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28 de junho de 2016

Oficina de Preparação para o parto Humanizado em Gravataí


25 de maio de 2016

Cursos online do Grupo Luz da Vida

CURSO ONLINE DE ALIMENTAÇÃO NA GESTAÇÃO E AMAMENTAÇÃO



Curso elaborado por uma Nutricionista Materno infantil, com informações atualizadas e evidenciadas. O curso oferece uma noção de como deve ser, em um aspecto geral, a alimentação na gestação e amamentação. Este curso é informativo e não dispensa o acompanhamento de um Nutricionista.
Quem tiver interesse em adquirir o curso deve mandar mensagem para o email: anadoulaenutri@hotmail.com . Fazer deposito dos 100 reais e enviar o comprovante. Assim que isso for feito o curso em PDF sera enviado para o e-mail.

Banco Banrisul
Agência: 0670
Conta: 35857217 - 02
Ana Luisa Ochs de Muñoz
CPF 004.021. 270-05

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CURSO ONLINE DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO HUMANIZADO

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Curso de excelente qualidade, que passa informações atualizadas e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, baseada em evidências cientificas. Neste curso são abordados temas como aspectos psicológicos da gestação e parto, fisiologia do parto, posições e técnicas de alivio da dor, dicas de alimentação, dias para um pós parto tranquilo e amamentação, alguns passos para o sucesso. 
Foi elaborado por duas Doulas, sendo uma Educadora perinatal, nutricionista e terapeuta holística.
Interessados em adquirir o curso devem entrar em contato pelo e-mail: anadoulaenutri@hotmail.com, fazer deposito bancário de 100 reais e enviar o comprovante.O envio do curso em PDF será no mesmo dia.
Quaisquer dúvidas entrar em contato!

Banco Banrisul
Agencia: 0670
Conta: 3585721702
Ana Luisa Ochs de Muñoz
CPF 004.021. 270-05

26 de dezembro de 2015

Serviços oferecidos pelo grupo Luz da Vida


Com muito carinho e dedicação oferecemos Thays Battisti e eu, Analu, oferecemos estes serviços.

Shantala

Doulas

Consultora em aleitamento materno

Educadora Perinatal
Reiki no parto

Reiki na gestação          

5 de outubro de 2015

YOGA PARA GESTANTES



A palavra Yoga significa união. Partindo do seu significado o Yoga tem como objetivo integrar o praticante através de suas inúmeras técnicas. Yoga não se limita a Posturas ou meditação, o principal elemento de prática é a respiração que apesar de ser autônoma pode ser otimizada e qualificada para que ocorra a integração e bem estar de quem a pratica. As gestantes, devidamente autorizadas por seu médico (a) obstetra, têm a oportunidade de maior conforto físico e emocional para este momento especial. Elas aprendem exercitar o corpo e a respiração que tem o poder de equilibrar o Sistema Nervoso Autônomo que engloba o Sistema Simpático e Parassimpático resultando em maior equilíbrio emocional, qualidade de sono e relaxamento. Nas diferentes fases da gestação são aplicadas técnicas que correspondem às necessidades, sempre considerando fatores individuais. Se a gestante já for praticante e estiver autorizada por seu médico poderá continuas as práticas no início da gravidez, do contrário é adequado completar 12 semanas para iniciar o Yoga.

 Alguns benefícios específicos:

 -Favorecimento da circulação sanguínea amenizando inchaços, dormências e varizes

 -Ampliação na respiração materna oxigenando melhor a mãe e o bebê 

-Fortalecimento do assoalho pélvico, preparando o períneo para o parto

 -Alívio e prevenção de dores nas costas

-Recuperação mais rápida no pós-parto

-Mais eficiência do sistema excretório

-Maior equilíbrio nas flutuações de humor

-Redução da ansiedade  

- consciência corporal


- equilíbrio físico e emocional

Contribuição da Instrutora de yoga Ana Mello, dona do Espaço Bem Zen em Gravataí.

11 de junho de 2015

Relato do parto humanizado da Cíntia pela doula

Cíntia entrou em contato comigo através do meu e-mail em outubro de 2014, me dizendo que acompanhava meu Blog, A Doula Nutri, e queria uma consulta nutricional, pois estava grávida e queria se alimentar melhor. E também saber como funcionava o acompanhamento como doula. Marcamos nossos primeiro encontro em minha casa e ali ela deixou claro que gostaria de ser respeitada em seu parto e que a médica que a acompanhava na gestação não parceia em prol do parto normal. Dei indicações de obstetras humanizados para que ela entrasse em contato.

Foi um pouco difícil, mas ela conseguiu marcar uma primeira consulta com a Dra Karla Browers, e ficou radiante de conseguir um profissional humanizado, pois as alternativas da nossa cidade não estavam boas. Durante o pré natal passei todas as informações atualizadas, sobre fisiologia do parto, emoções durante o parto, passei visualizações, informações sobre aleitamento materno, enfim, tudo que fosse necessário para deixar Cíntia segura de si e de suas decisões. Também elaboramos o plano de parto, que é um documento no qual se coloca todos os desejos do casal no trabalho de parto, parto e pós parto, juntamente com os cuidados com recém nascido. Papai Éder participou dos encontros e sempre apoiou a mulher nas decisões.

Cíntia teve que ficar de repouso uns dias, pois tinha dilatação e algumas contrações, não estava no tempo ainda do JP nascer. Com o repouso ficou tudo bem e JP esperou ainda a doula voltar das férias para começarmos os trabalhos. No dia 04/03 fui a casa deles para fazermos um ritualzinho para se despedir da barriga. Fiz a Eco de doula, que nada mais é que uma pintura intuitiva do bebê. Massageei as costas e pés da Cíntia e rolou um escalda pés gostoso. Dia 06 fecharia as 40 semanas e estavam todos ansiosos.

Dia 08 pela madrugada, Cíntia me manda um wats dizendo que havia começado. Cheguei  na casa deles lá pelas 9 hs, as contrações estavam entre 7 minutos, durando as vezes mais, as vezes menos que 1 minuto. Ela estava lidando bem com o desconforto das contrações e muito ansiosa para ver seu bebê. Assim como o papai, que sempre a incentivou. Durante o tempo que ficamos em casa, Cíntia foi para o chuveiro, se agachava, usava a bola, comeu, tentou dormir.






Pelas 15 hs com contrações ritmadas, de 5 em 5 minutos, e com a dor incomodando, saímos para o Hospital Mãe de Deus. Durante o trajeto elas espaçaram um pouco. Quando chegamos ao hospital entrei junto com ela no CO, enquando Éder aguardava a avaliação da Cíntia. Foi avaliada e estava com 3 cm, o que a desanimou um pouco, mas pedi que ela mantivesse o foco, que agora era o momento de se entregar. Papai foi fazer a internação já que a Dra pediu para ela ficar, morávamos em outra cidade.

Cíntia foi acomodada na sala de parto, ficou do jeito que se sentiu mais comoda, de top e calcinha. Depois de respondidas todas as perguntas, pedimos a bola e podemos ficar tranquilas, trabalhando. Logo papai chegou e começou a apoiar sua mulher em cada contração.

Tempinho depois Dra Karla chegou e fez um exame de toque, 6 cm de dilatação! O que deu  um animo em todos! Cíntia ia pra bola, caminhava, voltava pra bola. Dra Karla pediu que preparassem o chuveiro na sala de exames e Cíntia foi relaxar na água quente. Ficou bastante tempo no chuveiro recebendo apoio do marido. Durante o trabalho de parto recebeu 3 doses de antibiótico para a bactéria streptococcus B, isso a deixava incomodada, pois tinha que manter a veia e cuidar, não tendo muita liberdade para se posicionar.




A noite foi feito outro exame de toque que constatou 8 cm de dilatação, mas Cíntia já estava exausta. Não conseguia, relaxar, dormir e qualquer coisa a irritava. Então ela pediu analgesia. A lembramos que ela não queria, conforme estava no plano de parto, mas ela insistiu. Foi combinado que ela tentaríamos mais um pouco, mudamos posição, chuveiro, mas nada a fazia relaxar. Foi feito novo exame e estavam os mesmos 8 cm. O anestesista foi chamado, e a Dra Karla a lembrou que uma intervenção levava a outras. Ela deu o “ok” para continuar, foi dada a analgesia e aplicado ocitocina. Ela conseguiu descansar bastante, dormiu.

Acordou renovada e disposta a trazer seu filho. Foi para bola, para banqueta, e um tempo depois 9-10cm, um rebordo atrapalhando, que a Dra Karla ajudou a sair dali. JP continuava alto, então tínhamos que fazer ele descer. Bola, banqueta, banqueta, faz força na contração, muda de posição e o menino começou a descer. Cíntia teve que ser guiada, pois não sabia onde fazer a força, devido analgesia. Decidiu que iria ficar sentada na maca, ali ficou, força, relaxa, força, relaxa... Dra Karla sugeriu de fazer episiotomia para a cabeça sair e Cíntia deu seu consentimento.



Mais força e JP nasceu, as 5:14 do dia 09/03, pesando 3580 gramas e medindo 50 cm, bochechudo como a doula tinha intuído! Foi posto direto no colo da mãe, pele a pele e acarinhado pelo pai, chorando gostoso. Depois levado para avaliação, não foi posto colírio de nitrato de prata (Cíntia havia feito exame de gonorreia para não haver a possibilidade de aplicarem “preventivamente” o colírio) e nem aspirado, como constava no plano de parto. Em seguida voltou para o colo da mamãe, foi posto ao seio, mas ele só deu umas lambidas. Foi para o colo do papai. Depois veio um pouquinho com a doula babona, para mamãe descansar.




Quero agradecer a Cíntia e Éder por esta maravilhosa volta as doulagens. Foi intenso, cansativo, compensador e lindo. JP é um anjo lindo! Muito amor e leitinho para vocês. Contem comigo sempre que precisarem.

Gratidão a Dra Karla pelo respeito que teve com a Cíntia em todos os momentos.


Gratidão ao Universo por esta missão maravilhosa!

18 de maio de 2013

Encontro do GAPP dia 18/05/13 - com Letícia de Oliveira

Tivemos 3 ilustres visitas neste encontro, que foi muito especial. Poder rever Letícia,  seu marido e a fofura da Alice, já com 9 meses, foi maravilhoso. Também estavam presentes minha doulanda Liége, com 14 semaninhas de gestação, a querida Leila que é professora de Yoga do espaço Bem Zen e minha querida parceira Ana Mello, também professora de Yoga, terapeuta flora e mestre em Reiki.
Assistimos o vídeo e fotos do parto da Letícia, que foi humanizado no hospital Divina Providência, assistido pela médica Ana Claudia Codesso. Ela compartilhou a sua experiência, como se sentiu e o que sentiu no parto e depois com o nascimento da pequena Alice. Agradeço pela presença,  porque sei como  é complicado se deslocar com bebês. Mas adorei revê-los, a Alice ta muito esperta, sorridente, linda!

Quem não foi, não pode perder o próximo!




11 de julho de 2012

SBT Repórter - Parto Humanizado

Ótima matéria feita pelo SBT Repórter exibida na no dia 09/07/2012. Jornalismo de verdade!! O SBT foi muito feliz, na minha opinião mostrando a Humanização do Parto em vários lugares do país, entrevistando de forma imparcial profissionais que trabalham promovendo o apoio e o respeito no parto e nascimento!
Fiquei muito satisfeita com o que vi! Parabéns a emissora pelo profissionalismo!

21 de junho de 2012

Entre a dor e o prazer (ou os dois juntos) - por Jeane Bordignon


Texto da minha amiga jornalista Jeane. Uma delícia de ler e entender sobre dois lados de uma mesma moeda!!

“Tudo é Duplo; tudo tem polos; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.” (O Caibalion)

O texto acima vem do Antigo Egito e pertence a preceitos do conhecimento mais profundo. Um conhecimento que, num mundo cada vez mais acelerado e cheio de ocupações e distrações, parece cada vez mais distante das pessoas “comuns”. E assim, não compreendemos nosso próprio corpo e nossa natureza.

Some-se a isso a forte cultura cristã-católica que impregna nossa sociedade há mais de dois milênios. Uma cultura que ensina que somos todos pecadores, onde a dor é punição ao pecado do prazer. “Parirás entre dores”, diz Deus à Eva, depois que esta cai em tentação e come o fruto proibido. Essa ideia foi tão infundida e propagada que hoje poucos lembram que dor e prazer são extremos de uma mesma sensação, opostos sim, mas que se tocam.

Frio e calor, amor e ódio, luz e escuridão, fraqueza e força... vivemos sempre entre extremos que se alternam, e buscando o ponto de equilíbrio. E esse ponto não é a combinação perfeita dos opostos, mas a compreensão do fluxo, do eterno ir e vir (ao princípio da Polaridade, citado no começo deste texto, se segue o do Ritmo – tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; o ritmo é a compensação).

Talvez em nenhum momento esse Ritmo da natureza possa ser melhor compreendido do que no trabalho de parto: as contrações não são contínuas, vão e vêm como ondas. Se a dor por um momento chega a parecer insuportável, em seguida ela se vai, e volta a sensação única e sublime de estar trazendo uma vida ao mundo. Mas nos ensinaram que aquele serzinho que está nascendo é fruto do pecado, e o nascimento tem que doer muito para sermos perdoadas... é justo e correto que nascer seja algo sofrido?

Sofrimento. Talvez esteja aqui um outro grande equívoco. Associamos toda dor a um sofrimento, a uma coisa extremamente negativa, ruim. Às vezes, sim, a dor é um alarme do corpo de que algo não está bem. Em outras, é apenas um sinal de que algo está se modificando, de que estamos tentando expandir nossos limites. A dor pode ser apenas uma reação do corpo a algo a que ele não está acostumado. A primeira relação sexual costuma doer, porque o corpo nunca viveu aquilo. Ou quando se começa a praticar exercícios físicos regularmente, o corpo dói até se acostumar a ser levado a outros limites.

Mesmo com dor, o sexo e a ginástica nos trazem sensações de bem-estar. Liberam endorfina, o hormônio do prazer. Já em situações de estresse, o corpo produz adrenalina, um hormônio que nos deixa mais alertas para avaliar o perigo e partir para a fuga ou a luta. A descarga de adrenalina deixa o coração acelerado, os músculos mais enrijecidos... uma tensão que é necessária em momentos em que precisamos usar nosso instinto de sobrevivência, mas que nos sobrecarrega quando é constante. E que atrapalha o ritmo quando outros hormônios deveriam estar em ação.

Endorfina e adrenalina estão presentes no trabalho de parto, mas é um momento em que a função maior pertence à ocitocina, tão importante que é chamada de hormônio do amor. Além de estimular as contrações e a lactação, a ocitocina é responsável pelo vínculo intenso se forma entre mãe e bebê naquele momento. É nos primeiros instantes após o nascimento que o corpo da mãe está repleto do hormônio do amor, e é também ele que a faz amar mais do que tudo aquele bebezinho que ela acaba de tomar nos braços pela primeira vez.

Isso não quer dizer que o vínculo não possa ser feito sem essa descarga de ocitocina. Mas acaba sendo mais lento e difícil. No caso de uma cesariana, além da falta do hormônio, a mãe está com parte do corpo anestesiado, os braços presos a soro e aparelhos, não consegue receber seu filho como se estivesse livre. (Claro que há casos em que a cirurgia se faz necessária. Mas ela devia ser apenas um procedimento de emergência, não de comodidade). Muitas mulheres se submetem a esse procedimento apenas pelo medo de sentir muita dor, de não suportar a dor do parto. Nem vamos entrar na questão do parto natural ser muito melhor para o bebê, que nasce mais forte e ativo, e para a mãe, que se recupera mais rápido, estando logo pronta a cuidar de seu filho. Para um grande número de gestantes, o medo da dor parece ser maior do que as vantagens do parto natural.

O que não falta ao redor de grávidas são outras mulheres que tiveram experiências negativas de parto e, na maioria das vezes com boa intenção, transferem o seu trauma. Isso sem que nem a que vai passar quanto aquela que já passou questionem o que faz com que um nascimento, que deveria ser um momento especial, seja visto de forma tão sofrida. Talvez tenha sido o ambiente pouco acolhedor do hospital, o desconforto de ser obrigada a ficar numa posição desfavorável ao parto (deitada de barriga para cima), ou o uso da ocitocina sintética. A versão artificial do hormônio do amor é ministrada para acelerar as contrações, fazendo com que o trabalho de parto seja mais rápido. Mas querer apressar o ritmo da natureza tem um preço. As dores são muito mais intensas, e o organismo confuso com aquele hormônio extra não consegue fazer a compensação que torna a dor do parto suportável.

Quando está totalmente entregue ao processo de trazer seu filho ao mundo, diz-se que a partir de determinado ponto do TP a mulher entra na Partolândia. Não é mais a mente racional quem comanda, é o instinto de mamífera, de fêmea que sabe deixar que seu corpo faça o que for preciso. O mesmo corpo que por nove meses abrigou e nutriu, agora recebe os sinais do bebê de que ele está preparado para a vida fora do útero. E então encaminha seu fruto, que no trajeto apertado que precisa percorrer já vai aprender a superar obstáculos, e chegar aqui do outro lado mais forte. Durante esse processo, uma cascata de hormônios se derrama sobre o corpo da mulher. É algo tão intenso que a dor pode ficar pequena diante de todas as outras sensações que o TP provoca.

Mas, claro, isso só é possível se a parturiente estiver tranquila e segura o suficiente para deixar seu instinto comandar este momento. Se puder respeitar os sinais de seu corpo ao invés de ser obrigada a ficar na mesma posição desconfortável por horas. Se tiver um ambiente calmo ao seu redor, com luz suave e pouco barulho. Se tiver ao seu lado apenas pessoas que lhe deem o apoio necessário, sem querer interferir na natureza apenas para que o bebê nasça mais rápido, permitindo que tudo aconteça a seu tempo.

Dessa forma, o organismo da mulher segue o ritmo que a leva entre os polos da dor e do prazer, que podem até coexistir. A experiência do parto pode ser extremamente prazerosa, mesmo com dor. E por que não, se é a experiência mais intensa da vida de uma mulher? Não é pecado, nem algo feio e condenável, sentir prazer. É apenas se permitir ser feliz, sem medo de uma dor que nada tem de sofrimento. Ela é só o reflexo do esforço necessário para gerar, criar, dar vida, colocar no mundo um novo ser. 


Jeane Bordignon é Jornalista e Ativista da Humanização do Parto e Nascimento.

14 de maio de 2012

Encontro do GAPP Luz da Vida do dia 12/05

Neste dia 12 de maio que antecedia o Dia das Mães, tivemos um encontro tranquilo e agradável com a participação da Camila e sua filha linda, da minha amiga Jeane, sempre presente e da Thays, que veio me conhecer melhor e ver se seria a doula dela,  rsrsrsrs. Assistimos vídeos com procedimentos desnecessários no parto e no nascimento, depois vimos um vídeo de parto humanizado, onde a entrega da parturiente ao processo era visível e lindo de se ver.O apoio e carinho de uma equipe preparada e paciente terminou num belíssimo parto de cócoras. Depois disso conversamos sobre vários assuntos relacionado do vídeo. Foi ótimo!





20 de janeiro de 2012

Humanização no parto devolve protagonismo à mulher


Esta é uma notícia de 2009, mas é sempre bom ler, e ter o ponto de vista de profissionais que trabalham a anos na Humanização do Parto e Nascimento. 

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1º Encontro de Humanização do Parto em Sorocaba, realizado pelo Movimento de Apoio a Humanização do Parto em Sorocaba(Mahp) no auditório do campus Sorocaba no dia 29/9, abordou a protagonização da mulher no momento do parto. O chamado "parto humanizado" critica o uso de tecnologias e procedimentos desnecessários em partos de baixo risco e ainda defende que o nascimento aconteça da maneira mais natural possível.
Membro do Colegiado Nacional da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna) e mais quatro instituições internacionais, o ginecologista, obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones afirma que o maior objetivo da humanização é devolver o parto à mulher. “Independente de classe social, a mulher no Brasil não tem autonomia, não tem protagonismo no próprio parto”, revela Jones, que trabalha com a perspectiva humanística desde 1986.
Também participaram do encontro a enfermeira obstetra Priscila Maria Colacioppo, que há sete anos atende partos domiciliares pela ONG Primaluz e a ginecologista Mariana Simões, pioneira na humanização do parto hospitalar em Campinas. “O parto hoje é tirado da mulher. Temos que mudar essa visão, passar a ver que faz parte do processo natural e fisiológico dela. Faz parte do ciclo feminino”, destaca Mariana.
Para Jones, a obstetrícia no Brasil é atrasada em relação aos países europeus, do ponto de vista conceitual. “Um bom hospital de São Paulo vai ter a mesma estrutura de um hospital de Nova Iorque ou de um europeu. Mas, o debate brasileiro é atrasado, centrado na figura do médico, no hospital e nas doenças”, destaca. O ginecologista explica que esse atraso é reflexo de anos da prática de um modelo importado dos Estados Unidos, onde o parto está centrado na figura do médico e não da gestante. “A paciente é tratada como coisa, como objeto inanimado, que não tem voz, não tem vez, não tem opinião e não pode decidir sua própria história”, fala.
A principal causa para isso acontecer é que os médicos veem as gestantes como doentes, incapazes de decidir pelo melhor. Como os médicos são treinados para o uso de tecnologia, eles acabam desviando o olhar da fisiologia e prestando demasiada atenção à patologia. Na realidade, segundo Jones e Colacioppo, a parturiente possui sim a capacidade de escolher o melhor para ela e o bebê, mas ainda é preciso se informar. “A mulher tem capacidade para escolher o que é melhor para o parto dela, mas o sistema não permite muitas escolhas, deixando-as impostas às normas hospitalares. Porém, o correto seria deixá-la no comando. O médico não faz o parto, ele assiste e auxilia”, diz Mariana.
Para os defensores do nascimento natural, o parto ideal é o que tem a atenção humanizada, que precisa de um tripé para funcionar adequadamente. O primeiro pilar – e o mais importante, segundo Jones – é a restituição do protagonismo do parto pela mulher. Em segundo lugar é preciso ter uma atenção integrativa e holística do nascimento, que possui aspectos psicológicos, espirituais e emocionais. Por último, a vinculação da medicina baseada somente em evidências, e não somente em procedimentos de rotina, fecha o ideal para o parto humanizado.
Jones explica que a humanização no nascimento não significa a desvalorização total do uso da tecnologia. Pelo contrário, a humanização é uma síntese de dois paradigmas: de um lado a tecnocracia e de outro o naturalismo. “É possível unir os dois, mesmo porque a tecnologia sempre é bem vinda, mas somente quando é necessária”, finaliza.

16 de janeiro de 2012

Encontro do GAPP Luz da Vida- 15/01/2012

Neste ultimo domingo, dia 15/01/2012, ocorreu o encontro mensal do Grupo Luz da Vida, no Espaço Bem Zen. Estavam presentes a Jeane, que é jornalista da Bebê & Cia, e irmã de causa. Nossa parceira Ana Luísa Chemello, instrutora de yoga, dona do espaço. E tivemos a grata surpresa, da mamãe Rose com sua filha Giovana de 3 meses.
Neste encontro assistimos o vídeo da Dra. Melania Amorim, no qual ela apresenta seu projeto, o ISEA, no qual se acolhe as parturientes, de uma maneira Humanizada, com muito carinho e atenção. Depois trocamos idéias, e falamos um pouco do cenário de parto e nascimento, aqui em Gravataí.
As horas passaram voando, mas foi uma tarde deliciosa, com biscoito de côco e chá de anis.





19 de dezembro de 2011

Encontro do GAPP Luz da vida- dia 17/12/11

Aconteceu neste ultimo dia 17, o encontro do Grupo Luz da Vida, no Espaço Bem Zen, com apoio da querida Ana Luisa Mello. O encontro contou com a participação de 9 pessoas, maravilhosas, que sabem que o parto é algo natural e querem ver mudanças!!
Vimos o documentário da Equipe Hanami, que nos deu muitas informações e colocou mitos a baixo. Depois nos apresentamos e contamos nossas histórias de partos e nascimentos, e então abrimos para discussão. Não tenho palavras para expressar minha alegria de ver todos vocês neste encontro...Joici e seu filho Vitor; Larissa com 33 semanas de gestação, carregando um menina em seu ventre; Minha mãe querida, compartilhando a história de 3 cesáreas; Camila e João com sua pequena de 10 meses; Roger e  Mi, aprendendo para o futuro; a própria Ana, compartilhando suas vivências; e a Jeane, jornalista, que estava ali para saber mais do trabalho de humanização e divulgar na Revista Bebe & Cia.

Grata à todos vocês e quero vê-los novamente no próximo encontro!

Espaço Bem Zen




31 de outubro de 2011

Começando o dia maravilhada com este vídeo!! Saudades do meu queridíssimo Ricardo Jones, da maravilhosa Heloísa Lessa e o do incrível Michel Odent! Sabias palavras de Marcio Garcia. Faço das palavras da Nutricionista Andréa Garcia, mulher de Márcio Garcia, as minhas palavras. Tento todo dia superar a dor de cair numa cesárea sem necessidade (meu filho não tinha prazo de validade), mas a cicatriz que esta no meu corpo não me deixa esquecer... Meu filho se lembra do abandono que sentiu quando nasceu, e chora quando vê as fotos. Aos profissionais que dizem que Humanizar não é romantizar o parto...DESCORDO! O parto é AMOR, e o romantismo naturalmente vai existir!!

20 de outubro de 2011

Trabalho de parto - parte 6

A dequitação da placenta 

O bebê nasceu! Húmido, pulsante, ele é colocado encima de ventre de sua mãe e a família finalmente se conhece. Porém, o trabalho de parto ainda não terminou e ambos, mãe e filho, ainda têm muito o que fazer!

A primeira tarefa do bebê é respirar, o que ele vai aprendendo aos poucos, durante os últimos minutos em que a placenta o alimenta através docordão umbilical. O bebê nem sempre chora na hora em que nasce, às vezes só faz uns barulhinhos e dá um ou dois gritos maiores, depois se acalma.

Se o ambiente for tranquilo, com luz baixa e calor ambiente, ele se sentirá confortável, abrirá os olhos e olhará com muita atenção para tudo que estiver próximo dele (ele enxerga a uns 40 cm de distância, mais ou menos). Ele olhará o rosto de sua mãe e de seu pai, e ficará em estado de alerta tranquilo, observando e absorvendo tudo a sua volta.


Em seguida, começará a se arrastar para o seio da mãe e o abocanhará, como mostra o vídeo acima. A felicidade da mãe chegará ao extremo graças a isso, e ela produzirá uma segunda grande onda de ocitocina endógena. Como já mencionado, a ocitocina produz contrações do útero, e isso fará com que nasça a "companheira do bebê", a placenta.

Durante nove meses, o bebê esteve dentro do útero, tendo como únicos companheiros e objetos de interação a placenta e o cordão umbilical. Parteiras tradicionais dizem que a mulher que ainda não dequitou "não está prenha nem parida" e é importante que a placenta saia todinha, completa, pois se ficar algum pedacinho lá dentro, pode causar infecção e até morte.

As contrações do útero, intensificadas pela ocitocina criada com a sucção do peito pelo bebê, permitem que a placenta seja expulsa, sem precisar ser puxada, como se vê no minuto 5:40 do vídeo abaixo.


Uma vez saída a placenta, o parto acabou e a parturiente passa a ser uma puérpera. É nesse momento, geralmente, que se faz a avaliação para ver se occorreu laceração, e, se necessário, fazem-se alguns pontinhos. (Falaremos mais adiante sobre as lacerações e como evitá-las)

E assim ocorre o trabalho de parto. Se esqueci de mencionar alguma coisa, por favor, me avisem!

Espero que este post ajude muitas mulheres a se familiarizarem um pouco mais com o processo de parto.

Beijos a todas!


Fonte: http://adeledoula.blogspot.com/2011/10/o-trabalho-de-parto-parte-5_11.html

Trabalho de parto - parte 5

O período expulsivo

O expulsivo é o período do parto em que o bebê efetivamente nasce. Para fazer isso, ele precisa girar, pois o canal de parto não é um tubo reto, e sim um caminho tortuoso e cheio de obstáculos. As imagens abaixo mostram como o feto gira e se encaixa na pelve para então nascer:



Enquanto faz este percurso, o corpo do bebê é apertado no canal de parto, ele é todo "espremido", como uma esponja, e se esvazia de tudo que estava dentro de seus pulmões e estômago.

É importante lembrar que os órgãos reprodutivos da mulher têm uma capacidade elástica muito grande. O útero vazio não mede mais de 8cm de diâmetro, e se expande para sustentar um bebê, sua placenta e líquido amniótico, que às vezes passam dos cinco kilos. A vagina da mulher também faz coisas incríveis. É um espaço virtualmente inexistente, ou seja que só existe quando preenchido. Quando não tem nada dentro, as paredes da vagina se tocam. Quando inserido um dedo, ela tem o tamanho de um dedo, e ela se adapta exatamente à forma e ao tamanho do que a preenche, inclusive um bebê!

Além disso, o corpo da mulher produz um hormônio chamado relaxina, que "amolece" seus ligamentos e permite que até certos ossos fiquem flexíveis! Assim, a pelve da mulher também dilata para permitir a passagem do bebê. E a cabeça do bebê também se modifica para passar pelo canal de parto, ela estica. É para isso que ela tem aquelas partes moles, as fontanelas.



Resumindo: mãe e bebê vão adaptar seus corpos para o nascimento, e ambos são feitos de forma que seus corpos voltem ao normal depois.

Ouvimos muito falar em lacerações e cortes necessários para passar o bebê. Efetivamente, às vezes eles ocorrem. Na maioria dos relatos que li, eu percebi uma relação entre o fazer força na hora do expulsivo, e a posição do parto, e a presença de lacerações. A mulher só deve fazer força quando sentir vontade, na posição e do jeito que sentir vontade. E, se não fizer força e apenas relaxar, o parto ocorrerá mesmo assim, pois o corpo trabalha quase que independentemente da vontade da mulher nesse ponto do TP. É importante não inibir a mulher que sente vontade de fazer força: nessa hora, quem manda é o instinto.

A saída do bebê é marcada por sensações novas, que a mulher nunca experienciou na vida até então. Algumas mulheres comparam certos aspectos do nescimento à aspectos da vida sexual, e algumas chegam a sentir muito prazer nesse momento. Na maioria dos relatos, as mulheres dizem que a dor das contrações passa para um segundo plano, outras dizem que cessa, e que as sensações são completamente diferentes.


A descida da cabeça do bebê termina com a coroação, quando o topo da cabeça aparece do lado de fora. Esta parte do canal de parto é a que tem os músculos mais fortes, e às vezes a mulher tende a contrair esses músculos por causa da dor que está sentindo. Isso dificulta a passagem do bebê, aumenta a dor e as chances de lacerações. A mulher deve tentar relaxar ao máximo a vagina durante a passagem do bebê. Uma boa têcnica é falar AAAAAAAAAAAAAAAAA!, pois, ao relaxar a garganta, a mulher relaxa também a vagina.

A coroação do bebê também é chamada de círculo de fogo, pois a sensação é de ardor, como quando tentamos fazer sexo sem a devida lubrificação. Algumas mulheres sofrem mais do que outras nesse momento. Após a passagem da testa do bebê, porém, o diâmetro da cabeça vai diminuindo e o círculo de fogo vai passando.

Na maioria dos partos, o bebê para com a cabeça para fora e o corpo ainda dentro da mãe. Ele sairá na contração seguinte, que pode demorar alguns minutos. Os ombros saem um de cada vez e, depois que passam, o corpo sai de uma vez, como um sabonete molhado! Pluft! E a dor cessa. Completamente.

Em seguida, se a família estiver em um hospital humanizado, ou em casa, o bebê será colocado diretamente encima da barriga da mãe, e um fenômeno interessante ocorrerá.


ocitocina endógena, que estava sendo produzida em grandes quantidades para aliviar a dor, agora está sendo produzida sem que haja dor, e acontece o que se chama de pico de ocitocina. Esse pico de ocitocina produz uma sensação de imenso amor e prazer, a sensação de se apaixonar, que, juntamente com o alívio pela dor ter acabado e da alegria pela chegada do bebê, criam o que Michel Odent, obstetra francês, chama de momento ideal para o estabelecimento do vículo mãe-bebê. Ainda ligados pelo cordão umbilical, pulsando juntos em uma euforia física e mental, eles se olham e se conhecem, o bebê recebe seu nome e seu lugar, a mulher vira mãe e o homem, pai. Mais nada será como antes...

Ao expulsivo, segue-se a dequitação da placenta.

O Trabalho de Parto - Parte 4

A fase de transição

A fase de transição é um momento muito interessante do parto. Ela dura relativamente pouco tempo, quando comparada com as duas fases que a precederam: começa quando a mulher tem lá pelos 7 ou 8 centímetros de dilatação e termina quando atinge a dilatação completa, que é de 10 centímetros "oficialmente". (eu digo oficialmente, porque essa é uma média, algumas mulheres dilatam mais do que isso. Mas é o tamanho mínimo que os médicos exigem para a expulsão do bebê.)


Essa fase é marcada por um fenômeno muito interessante, que já começa no final do TP Ativo. Por causa dos níveis deocitocina, que vão subindo junto com a intensidade das contrações, e nessa hora já estão bem elevados, a mulher começa a entrar em um estado de transe, similar ao que acontece durante a excitação sexual. Esse estado é chamado de partolândia. Parece que ela se vira para dentro de si mesma, olha para sua alma. As pessoas falam com ela e ela nem responde, ou diz coisas incoerentes. Muito do que fala tem a ver com o que está sentindo. Ela geme e se mexe, respira profundamente, e depois de maneira acelerada, busca a melhor posição, que logo já não é mais confortável e começa tudo de novo.

Nesta fase, a parte consciente e racional da mulher já não está mais presente, e o que resta é a Fêmea em seu sentido mais essencial e irracional. Esse estado "animal" é essencial para que a mulher coloque seu filho no mundo, pois é de sua essência animal que ela vai tirar a força necessária para fazê-lo. A parte consciente da mulher ressurge apenas em poucos instantes, onde ela duvida de si mesma, diz que não vai conseguir, pede anestesia, pede cesariana. Esse é um sinal: é chamado de "hora da covardia" e indica que o trabalho de parto está chegando ao fim. Nessa hora, é necessário reforçar a crença da mulher em sua capacidade de parir, e confiar nela. Quando isso acontece, ela deixa de lado todo o medo que acompanha a consciência, e se entrega. Seu corpo trabalha sozinho, seu instinto domina: ela sabe o que está fazendo, e se não sabe, seu corpo sabe.

Nessa hora, a cabeça do bebê, em sua descida lenta, começa a fazer pressão na área próxima do intestino grosso e do ânus, e a mulher começa a sentir uma vontade incontrolável de fazer força. Alguns relatos comparam essa sensação com a sensação de precisar desesperadamente cagar. Não adianta ficar de frescurinha nessa hora, a palavra é essa. Efetivamente, em alguns casos, a mulher faz um pouco de cocô, sim, mas uma equipe bem treinada nem fará menção do ocorrido, para não deixar a mulher com vergonha, pois nessa hora, qualquer coisa que impedir a entrega total da mulher às necessidades da partolândia pode atrapalhar o andamento do parto.

Ao atingir 10 centímetros de dilatação, se inicia a fase do expulsivo.