Sangramento, dor na barriga e diminuição na movimentação do bebê por mais de 12 horas são motivos para procurar um hospital. O exame do líquido amniótico e o cardiotocógrafo (aparelho que avalia os batimentos cardíacos do feto) indicarão se está tudo bem com o filhote.
...de morrer no parto
A maioria das complicações que ameaçava a vida das grávidas da geração das nossas avós é hoje contornável. Se o bebê for grande demais ou estiver em uma posição ruim que impeça o parto normal, por exemplo, dá para ver pelo ultrassom e tentar uma manobra na hora do nascimento ou optar pela cesárea. O que merece atenção especial é o risco de eclampsia. A causa não é de todo conhecida, mas os médicos acreditam que ela se manifesta quando o organismo materno ataca a placenta produzindo anticorpos contra ela. O problema pode se instalar a partir da 20a semana de gestação e desencadeia sintomas como hipertensão, retenção de líquidos, inchaço excessivo e alterações hepáticas e renais. É mais frequente entre grávidas com menos de 18 e acima dos 35 anos.
O que você pode fazer: procure imediatamente o obstetra caso note inchaço excessivo em pés, mãos e rosto. Descarte o cigarro, que aumenta o risco de complicações e prejudica a nutrição e a oxigenação da placenta. E, acima de tudo, organize-se para não furar no pré-natal. Se uma pré-eclampsia é diagnosticada cedo, dá para manter o mal sob controle. Agora, se você definitivamente não vive uma situação de risco dessas e, ainda assim, tem um medo exagerado de morrer no parto, a saída pode ser uma terapia. "Dependendo da intensidade dos temores, é o único jeito de restabelecer a calma", diz Eliane.

12 de agosto de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).


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Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP:


18 de maio de 2013

Encontro do GAPP dia 18/05/13 - com Letícia de Oliveira

Tivemos 3 ilustres visitas neste encontro, que foi muito especial. Poder rever Letícia,  seu marido e a fofura da Alice, já com 9 meses, foi maravilhoso. Também estavam presentes minha doulanda Liége, com 14 semaninhas de gestação, a querida Leila que é professora de Yoga do espaço Bem Zen e minha querida parceira Ana Mello, também professora de Yoga, terapeuta flora e mestre em Reiki.
Assistimos o vídeo e fotos do parto da Letícia, que foi humanizado no hospital Divina Providência, assistido pela médica Ana Claudia Codesso. Ela compartilhou a sua experiência, como se sentiu e o que sentiu no parto e depois com o nascimento da pequena Alice. Agradeço pela presença,  porque sei como  é complicado se deslocar com bebês. Mas adorei revê-los, a Alice ta muito esperta, sorridente, linda!

Quem não foi, não pode perder o próximo!




23 de abril de 2013

Encontro do GAPP Luz da Vida dia 20/04/2013

O encontro deste dia foi muito agradável. Tivemos a presença da gravidinha Ísis e de seu marido. A companhia do Clayton que demonstrou o Shiatsu . E a companhia da colaboradora Ana Mello. Olhamos o vídeo do projeto de humanização do ISEA, que fica na Paraíba. Depois discutimos sobre o vídeo. O encontro acabou meio as pressas porque tinha neném querendo nascer, e a doula foi chamada! Agradeço a todos a companhia e mê que vem tem mais!


7 de abril de 2013

Me amarrei no seu cordão! - por Ana Cristina Duarte




Poucas coisas causam mais terror no imaginário do brasileiro do que o cordão umbilical. Enquanto em outros países as mulheres e médicos nem pensem no assunto, no Brasil esse é o maior hit nas paradas jornalísticas, midiáticas e pseudo-médicas. Quem nunca ouviu essa frase:
- Daí o médico fez a cesárea e o bebê tinha duas circulares no pescoço, e ele disse "ainda bem que foi cesárea, pois se fosse parto normal seu bebê teria morrido". 
Que lorota feia, doutor!
Ou a outra não menos clássica:
- Meu médico é super a favor do parto normal, mas ele não arrisca. Se tiver algum exame que mostre alguma coisa errada, cordão enrolado no pescoço, por exemplo, ele opera.

O cordão umbilical pode medir desde alguns poucos centímetros (é isso mesmo, não existe "cordão curto") até quase 1 metro de comprimento e está sempre enrolado em alguma(s) parte(s) do bebê. Falar em circular de cordão é quase redundância. Como assim um cordão sem circular, num espaço exíguo, com um bebê em constante movimento? Não faz nem sentido. Os bebês interagem com o cordão, seguram, soltam, mexem. Enrolam-se, passam por dentro, fazem nós e voltas. Macramê do bebê. Ele é preenchido por uma substância gelatinosa que dá volume e protege os vasos sanguíneos internos.

Acidentes verdadeiros de cordão são situações raríssimas, que podem ocorrer durante a gravidez, por exemplo quando o bebê faz um nó verdadeiro e estica o cordão com seus movimentos, interrompmento assim o fluxo sanguíneo que o mantém. Porém esses eventos são mais raros do que um gêmeo surpresa na hora do parto, um acidente importante de trânsito, é um tipo de loteria ao contrário que atinge 1 a cada 5 mil gestações. Se isso fosse algo de fato constante em nossa espécie, os bebês não se mexeriam loucamente no útero, interagindo com um cordão de 80 cm de comprimento. Se acidentes de cordão fossem algo fácil de ocorrer, nossos cordões teriam 20 cm, e nossos bebês ficariam quietos numa só posição. A natureza teria cuidado de selecionar essas características.

O famoso prolapso de cordão - quando o mesmo desce pelo colo do útero e vagina antes da cabeça do bebê, interrompendo fatalmente o fluxo de sangue - é um evento igualmente raro, que ocorre principalmente quando o profissional de saúde rompe a bolsa artificialmente, e já há dilatação do colo do útero porém o bebê está alto. É nessa hora que o cordão pode vir com o líquido. Se não provocarmos a catástrofe artificialmente, na natureza ela é ainda mais rara.

As circulares de cordão no pescoço do bebê não representam risco adicional no parto, porque o bebê se movimenta muito menos no final da gestação e já não faz voltas incríveis e absurdas. O cordão sempre está enrolado no braço, no tronco, no pescoço. Uma grande vantagem da circular no pescoço é que o cordão não tem como descer abaixo da cabeça do bebê. Alguns chegam a ter até três ou quatro circulares, os babalorixás intrauterinos. Cerca de um terço dos bebês nascerá com pelo menos uma volta de cordão umbilical ao redor do pescoço.

Durante o trabalho de parto o útero contrai e empurra o bebê pelo canal de parto e conforme ele desce, o útero todo desce junto, inclusive placenta e cordão. Não há um aumento de tensão no cordão durante o parto. Tudo vem junto. A grande descida final acontece quando a cabeça do bebê finalmente sai de dentro de sua mãe, mas nesse momento é possível inclusive cortar o cordão, se for necessário. Em dez anos de prática, nunca fiz, nem nunca vi um(a) colega cortar um cordão nesse momento. Se o cordão chegou até ali, dá para o bebê nascer.

O mito do cordão que segura o bebê e que não permita que ele desça no canal de parto é outro que precisamos desafazer. O cordão não tem força para segurar um bebê que desce através da bacia pélvica. Se assim fosse, cedo ou tarde um cordão se romperia com o bebê ainda no meio do caminho e isso não existe. Como foi dito, o cordão está descendo junto com o bebê. O problema é que muitos profissionais de saúde incrivelmente não sabem que o trabalho de parto é caracterizado por esse vai e vem do bebê. Contração vem, bebê desce, contração vai, bebê sobe. Cada vez ele desce mais um pouquinho.

No momento em que o bebê nasce, o útero desce quase até a altura do umbigo, com a placenta colada e acompanhando o movimento de descida. ou seja, tudo vem junto, não se trata de um bebê bungee jumping. Em nível de curiosidade, sabia que o Brasil é um dos únicos países do mundo em que aparece "circular cervical de cordão" no laudo da ultrassonografia? Será que é por acaso que estamos com 52% de cesarianas?

Hoje em dia, entre as parteiras profissionais, já se discute inclusive a necessidade de se sentir se há ou não circular de cordão no momento em que a cabeça sai, e se há qualquer necessidade de se retirar essas alças por cima da cabeça. Pessoalmente penso que não e cada vez intervenho menos. Se a cabeça saiu, o resto vai sair por si só. Deixemos as mulheres e os bebês em paz, eles sabem o que estão fazendo. O monitoramento pode ser feito acessando batimentos, cor e aspecto do bebê.

Depois que o bebê nasce, o cordão não deve ser cortado antes de parar de pulsar. O sangue que está lá dentro pertence ao bebê. Aquele sangue é cheio de células T e hemoglobina, sendo muito importante para o primeiro ano de vida. O ideal é que deixemos esses cordões ligados o quanto for necessário. Podemos deixar até a placenta sair, se for o caso. Não há pressa em se cortar o cordão. O bebê não perde sangue por ali, ele só ganha. Em partos emergenciais a ordem é: não mexa no cordão. Tem até alguns grupos que deixam o bebê ligado no cordão (e portanto na placenta) durante horas e alguns durante dias. Cortar o cordão é apenas um ritual, não importa quando e como o façamos, desde que esperemos que ele pare de funcionar e passar sangue para o bebê.

Cordões umbilicais são fortes, são protegidos e protegem o bebê. Confiemos um pouco mais na natureza, que vem há cem mil anos filtrando os ajustes, montando um processo de parto que seja o mais seguro possível.PS: Aqui vai um vídeo (cuidado, conteúdo gráfico)  de 30 segundos de um parto com muitas circulares de cordão no pescoço. Faça as contas!

http://www.youtube.com/watch?v=nnVuIwRX7V0 E aqui vai toda a parte científica, as explicações e as referências bibliográfias sobre o assunto:http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/a-falacia-da-circular-de-cordao.html Pela fantástica Melania Amorim!