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16 de março de 2013

Encontro do GAPP Luz da Vida no dia 16/03/2013

Neste sábado foi realizado mais um encontro do grupo cujo o tema era sobre o trabalho das Doulas. A conversa fluiu muito bem, pessoas compartilhando suas experiencias com parto e atendimento de hospitais e profissionais. Tivemos a participação também do Clayon, marido da Thays e papai da Giulia, os meu doulados. Clayton compartilhou sua experiência com o meu trabalho de suporte no parto da Thays. Ela teve um parto muito rápido, que dá primeira contração ao nascimento da neném, foram 6 horas. Uma mulher determinada que se preparou física e emocional para o parto coma aulas de Yoga e o acompanhamento da doula.
Quero agradecer a presença de todos Milena, que é técnica e enfermagem e enriqueceu muito o assunto. À Ísis e seu marido, que estão desde já buscando informações para quando engravidarem. A querida Munique que veio compartilhar sua experiência com o nascimento da sua filha Sofia, e esta se preparando para a chegada da Helena. Ao Clayton pelo depoimento e pela demonstração de shiatzu. E sempre grata estarei a querida Ana Mello, por ceder o seu Espaço Alternativo para que estes encontros se realizem, contribuindo muito para a Humanização do Parto e do Nascimento.
Quem não foi não perca o próximo encontro!
Namastê!










20 de janeiro de 2012

Humanização no parto devolve protagonismo à mulher


Esta é uma notícia de 2009, mas é sempre bom ler, e ter o ponto de vista de profissionais que trabalham a anos na Humanização do Parto e Nascimento. 

google imagem
1º Encontro de Humanização do Parto em Sorocaba, realizado pelo Movimento de Apoio a Humanização do Parto em Sorocaba(Mahp) no auditório do campus Sorocaba no dia 29/9, abordou a protagonização da mulher no momento do parto. O chamado "parto humanizado" critica o uso de tecnologias e procedimentos desnecessários em partos de baixo risco e ainda defende que o nascimento aconteça da maneira mais natural possível.
Membro do Colegiado Nacional da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna) e mais quatro instituições internacionais, o ginecologista, obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones afirma que o maior objetivo da humanização é devolver o parto à mulher. “Independente de classe social, a mulher no Brasil não tem autonomia, não tem protagonismo no próprio parto”, revela Jones, que trabalha com a perspectiva humanística desde 1986.
Também participaram do encontro a enfermeira obstetra Priscila Maria Colacioppo, que há sete anos atende partos domiciliares pela ONG Primaluz e a ginecologista Mariana Simões, pioneira na humanização do parto hospitalar em Campinas. “O parto hoje é tirado da mulher. Temos que mudar essa visão, passar a ver que faz parte do processo natural e fisiológico dela. Faz parte do ciclo feminino”, destaca Mariana.
Para Jones, a obstetrícia no Brasil é atrasada em relação aos países europeus, do ponto de vista conceitual. “Um bom hospital de São Paulo vai ter a mesma estrutura de um hospital de Nova Iorque ou de um europeu. Mas, o debate brasileiro é atrasado, centrado na figura do médico, no hospital e nas doenças”, destaca. O ginecologista explica que esse atraso é reflexo de anos da prática de um modelo importado dos Estados Unidos, onde o parto está centrado na figura do médico e não da gestante. “A paciente é tratada como coisa, como objeto inanimado, que não tem voz, não tem vez, não tem opinião e não pode decidir sua própria história”, fala.
A principal causa para isso acontecer é que os médicos veem as gestantes como doentes, incapazes de decidir pelo melhor. Como os médicos são treinados para o uso de tecnologia, eles acabam desviando o olhar da fisiologia e prestando demasiada atenção à patologia. Na realidade, segundo Jones e Colacioppo, a parturiente possui sim a capacidade de escolher o melhor para ela e o bebê, mas ainda é preciso se informar. “A mulher tem capacidade para escolher o que é melhor para o parto dela, mas o sistema não permite muitas escolhas, deixando-as impostas às normas hospitalares. Porém, o correto seria deixá-la no comando. O médico não faz o parto, ele assiste e auxilia”, diz Mariana.
Para os defensores do nascimento natural, o parto ideal é o que tem a atenção humanizada, que precisa de um tripé para funcionar adequadamente. O primeiro pilar – e o mais importante, segundo Jones – é a restituição do protagonismo do parto pela mulher. Em segundo lugar é preciso ter uma atenção integrativa e holística do nascimento, que possui aspectos psicológicos, espirituais e emocionais. Por último, a vinculação da medicina baseada somente em evidências, e não somente em procedimentos de rotina, fecha o ideal para o parto humanizado.
Jones explica que a humanização no nascimento não significa a desvalorização total do uso da tecnologia. Pelo contrário, a humanização é uma síntese de dois paradigmas: de um lado a tecnocracia e de outro o naturalismo. “É possível unir os dois, mesmo porque a tecnologia sempre é bem vinda, mas somente quando é necessária”, finaliza.