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26 de março de 2014

Meu Parto Domiciliar Planejado!

Analu e Joaquim
Com muita alegria, compartilho com vocês do blog um vídeo que montei para mostrar a minha gestação e, o meu tão sonhado parto respeitado e amoroso. Com muito esforço e dedicação conseguimos que o financeiro não fosse um impeditivo para realizar esse sonho. Contamos com vários anjos no caminho que nos estenderam a mão, bem mais do que esperávamos que alguém o fizesse. Agradeço sempre pelo Universo ter colocado vocês no nosso caminho!
Como estou sem tempo ainda para escrever meu relato de parto, resolvi montar um vídeo simples mas que mostrasse a essência deste evento, deste rito de passagem! Curtam e compartilhem!



12 de agosto de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).


google imagem
Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP:


18 de setembro de 2012

UOL Mulher- Entenda o polêmico parto domiciliar e veja quem pode dar à luz dessa maneira


Maurício Horta
Do UOL, em São Paulo
Ana Cristina Duarte é uma parteira. Mas não daquelas do tempo de nossas avós. Ela é ativista de um movimento que defende a opção pelo parto domiciliar planejado. Nele, mulheres em gravidez de baixo risco dão à luz em casa, na companhia de quem escolher. Não é utilizado nenhum tipo de medicamento para diminuir a dor, a não ser métodos naturais de analgesia, como água quente, massagens e técnicas de relaxamento e de respiração. O parto também não é induzido com a administração do hormônio ocitocina –e, por isso, dura entre oito e 12 horas em mães de primeira viagem. Tudo fora do ambiente hospitalar.

É exatamente o fato de não acontecer em um hospital que colocou a classe médica contra a prática. Enfermeiros e obstetras são legalmente habilitados para assistir partos em casa, mas o Conselho Federal de Medicina considera mais seguro que ele seja feito no hospital. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) chegou a vetar que médicos no Estado assistissem partos domiciliares e a pedir à entidade paulista –o Cremesp– a punição do médico obstetra Jorge Francisco Kuhn, que defendeu a opção pelo parto em casa em entrevista ao programa "Fantástico" (Globo), em junho. A instrução do Cremerj contra o parto domiciliar foi derrubada pela Justiça do Rio de Janeiro e levou ativistas a marchas em 16 pontos do país.

"Nossa visão é a de que o parto domiciliar não é aconselhável", diz o obstetra Mário Macoto, do Hospital das Clínicas da USP. "Isso porque existem alguns imprevistos. Por exemplo, o prolapso do cordão (quando o cordão sai antes), um período expulsivo muito prolongado, a retenção de placenta, um sangramento importante. E quando a mulher chega a nós, chegam duas vidas que precisam ser cuidadas. A da mãe e a do bebê", diz Macoto.

Kuhn não concorda que haja perigo aumentado nos casos de gravidez de baixo risco. "Assisti 100 partos domiciliares e nunca precisei levar ao hospital quando houve prolapso do cordão ou descolamento da placenta”, diz Kuhn, que se tornou um “vaginalista” convicto após um período de estudos e plantões na Universidade Livre de Berlim, entre 1990 e 1991.

"Em 15 desses casos, houve remoção para hospital. Mas isso aconteceu pelo desejo da mulher, seja porque o trabalho estava muito estafante, seja porque pediu para ser anestesiada. Em nenhum deles houve cesária". Segundo Kuhn, casos de emergência são de apenas 1%.

Foi exatamente uma cesária desnecessária que levou Ana Paula Duarte ao movimento pelo parto domiciliar planejado. "O médico era um figurão da USP, mas não tinha tempo para um parto normal",  diz Duarte. Na segunda gravidez, ela procurou algum médico conhecido por fazer parto normal. Mas isso não é fácil no Brasil, o país com a maior porcentagem de cesárias no mundo, segundo a Unicef. Segundo dados do DataSUS, o número de cesáreas ultrapassou em 2009 o de partos normais –enquanto a OMS aconselhe que ocorra em apenas 15% dos casos.

Quando Ana Paula teve um parto natural, ele aconteceu em um hospital –um ambiente em que disse ter-se sentido sozinha, desamparada. Foi por isso que em 1999 começou a estudar e militar pelo parto humanizado. Tornou-se doula (uma pessoa que dá apoio emocional e físico para a parturiente) –e em 2008 se formou no curso de obstetrícia da Escola de Artes e Ciências Humanas da USP. Então, passou a assistir partos domiciliares e a enfrentar a oposição de parte da classe médica.
Meio-termo
Parto normal, natural, humanizado e domiciliar planejado. Todos esses tipos de parto são vaginais, e, como não envolvem uma cirurgia, têm risco de infecção hospitalar menor e recuperação mais rápida da mulher em relação à cesariana. Qual então a diferença entre eles?
O parto normal significa basicamente que é vaginal. Isso, no entanto, não significa que não haja intervenções médicas. Se a mulher sentir dores intensas, é aplicada anestesia. Para acelerar o parto, são administrados hormônios. Também é feita a episiotomia, caso necessário. Por outro lado, no parto natural, o papel do médico se resume a acompanhar o parto, e não induzi-lo.
Já o parto humanizado não é em si uma técnica, mas o controle das decisões sobre o parto pela mulher, e não pela equipe médica. Isso inclui a presença de acompanhantes, a escolha da posição em que se sentir mais confortável, a presença do bebê logo após o parto. Para isso acontecer sem pressão de tempo nem desconforto pelo ambiente hospitalar, alguns hospitais privados têm suítes de parto, e o SUS, as casas de parto.

Para Mário Macoto, o problema não é o "parto humanizado", mas o fato de o parto domiciliar não acontecer no hospital. "Nas condições em que vivemos, dificilmente a parturiente terá acesso da casa à sala do hospital em 10 ou 20 minutos."

Mas entre a ideia de um parto hospitalar humanizado e a prática existe ainda um abismo. São poucas as suítes de parto em hospitais privados e as casas de parto cobertas pelo SUS –em São Paulo são três na capital e nenhuma no interior.

Enquanto isso, discussão contra e a favor o parto domiciliar só esquenta. “Quando o médico se opõe ao parto domiciliar, baseia-se apenas em sua opinião, não em evidências científicas. O fato é que o médico é apenas um dos atores envolvidos no nascimento. Um ator com formação voltada à doença, não para a normalidade”, diz Ana Cristina Duarte.

Mas, afinal, como é um parto domiciliar planejado, em quais casos equipes de saúde o realizam e quais os seus riscos? Especialistas ouvidos pelo UOL Gravidez e Filhos respondem essas e outras perguntas a seguir.

A escolha
Uma vez interessada em um parto domiciliar planejado, a gestante e seu parceiro têm de procurar profissionais que ofereçam esse tipo de serviço: um obstetra ou enfermeiro obstetra, todos com qualificação formal para atender partos de baixo risco. Essa será a mesma pessoa que acompanhará o casal, desde o pré-natal até o pós-parto. Embora seja raro, médicos obstetras também podem fazer o parto domiciliar.

Para que possa atender em casa, esse profissional de saúde precisa ter bastante experiência acumulada. “Quando se formam, enfermeiras e obstetras ainda não estão preparados para assistir um parto domiciliar. Precisam obter muita experiência, o que ocorre integrando uma equipe ou trabalhando em hospital”, diz Nádia Narchi, coordenadora e professora do curso de obstetrícia da EACH-USP.

Segundo a enfermeira obstetra Priscila Colacioppo, no primeiro encontro, que dura por volta de duas horas, é explicado o que é o parto domiciliar planejado e suas condições. "É comum o parceiro estar meio ressabiado, mas o fato é que o homem é o nosso maior aliado no parto, quem mais compartilha. É o casal que dá à luz."
 O pré-natal
Depois do primeiro contato com o profissional escolhido, começa o pré-natal, com sessões mensais. O especialista fará uma análise da história da saúde da mulher, de sua família, de sua gestação e de seus fatores de risco. Além disso, é avaliada a existência de um hospital com maternidade e UTI para mãe e bebê a, no máximo, 20 minutos do local do parto, para ser possível um "plano B".

É montado um planejamento, formando-se a equipe que atenderá a ela e sua família. Segundo Ana Cristina, o único profissional obrigatório é o obstetra ou enfermeiro obstetra ou médico obstetra, mas ter uma doula pode ajudar muito. “Ela tem treinamento para dar suporte emocional, o que ajuda bastante a mãe”, diz a obstetriz.

Em parceria com o profissional escolhido, a mãe vai montar o "plano B" para ser acionado em caso de emergência, com opções de médicos e hospitais. Também com auxílio da pessoa que fará seu parto em casa, a futura mãe ainda decide em quais situações deseja ser removida para um hospital.

As consultas mensais de pré-natal são feitas paralelamente pela pessoa que auxiliará no parto domiciliar e por um médico escolhido pela gestante. Além de acompanhar a evolução da gestação, o objetivo desses encontros é estabelecer um vínculo emocional da gestante com as pessoas que estarão com ela no momento do nascimento de seu bebê.
ESTUDOS PELO MUNDO
No Canadá, uma pesquisa feita pela Universidade British Columbia, de 2000 a 2004, analisou nascimentos realizados de três formas: partos domiciliares planejados (2.889), partos planejados em hospital com parturientes nas mesmas condições exigidas para um parto domiciliar (4.752) e partos com participação médica (5.331).

A taxa de mortes perinatais por mil nascimentos foi de 0,35 nos partos domiciliares, 0,57 no hospital com parteiras e 0,64 entre aqueles feitos por médicos.

Em 2000, outro estudo realizado nosEstados Unidos e no Canadá levantou informações sobre 5.418 mulheres que escolheram fazer seus partos com obstetras qualificadas.

A taxa de morte perinatal foi de 1,7 por mil nascimentos, semelhante ao que acontecia em partos de baixo risco atendidos em hospital e não houve morte materna.
Chegou a hora
No caso de haver doula, é ela a primeira pessoa a ser contatada quando a mulher entra em trabalho de parto. Ela ajuda a parturiente a encontrar as melhores posições para o parto, formas de respirar e a auxilia com medidas naturais para aliviar a dor. Como o nascimento não será acelerado com a administração de ocitocina (hormônio que intensifica as contrações uterinas), sua duração varia de caso a caso.

Enquanto o bebê não nasce, a parturiente pode agir como quiser dentro de casa. “Pode ir ao chuveiro, caminhar um pouco, comer, beber, dormir, deitar com o parceiro, enquanto a equipe toda fica esperando, tentando não atrapalhar o casal”, fala Ana Cristina Duarte.

Quando aumentam as contrações, entra em cena o enfermeiro obstetra ou obstetra, que chega na casa com o porta-malas do carro cheio. “Trazemos materiais como equipamento para reanimação neonatal, hemorragia, sutura, anestesia local, sonar para ouvir o coração do bebê”, diz Ana Cristina.

Perto da hora de nascer, a equipe prepara um lugar para recepcionar o bebê. "Se ele nascer com necessidade de algum procedimento simples, tem um lugar aquecido com o material pronto para a emergência. Mas isso fica reservado, para que a mãe não precise ver”, diz a obstetriz.

Já a mulher faz o parto como preferir: pode ser em uma banqueta, sob o chuveiro, de cócoras, deitada. Quando o bebê nasce, ele é colocado no colo da mãe para ser amamentado, com mãe e filho ainda ligados pelo cordão umbilical.

Passada uma hora, com a placenta já expelida, é cortado o cordão. Feito isso, a pessoa responsável pelo parto examina o bebê, pesa, dá vitamina K para evitar hemorragia e pinga um colírio para evitar a conjuntivite do recém-nascido, problema comum em partos vaginais. Em duas ou três horas, a equipe vai embora, mas voltará para mais três visitas nos dez dias seguintes.
Quanto custa
Não há plano de saúde que cubra parto domiciliar. O que a mulher pode conseguir, no máximo, é que a empresa faça um reembolso. O preço dessa modalidade varia muito, dependendo da cidade onde acontece e dos profissionais envolvidos. “É comum fazer acordos, como permuta por serviços. Por exemplo, se a mãe for fotógrafa, pode ajudar a pagar com serviços de fotografia. Mas, em média, o custo varia de R$ 2.000 a R$ 5.000 pelo parto, mais as visitas pós-parto”, diz Ana Cristina Duarte.
Riscos
Os especialistas têm opiniões divergentes sobre os riscos do parto domiciliar, mas mesmo entre os favoráveis três pontos são unanimidade –só pode ocorrer se a mulher tiver um bom quadro clínico, se a gravidez for de baixo risco e se for viável um plano B. Entre os fatores de exclusão estão gravidez de gêmeos, mãe com problemas de saúde (doenças como diabetes, hipertensão crônica e infecções),  bebê com alguma anomalia ou fora da posição correta e parto prematuro.

6 de julho de 2012

ATENÇÃO! PARTO DOMICILIAR PLANEJADO - ATENÇÃO PADRÃO OURO


Por Ana Cristina Duarte

1) Pré natal impecável, com todos os exames realizados, incluindo Ultrasom morfológico com aproximadamente 20 semanas, sorologias conforme recomendação do Ministério da Saúde, pelo menos 6 consultas de pré natal com avaliação de pressão arterial, altura uterina, peso materno, ausculta fetal. Anamnese completa.
2) Pré natal realizado por médico, enfermeiro obstetra, obstetriz ou uma combinação destes profissionais.
3) Permanecer como gestante de baixo risco até o final da gestação, sem doenças associadas. Situações especiais podem ou não ser classificadas como candidatas a um parto domiciliar, a depender de vários fatores: multípara, cesárea prévia ou pélvico, por exemplo.
4) Atendimento do parto por médico, enfermeiro obstetra, obstetriz com treinamento em emergências obstétricas e neonatais. 
5) Informações completas sobre hospitais de referência na região
6) Equipamento completo de emergência: ambu, estetoscópio, medicamentos anti-hemorrágicos, soro para reposição de volume em caso de hemorragia, luvas e gazes estéreis, material de sutura, instrumentos esterilizados, e se possível um cilindro de O2 portátil
7) Início espontâneo do trabalho de parto, sem indução ou aceleração com ocitocina
8) Ausculta dos batimentos cardíacos fetais a cada hora (fase latente), a cada meia hora (fase ativa), a cada 15 minutos (expulsivo), especialmente após contração, com registro completo de todas as medidas e ações em prontuário individual.
9) Cuidado pós parto com pelo menos três visitas de membros da equipe, nos primeiros sete dias de vida do bebê
10) Emissão de DNV para registro do bebê, nos municípios onde há permissão da secretaria de saúde para retirada de DNV por profissionais.


11 de junho de 2012

Compartilhando post: A Retaliação veio na velocidade da luz – Caça as Bruxas


Essa reportagem foi publicada hoje em resposta a matéria de ontem no Fantástico sobre parto domiciliar. A retaliação veio mais rápido que nunca e acompanhada de uma legião a caça as bruxas.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro fará uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo contra o médico Jorge Kuhn.
O CREMERJ é contra a prática do parto domiciliar e alega que o local para partos mais seguro é o hospital. Esse posicionamento é acompanhado pelo Conselho Federal de Medicina – CFM, por todos os conselhos regionais de medicina do País (isso mesmo, do P-A-Í-S) e por outras envolvidas na obstetrícia.
Agora fica a pergunta no ar, o que o Rio de Janeiro tem a ver com isso???
Por que uma retaliação dessa por conta de entrevista? Ele nem faz partos domiciliares…. De onde veio a humanidade antes de existir hospitais? Por que não divulgam os partos hospitalares de sucesso desse maravilhoso médico? Por que não divulgam quantas mães e bebês ele salvou? Por que não divulgam quantos alunos ele formou??? Por que?????? POR QUE?
Link da matéria:
Retirado daqui