2 de novembro de 2013

Drenagem linfática, massagem terapêutica/ relaxante no Espaço Bem Zen

Gestantes lindas!

Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, e isso causa a retenção hídrica. O corpo tem um aumento do volume sanguíneo que varia de 30% a 50%, ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros acima do normal. 
A combinação entre drenagem linfática e gestação é excelente, trazendo vários benefícios. 
Então, quais são os benefícios da drenagem linfática para a gestante?

·      Melhora a nutrição das células e a oxigenação dos tecidos;
·      estimula a circulação venosa e linfática; reduz a retenção de líquido;
·      diminui os inchaços típicos da gravidez;
·    estimula a lactação e a dessensibilização das mamas, preparando-as para a              amamentação;
·      previne e combate varizes e sensação de pernas cansadas;
·      Combate celulite e estrias; alivia tensões e reduz dores musculares.

Mas ATENÇÃO! Existem muitos pessoas não habilitadas a fazer drenagem linfática manual em gestantes, o que pode causar dores, hematomas e contrações uterinas! Certifiquem se que o profissional tem mesmo um curso de formação na área e experiência no atendimento com gestantes. 

E com este texto, informo a vocês que estou atendendo com drenagem linfática e massagem terapêutica/  relaxante, no Espaço Alternativo Bem Zen (Gravataí/ RS), da querida Ana Mello, que é instrutora de Yoga, mestre em Reiki e terapeuta floral. Já são 2 anos de parceria e trabalho com gestantes. 

Atendo no espaço de segunda a sexta. A sessão é de +/- 1 hora hora e trabalhamos com pacote com 10 sessões ou 5 sessões. Valor da sessão avulsa 45,00 reais, se for feito pacote temos desconto. 
Para agendar um horário ou obter mais informações, ligue para (51) 84236468 com Ana Luisa.
  
HORÁRIOS DISPONÍVEIS:

Segundas - TARDE: 14-15-16 hs
Terças - MANHÃ: 8 - 9 - 10 hs
               TARDE: 14-15-16 hs
Quartas - MANHÃ: 8 - 9 - 10 hs
Quintas-  MANHÃ: 8 - 9 - 10 hs
                TARDE: 14-15-16 hs
Sextas-  MANHÃ: 8 - 9 - 10 hs
               TARDE: 14-15-16 hs

 

NAMASTÊ! <3

17 de outubro de 2013

Chamada para a Marcha pela Humanização do Parto!

Marcha pela Humanização do parto em 2012 - foto G1
Muitos de vocês devem ter visto no ano passado uma mobilização em rede Nacional a favor da Humanização do parto. Foi veiculado em várias emissoras a marcha e deu muito o que falar. O evento aconteceu também para mostrarmos apoio a profissionais que estão neste caminho de humanização e respeito, mas são agredidos por colegas acomodados e desrespeitosos. 
Como digo no blog aqui, parto humanizado não é uma modalidade de parto ok? É simplesmente trazer o senso "humano", de respeito, de carinho, empatia, zelo, qualidades HUMANAS, de volta ao cenário de parto. O parto foi roubado da mulher que deve se submeter a caprichos de instituições e obstetras que insistem em ignorar DIRETRIZES DA OMS. Sim, a OMS por meio de estudos, evidências cria diretrizes a serem seguidas a titulo de melhor atender os pacientes, sempre primando a saúde do mesmo, e não o bolso e o EGO daquele profissional.
Não é "viajem", "achismo" ou qualquer outra coisa o que NÓS, mulheres , homens e crianças reivindicamos neste ato. Por isso utilizamos o termo "humanizar", que é trazer de volta as qualidades humanas no atendimento as pessoas. É pedir demais? É loucura, frescura? Lógico que não! Receber atendimento digno é direito de qualquer pessoa!


Abaixo um vídeo que mostra o manisfesto em vários locais do Brasil no ano passado!

Este ano marcharemos novamente por todas NÓS, mulheres perfeitas, que tem potencial para terem partos belíssimos e transformadores! Como a Natureza determina! 
Faço um pedido: não pensem na dor, nem lembrem de histórias trágicas.  Até porque a maioria das histórias trágicas acontecem onde os médicos não respeitam o curso natural do parto e fazem uso de intervenções desnecessárias. 
E não, NÃO SOMOS CONTRA CESÁREAS necessárias! Cesárea é uma CIRURGIA maravilhosa que veio para salvar vidas, e deve ser feita com critério rigoroso, porque faze- la sem necessidade verídica, aumenta os riscos de morte materna, do bebê e de complicações pós cirúrgicas para ambos!
Deixo abaixo os horários e locais da Marcha em todo país!



Queremos respeito no atendimento!! Chamem todos que compartilhem desta corrente!!

4 de outubro de 2013

A dor do parto tem um propósito, entenda!

"No trabalho de parto, os músculos uterinos sofrem contrações a cada dois a dez minutos. Isso pode ser doloroso, mas é uma dor com um propósito: o resultado natural de um trabalho árduo para alcançar um objetivo. É no auge da contração da musculatura uterina – quando se está trabalhando o máximo e fazendo o maior progresso, o pico dura cerca de 30 segundos – que a dor é mais percebida. Ela pode ser avassaladora, mas há um alívio entre as contrações, um tempo para relaxar, embora nem sempre em total conforto. Mas pelo menos é uma pausa. Nós preparamos mentalmente as mães para a próxima contração. O segredo é saber recebê-la e ter consciência que vai passar. Eu, às vezes, sugiro às mulheres em trabalho de parto dizer as palavras “sim” e “eu te amo, meu filho”, quando a dor começa e persiste.
Assim como as contrações se aproximam e duram mais tempo, o mesmo acontece com osImagem hormônios que aliviam a dor, que cada vez mais são liberados dos nossos cérebros para nossas correntes sanguíneas. Chamamos isso de endorfinas, que são nossos analgésicos naturais. As endorfinas não são suficientemente liberadas para neutralizar a dor resultante da ocitocina sintética, que é usada para induzir e acelerar o trabalho de parto e não desperta o sentimento de amor e ligação originados da ocitocina natural, o chamado hormônio do amor.
A intensidade do sentimento ao dar à luz e as exigências que fazemos a nós mesmas nos desgastam e, então, perdemos nossas defesas. Isso é uma coisa boa. Nesse estado menos vigiado, somos flexíveis e mais suaves, menos resistentes ao bebê que se move através de nós.
A dor tem uma reputação muito ruim. Mas existem algumas pessoas que realmente a enxergam de forma positiva. Natalia, uma mãe de primeira viagem, deu à luz a filha, em casa, há algumas semanas. Perguntei o que ela achava sobre a dor no parto. Ela disse: “A dor – por mais difícil que seja – foi um presente, uma benção, porque foi uma mensagem honesta comigo mesma sobre meu próprio corpo. A dor permitiu focar minha atenção onde ela realmente precisava estar”.
Muitas das minhas amigas deixam o hospital emocionalmente decepcionadas em relação a seus trabalhos de parto, tristes porque os médicos não estavam lá até os últimos minutos, ansiosas com a troca frequente de enfermeiras , incomodadas pelos ruídos e pelo stress, frustradas porque a presença do marido não foi reconhecida . Mas os nascimentos foram medicados e “seguros”. Talvez as mulheres estariam mais inclinadas a escolher ter um parto com uma parteira, caso percebessem que nós, parteiras, lembramos da aflição emocional por um longo tempo, ao contrário da dor física, cuja intensidade do esquecimento é imediata, tão logo a dor passa. Podemos descrever a dor, ou melhor, sua sensação, como algo forte, contrações intensas, mas não podemos replicá-la, porque isso fica no passado. Nosso cérebro tem a capacidade de apagar a memória da dor física quando ela passa, enquanto que o sofrimento emocional permanece presente. Desde que a dor emocional e a alegria permanecem conosco para sempre, é crucial para a mulher dar à luz em um ambiente de apoio emocional!
Promovemos as seguintes ideias e maneiras para aliviar o desconforto ou a dor durante o parto:
* Preste atenção às emoções positivas, como esperança e alegria. Você estimula as consequências dessas emoções.
* A espontaneidade e o humor trazem a sua atenção para o presente, o que alivia a tensão.
* A dor não tem que ir embora, ele só tem que se tornar menos importante.
* Desenvolva uma estratégia para trabalhar com as contrações. Por exemplo, olhe para os olhos do seu parceiro ou parteira e respirem juntos, ou conte até um determinado número até que você tenha superado a parte mais difícil.
*Redefina a dor, pensando sempre no objetivo principal, que é trazer o seu bebê com segurança ao mundo.
* Fique bem hidratada.
* Tenha a companhia de outra mulher para encorajá-la, caso você comece a duvidar de si mesma.
* Faça sons, cante, repita um mantra.
* Siga sua respiração, faça respirações longas e profundas.
* Lembre-se que o que você está passando é benéfico e parte de uma experiência saudável.
* Ore. O nascimento é o momento perfeito para aprofundar a nossa conexão com o Divino.
* Imagine-se olhando para o seu bebê mamando no seu peito.
* Anote declarações que você gostaria de ouvir durante o trabalho de parto e entregue para o seu companheiro ler para você: “Você é tão forte!”, “Esse sentimento não vai prejudicá-la”, “Você é maior do que qualquer sensação que esteja sentindo”, “ Você pode fazer isso”, “Você está fazendo isso!”, “Você está fazendo um trabalho lindo”.
As mulheres passaram a acreditar que elas não podem dar à luz sem intervenção médica, muitas vezes pelo medo da dor. Espero que agora você saiba como se relacionar com a dor no parto, se ela ocorrer. Acredite no propósito da dor e, assim, torne-se mestre da sua relação com ela. Depois, você pode integrar o que está acontecendo fisicamente com seu eu interior. O parto natural é a melhor forma que conheço para as mulheres descobrirem quão magníficas elas são e criarem para si as memórias de uma bela experiência de parto, que um dia serão contadas a seus filhos."
Fonte: Texto extraído na íntegra do blog.giselebundchen.com.br

23 de setembro de 2013

O que é Diástase e sua importância no pós -parto?

Depois de ganhar minha filha Sofia, notei que minha musculatura abdominal estava diferente. Parecia que havia se feito uma rachadura no meu abdômen. E não satisfeita fui buscar informações sobre o achado, e descobri que isso era comum durante a gestação e que ganhava o nome de Diástase abdominal pós parto. Como estou grávida novamente, me preocupo em cuidar da minha musculatura, e tenho feito Yoga integral duas vezes na semana. E já fazia esta prática antes da gravidez, o que tenho certeza que me tratara vários benefícios. Pesquisando um pouco mais encontrei um texto que descreve direitinho a diastase. Espero que seja útil!
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diastase1Muitas mulheres após terem seus bebês desconhecem a importância da recuperação no pós- parto. Nessa fase, é fundamental que  a atividade física vise a recuperação da força muscular , relaxamento e exercícios específicos de fortalecimento da pelve, da coluna e abdômen.
Após o parto, a barriga da mulher fica flácida devido ao rompimento da musculatura abdominal . Este rompimento chama-se Diástase, onde a parede dos músculos do abdômen se dividem ao meio, na vertical, partindo do umbigo. As mulheres que não realizaram exercícios físicos neste período, e não tem abdômen  fortalecido, desenvolvem mais chances de terem dores nas costas e nas pernas.
Porém, se o afastamento for menor que quatro centímetros, exercícios físicos para a região abdominal revertem a situação em mínimo de três meses, e máximo de 6 meses com o término da amamentação. Se for maior, é necessária cirurgia para unir os lados, desde que a mulher não tenha vontade de ter mais filhos. Não dá para prevenir a diástase, mas exercícios específicos por profissionais que entendam de gestantes e pós -parto podem reduzir as chances da mulher desenvolver tais dores.
Para identificar se você tem este afastamento, é simples, deite-se no chão, e flexione o tronco levemente a  45 graus.  Ao fazer isso, você vai sentir como se um pequeno buraco separasse os dois lados da musculatura da parede do abdômen. Em seguida, verifique quantos dedos cabem  no vão. Um espaçamento de um ou dois dedos é normal e, com os exercícios, diminui gradualmente. Um vão de três ou quatro dedos requer atenção especial para reparar e reequilibrar os músculos. Caso, tenha dificuldade em realizar o exame sozinha consulte um profissional especializado.
O trabalho para o fechamento da diástase é eficaz e o exercício deve ser de intensidade baixa. É muito importante fortalecer os músculos retos-abdominais, garantindo dessa forma, sua estabilização e alinhamento quando os demais músculos entrarem em ação, e posteriormente, estes outros grupos musculares poderão ser exercitados também.
Deve ser evitado exercícios abdominais convencionais, exercícios de rotação de tronco e quadris, alongamento lateral ou da cintura, pois servem apenas para aumentar a diástase. Durante os exercícios, deve-se expirar quando levantar a cabeça e os ombros, pois isto evita um aumento da pressão intra-abdominal. A pressão intra-abdominal elevada apenas aumenta a diástase, que anula todo o propósito do exercício e consequentemente, a reabilitação muscular se torna mais demorada.
Portanto, após o parto é inevitável a diástase, mas se seguir as orientações ao se consultar com seu médico e se exercitar com um profissional de Educação Física ou até mesmo fisioterapeuta para realizar este trabalho específico, o resultado será a recuperação completa e o seu abdômen irá ficar como era antes de engravidar.
Abaixo segue uma imagem para ilustrar o que é diástase abdominal!
foto diastase
 Retirado daqui

2 de setembro de 2013

PARTO EM CASA, PASSO A PASSO - POR ANA CRISTINA DUARTE


Apesar da mídia ter, nos últimos tempos, aumentado a visibilidade sobre o tema do parto domiciliar, cada vez que eu participo de uma conversa sobre o tema, eu percebo que a maioria das pessoas não faz a menor ideia de como ele acontece na vida real. No terreno da fantasia a mulher sente dores, seu marido chama a parteira. Ela chega com uma sacolinha com alguns panos brancos e uma tesoura.
Ela faz o parto, de certa forma faz o menino nascer, dá um tapa no bumbum, limpa tudo, faz uma sopa, tira o avental sujo e vai embora para casa.
Vou então contar como que acontece, tipicamente, o atendimento de um parto em casa no ambiente urbano, por parteiras profissionais.
Embora existam outros modelos, esse é o que eu e outras obstetrizes e enfermeiras obstetras conhecidas praticamos nos grandes centros.
1) Pré natal: durante a gravidez a parteira vai verificar os exames pedidos pelo médico, vai conversar muito sobre todas as questões de saúde, sociais, emocionais, alimentação, atividade física, trabalho, vai estabelecer um vínculo e uma relação de confiança com a gestante. A cada encontro são verificados todos os sinais vitais e a evolução da gestação, garantindo que apenas as gestantes de baixo risco continuem com o projeto do parto domiciliar. Aquelas que desenvolvem algum tipo de complicação, terão seus filhos em hospital, com a presença da parteira, se ela desejar.
2) Plano de parto: ainda durante a gestação, parteira e casal vão conversar sobre a equipe de atendimento, os riscos possíveis  as situações especiais que podem surgir, plano B (para onde e com quem ir em caso de transferência). Assim, caso seja necessário usar um hospital, a gestante já sabe para onde vai e quem será o médico que a receberá.
3) Preparação da casa: a parteira entrega ao casal uma lista de sugestões de como se organizar para o parto, os materiais necessários, alimentos e conforto para eles e a equipe. Juntos eles vão pensar onde armar uma banheira inflável, como levar água quente, como manter o ambiente aquecido, enfim, toda a parte da infra-estrutura.
4) Preparação para o parto: o casal receberá indicação de livros, páginas de internet, grupos de discussão virtual, vídeos, cursos e palestras que possam ajudá-lo a se preparar para o evento. O parto se constrói aos poucos, não só através do pré natal, mas também com a relação do casal com outros que estão vivendo essa mesma aventura. Conhecer outras histórias faz aumentar o repertório e a confiança no processo.
5) Quando o parto começa, em algum momento, pela descrição dos sintomas, das contrações e dos intervalos, a parteira vai ao domicílio da gestante verificar o andamento do processo. Nesse momento ela leva as malas com o material de atendimento que cabe a ela: descartáveis, drogas para hemorragia, material de sutura, material de emergência para o bebê, incluindo máscara de ventilação e em geral oxigênio. Mais ou menos que há numa sala de parto hospitalar, é colocado num parto em casa, porém de forma discreta e compacta. Banheira inflável, banqueta de parto e bola fazem parte do material de várias parteiras.
6) Após descarregar o material, a parteira vai fazer a verificação dos batimentos cardíacos do bebê e a dilatação (quando for necessário). Os batimetnos cardíacos serão reavaliados a cada 30 a 60 minutos aproximadamente. É por esses valores que se verifica a vitalidade do bebê. Tudo é anotado num prontuário que ficará arquivado com a parteira. Caso a gestante esteja na fase ativa do parto, a equipe permanecerá até o fim. Caso ainda seja fase inicial, ficará a doula (quando for o caso) e a parteira cuidará de outros afazeres, até a fase ativa de fato começar.
7) Ao longo do processo a parteira estará junto, ajudando, avaliando e anotando. Quando o parto vai chegando ao fim, e começa a vontade de fazer força, a equipe vai preparar um canto para recepção ao recém nascido com material completo, caso seja necessário algum procedimento de reanimação neonatal. Começa uma certa movimentação, porque o bebê está prestes a nascer.
O parto vai acontecer na banheira, ou na banqueta, na cama, onde a mulher preferir. Por baixo, para receber o bebê, vai um lençol descartável. O bebê vai nascer e vai direto para o colo da mãe. Será enxugado e avaliado pela parteira e/ou pediatra (quando houver). Bebê que nasce completamente bem (99%), continua no colo da mãe, ligado ao cordão. Se precisar de estimulação, ou algum procedimento (1%), vai para a mesa de recepção que foi montada. Resolvido, volta para o colo da mãe.
9) Mãe e bebê juntos vão para a cama. A amamentação vai se iniciar. A placenta vai sair. A parteira vai avaliar a integridade da peça, vai verificar sangramento e se há necessidade de dar algum ponto no períneo. Fará os pontos, se necessários, com material estéril. O cordão será cortado em algum momento após parar de pulsar. Possivelmente após a saída da placenta. O bebê será examinado, pesado, vestido e entregue à mãe.
10) A mãe vai comer alguma coisa, vai se ajeitar na cama e permanecerá lá com o bebê e o restante da família. As parteiras vão organizar a casa, fazer a limpeza geral e deixar tudo pronto antes de partirem, cerca de 2 a 3 horas após o parto, levando o material e deixando a casa como era antes do parto. Ao longo dos próximos dias, mãe e bebê receberão as visitas pós parto da equipe, com avaliação e ajuda na solução dos problemas de amamentação.
E a vida continua!
Não parece simples?

29 de agosto de 2013

Parto domiciliar da Ana e do Roberto

Parto domiciliar da Ana e do Roberto: Participe da minha vaquinha!

Na foto com 14 semanas

Com muita alegria compartilho a minha gestação com vocês que me acompanham no blog! E desde já peço o auxilio de todos, para termos um Parto Domiciliar belíssimo, seguro, com muito carinho e amor! Gratidão!

28 de agosto de 2013

Uma reflexão - Seu filho é normal como você?

Uma ótima reflexão! Eu não tenho nem o que comentar, o texto fala por si. Leiam!

Se você está explorando algo muito interessante e alguém lhe toma sem justificativa, você se sente desrespeitado.
Se você está andando livremente e alguém te segura, você protesta.

Se você quer muito fazer algo e leva um sonoro não, você reage.
Se alguém muito querido chega, te cumprimenta brevemente e não te dá mais atenção, você confronta.

Se uma das suas pessoas favoritas tem hora certa para te atender, você fica chateado.

Se sua família se recusa a fazer qualquer alteração na rotina para atender a uma vontade sua, você não se sente importante.
Se você está com fome, mas te negam comida, você pede de novo.

Se alguém te força a comer sem fome, você vira o rosto.

Se alguém empurra alguma coisa que você não gosta para dentro da sua boca, você cospe.
Se você está no escuro, sozinho, sem a possibilidade de se mexer, você grita.

Se você está num ambiente desconfortável, com vontade de estar perto de alguém que gosta, você chama essa pessoa.

Se você pode ir até ela com suas próprias pernas, você levanta e vai.

Se você não está com sono, está com muitos pensamentos na cabeça, apaixonado demais, carente demais, com fome, com sede, com calor, com frio, com medo, você também não dorme.
Se durante o dia inteiro você não teve a possibilidade de fazer nada espontâneo, tudo foi feito sob ordens de alguém, você se aborrece.

Se as pessoas com quem você convive não aceitam nenhuma das suas ideias, você se sente incapaz.

Se você tenta expressar seus sentimentos de todas as formas que conhece e não se sente compreendido, você se enraivece.
Talvez você aceite a comer o que não gosta.

Talvez você aceite a comer sem fome.

Talvez você aprenda a dormir com medo.

Talvez você aprenda a dormir sem sono.

Talvez você encontre alguém que te compreenda.

Talvez você desista.
Retirado daqui

23 de agosto de 2013

Medo do parto: como lidar com isto?

Texto muito bacana que compartilho com vocês!


Tremer só de pensar em ter contrações. Achar que o bebê pode nascer com algum problema grave, apesar de o ultrassom mostrar que está tudo bem com o pequeno. Entrar em pânico quando imagina a dor que pode sentir ou as infinitas complicações que ameaçam uma gravidez. Se você já passou por uma dessas situações, bem-vinda ao clube! Saiba que temores como esses são compartilhados pela maioria das mulheres que esperam um filho e, embora mais acentuados na primeira gestação, assombram também quem já não é marinheira de primeira viagem.
Pode parecer exagero uma vez que o avanço da medicina e dos exames de pré-natal permite hoje detectar e evitar precocemente riscos para a mãe e a criança. "Mas não é só uma questão racional. Esses medos fazem parte do psiquismo feminino", explica a psicóloga Eliane Rovigatti Gasparini, de São Paulo. Simbolicamente, eles trazem à tona questões do inconsciente da futura mãe, como receios em relação às mudanças provocadas pela chegada de um novo membro na família.
A boa notícia é que você pode romper esse círculo de ansiedade, angústia e medo. "O caminho é um acompanhamento pré-natal benfeito, muita conversa com o obstetra e acesso a informações confiáveis. Afinal, grande parte dos problemas que podem complicar a gestação e o parto é controlável, desde que a mulher siga corretamente as orientações do médico", garante a ginecologista e obstetra Alessandra Mara Palma, de Santo André (SP).
Veja quais dos medos a seguir andam tirando o seu sossego e como se proteger deles.
...de sentir dor
"Seja no sistema de saúde público, seja no particular, cerca de 80% das gestantes chegam ao consultório pedindo uma cesariana por medo de sofrer", constata Alessandra. É verdade que a dor das contrações faz parte do processo natural do nascimento, mas ela pode ser amenizada e controlada com técnicas de respiração, caminhada, relaxamento na água e anestésicos.
O que você pode fazer: desde já, matricule-se em um curso de gestante e aprenda a controlar a respiração. Na escolha da maternidade, leve em conta os recursos disponíveis para seu relaxamento durante o pré-parto, como hidromassagem e um espaço para andar. "Convocar o marido e familiares próximos para fazer companhia na hora H também ajuda a lidar com a ansiedade da reta final", afirma Eliane.
...de que o bebê tenha malformação
Os receios mais comuns são de que o bebê apresente problemas graves no sistema nervoso, como anencefalia, alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, ou malformações de órgãos e membros.
O que você pode fazer: o ultrassom é o primeiro passo para a triagem desses problemas. Se houver motivo para desconfiar de que algo está errado, entram em cena os exames de medicina fetal, como a amniocentese, capazes de detectar com maior precisão a ocorrência de síndromes genéticas. Mas não se assuste: essas síndromes não são frequentes - o risco de Down, por exemplo, é de um caso a cada 80 gestações entre mulheres de 40 anos, mais sujeitas ao problema devido ao envelhecimento dos óvulos. O ultrassom morfológico e o 3D mostram se está tudo bem com mãos, pés e órgãos internos. "Quanto às malformações neurológicas, os suplementos de ácido fólico ajudam a evitá-las. O ideal é começar três meses antes de engravidar e continuar até o final do primeiro trimestre de gravidez", indica Alessandra.
...de não saber se chegou a hora
É natural que você fique ansiosa e tenha medo de confundir as sensações quando chegar o grande dia. Por isso, é importante aprender (principalmente no primeiro parto) a reconhecer os sinais de uma possível chegada do bebê. Ligue para o obstetra se:
· Ocorrer a perda do tampão, mucosidade viscosa que protege a entrada do útero - ela pode apresentar sinais de um leve sangramento, o que é normal;
· Sentir contrações uterinas (quando a barriga endurece) a cada cinco minutos;
· A bolsa se romper e liberar o líquido amniótico - ele é quente e tem um leve odor de água sanitária.
O que você pode fazer: para evitar atropelos, escolha a maternidade e prepare a mala cerca de um mês antes da data prevista para o parto. Deixe também o telefone do médico à mão. Assim, diante de um desses sinais, você ganha tempo, pois já sabe aonde ir.
...de que ele esteja com o cordão enrolado no pescoço
Em 20% dos casos, o bebê chega à reta final com o cordão enrolado no pescoço ou em torno do corpo. "Mas, na hora do parto, o médico desfaz facilmente essa circular após a saída da cabeça do recém-nascido", afirma a ginecologista e obstetra Fernanda Couto Fernandes, de São Paulo. Em situações extremas, se houver risco de sufocamento, uma cesárea resolve.
O que você pode fazer: basta seguir a rotina do pré-natal. Pelo ultrassom, o médico avalia se a circular está dificultando a descida do bebê pelo canal vaginal e age antes que a oxigenação dele fique comprometida.
..de perder o bebê
Se foi tudo bem na gravidez, é difícil algum imprevisto ameaçar a criança no nascimento. Uma complicação perigosa e que pode pegar a equipe médica de surpresa é a vasa prévia, na qual há o rompimento dos vasos que ligam a placenta ao feto. Isso acontece quando rompe a bolsa e é percebido pela queda dos batimentos cardíacos do pequeno, devido à perda de sangue pela mãe e pelo bebê. É raríssimo acontecer, e uma cesárea de emergência pode salvar a vida da criança. Há risco também em quadros de sofrimento fetal, quando a nutrição e a oxigenação do pequeno são insuficientes. Há mais perigo para filhos de mulheres fumantes, diabéticas, hipertensas e com problemas cardíacos. Outro gatilho pode ser o descolamento precoce da placenta, também mais comum nesse grupo de gestantes e naquelas que sofreram traumas na região da barriga. Um sinal de sofrimento fetal é a presença de mecônio (o cocô que o bebê faz dentro do útero) no líquido amniótico.
O que você pode fazer: é  bom ficar vigilante desde o início do terceiro trimestre. Sangramento, dor na barriga e diminuição na movimentação do bebê por mais de 12 horas são motivos para procurar um hospital. O exame do líquido amniótico e o cardiotocógrafo (aparelho que avalia os batimentos cardíacos do feto) indicarão se está tudo bem com o filhote.
...de morrer no parto
A maioria das complicações que ameaçava a vida das grávidas da geração das nossas avós é hoje contornável. Se o bebê for grande demais ou estiver em uma posição ruim que impeça o parto normal, por exemplo, dá para ver pelo ultrassom e tentar uma manobra na hora do nascimento ou optar pela cesárea. O que merece atenção especial é o risco de eclampsia. A causa não é de todo conhecida, mas os médicos acreditam que ela se manifesta quando o organismo materno ataca a placenta produzindo anticorpos contra ela. O problema pode se instalar a partir da 20a semana de gestação e desencadeia sintomas como hipertensão, retenção de líquidos, inchaço excessivo e alterações hepáticas e renais. É mais frequente entre grávidas com menos de 18 e acima dos 35 anos.
O que você pode fazer: procure imediatamente o obstetra caso note inchaço excessivo em pés, mãos e rosto. Descarte o cigarro, que aumenta o risco de complicações e prejudica a nutrição e a oxigenação da placenta. E, acima de tudo, organize-se para não furar no pré-natal. Se uma pré-eclampsia é diagnosticada cedo, dá para manter o mal sob controle. Agora, se você definitivamente não vive uma situação de risco dessas e, ainda assim, tem um medo exagerado de morrer no parto, a saída pode ser uma terapia. "Dependendo da intensidade dos temores, é o único jeito de restabelecer a calma", diz Eliane.

14 de agosto de 2013

PARIR E GOZAR - Numa reportagem sem vergonha, a relação entre maternidade e sexualidade!

Um texto excelente e tive que compartilhar. Porque parto e sexo andam juntos, sem mas, sem vergonha! LEIAM
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Prepare-se para quebrar o paradigma de que parir é sofrer. Pela primeira vez numa revista feminina brasileira, a relação entre maternidade e sexualidade – sem tabus


Kalu Brum tem 29 anos e é mãe de Miguel, nascido há dois de forma natural. Ninguém melhor do que ela para descrever o parto: “Lembro da sensação quente, do escorregar daquele pequeno corpo pelas minhas entranhas. Eu estava ali, nua, fêmea, selvagem, desfrutando do prazer mais intenso que já vivi. Um longo orgasmo selou sua passagem para esta vida, quebrando com o paradigma de que nascer é sofrer”.
Gozar no parto, como assim? Qualquer menina com mais de 15 anos sabe a resposta sobre “a pior dor que existe”: “A do parto, claro!”. Mas, para as mulheres que passaram por uma experiência de parto natural, há uma opinião unânime: é possível sentir as contrações com prazer. Isso porque a mulher, assim como cada fêmea do reino animal, possui um sistema reprodutivo perfeitamente organizado para a manutenção da espécie, garantindo que gestar e parir sejam experiências seguras – e até prazerosas. Num parto normal, livre de intervenções médicas, o organismo se encarrega de produzir os próprios analgésicos. Tudo bem, isso você já sabe, já viu no Discovery Home and Health, já leu no blog de uma amiga natureba. Provavelmente, porém, você desconhece mulheres que relatam verdadeiros orgasmos durante o parto. “É lógico que a mulher pode ter uma experiência prazerosa e estimulante ao parir. Nem todo parto resulta num orgasmo, mas se tudo ocorrer de forma equilibrada, e a mulher não fizer uso de analgesia, é perfeitamente possível que ela tenha um momento de grande prazer, principalmente na hora da expulsão do bebê”, afirma Carlos Czeresnia, ginecologista obstetra que acompanha partos há 35 anos e que, entre outras coisas, foi chefe do setor de ginecologia do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas/FMUSP e é especialista em reprodução humana. “Os movimentos de distensão e contração do períneo no momento em que o bebê vai sair são muito semelhantes à sensação do orgasmo. E o cérebro interpreta esses estímulos neurais com respostas de prazer. O parto e o orgasmo percorrem o mesmo caminho neurológico”, completa.

Jato de prazer
O assunto, tratado como tabu por muito tempo, tem vindo à tona em conversas de recém-mães. E também por causa de um documentário que rodou os festivais de cinema do mundo, o Orgasmic Birth (veja box). “O parto é um ato fisiológico e não cirúrgico. Durante o trabalho de parto, o principal hormônio produzido, responsável pelas contrações do útero, é a ocitocina, liberada em situa­ções de prazer. Esse hormônio é produzido em jato, por exemplo, durante o orgasmo feminino e também na amamentação”, esclarece. Adaílton Salvatore, ginecologista obstetra, especialista em homeopatia e acupuntura. Com mais de 1.600 partos no currículo – 65% deles normais – e passagens por maternidades na França, na Alemanha e na Inglaterra, o médico explica que, durante o trabalho de parto, muitas glândulas funcionam ao mesmo tempo e são muitos os hormônios atuantes. Entre eles, estão os opioides endógenos, cuja molécula, semelhante à do ópio, provoca um estado de euforia, alegria, leveza. “Nesse contexto, o parto pode ser visto como um rito de passagem.”

Respira e goza

Para sentir prazer no parto, a mulher não pode ter medo. A sensação de perigo alerta o cérebro, que acaba por produzir mais adrenalina – inibidora da ocitocina –, deixando corpo e mente sob estresse. Mas medidas simples podem ser tomadas para que tudo aconteça de forma equilibrada, permitindo que o sistema límbico, parte mais primitiva do cérebro, produza as substâncias necessárias a essa orquestração hormonal. “Um parto próximo do ideal é aquele em que a mulher pode esquecer a razão, se desligar do funcionamento racional do cérebro, representado pelo neocórtex”, explica a psicanalista Vera Iaconelli, do Instituto Sedes Sapientiae. “A mulher tem direito a relaxar, a não ser interrompida, a ficar em contato com o seu corpo. O trabalho de parto implica um funcionamento muito primitivo, que ocorre em situações excepcionais, como durante o sexo”, compara.
Geralmente expostas a ambientes com luz forte, barulhos, gente entrando e saindo, as parturientes não conseguem relaxar: “Não dá para ter prazer no parto com medo, assim como não dá para ter prazer no sexo se estiver amedrontada. Para ter prazer sexual você precisa de intimidade. Só assim é possível desligar o neocórtex. Sob pressão, ninguém tem prazer”, ressalta Ana Cristina Duarte, doula (profissional que garante o bem-estar da mulher durante o parto) e parteira formada no ano passado na primeira turma do curso superior de obstetrícia da USP, rea­berto em 2005 após 33 anos de extinção.
Sheila Ribeiro, quando pariu sua segunda filha, estava no lugar mais íntimo do mundo, sua casa. Ela já tinha sentido um orgasmo durante a expulsão da primogênita, Thalita. Mas a dilatação ocorreu de maneira tão rápida e indolor no segundo parto que Naiara nasceu de repente, desassistida por médicos e enfermeiras. “De cócoras, tive o maior orgasmo da minha vida, com aquela sensação que partiu da vagina e percorreu meu corpo inteiro, da ponta do dedão ao último fio de cabelo”, confessa. A advogada, hoje com 49 anos, atribui a “maravilhosa experiência” ao seu estilo de vida saudável, à prática de exercícios, ao tratamento homeopático. Sua teoria encontra respaldo na maneira como pensa – e trata as pacientes – o doutor Adaílton. Para ele, o primitivo está completamente esquecido hoje, afinal, vivemos na era da razão. “Pensamos: ‘Para que caminhar, se posso ficar em casa e produzir algo?’. A atividade física perdeu para a intelectual. Nesse clima competitivo, a mulher vive sob adrenalina, fabricando mais testosterona”, afirma o médico, que argumenta que o sistema imunológico de muitas mulheres está desvitalizado. Atribui isso ao estilo de vida da maioria da população, que come alimentos refinados, pobres em oligoelementos (microminerais fundamentais para a formação de enzimas vitais). “Tudo isso altera nossa fisiologia. O trabalho de parto é uma maratona, o organismo precisa estar bem. Ouça os gritos de uma mulher durante o parto: são guturais. Urros instintivos que emergem da parte mais primitiva de seu cérebro.” 
Armadilha
Debra Pascali-Bonaro, doula há 26 anos, mãe de três filhos de parto natural, conhece essa história: “O parto possibilita uma nova perspectiva de si mesma. As mulheres que têm um parto prazeroso sentem-se confiantes, conscientes de seus poderes. Temos que questionar o sistema que medicalizou o parto, pois muitas mulheres perdem a oportunidade, profundamente transformadora, que pode ser dar à luz”, diz a americana, autora do documentário Orgasmic Birth. 
Assim como Debra, as 15 mulheres ouvidas para esta reportagem concordam que, muitas vezes, os esquemas dos médicos acabam impedindo que a mulher experimente esse prazer. Ao mesmo tempo, elas constatam que isso também pode virar uma armadilha. Além de “ter que” ser linda, superprofissional, boa mãe, ter parto normal, só faltava a mulher “ter que” sentir prazer ao parir: “A ideia é resgatar a naturalidade do parto e, assim, também a sexualidade inerente a ele. Mas idealizá-lo pode gerar frustração”, destaca Vera, seguida por Ana Cris, a doula: “É perigoso colocar o orgasmo como um objetivo”. Entenda-se: para permitir que o menor diâmetro da cabeça se molde para atravessar a pelve materna, o bebê costuma se virar em algum momento. “Ao passar pelo canal de parto (vagina), ele apoia a parte de trás da cabeça, o cocuruto, bem onde está o clitóris, para fazer um movimento rotativo e poder sair. Esse apoio se dá em uma região repleta de receptores de prazer. Além disso, a cabeça do bebê funciona como um rolo compressor, relaxando e tonificando os músculos da pelve”, explica o doutor Adaílton.
Professora da técnica corporal Alexander, Ana Thomaz, 42 anos, gargalhava durante as contrações: “Eu não acreditava que estava tendo um parto orgásmico! Já tinha ouvido falar nisso, mas não nutri nenhuma expectativa nesse sentido”, conta. Talvez tenha sido justamente essa falta de expectativa que a tenha levado a um parto prazeroso. “A gestante precisa buscar informações além dos consultórios. Muitos médicos desestimulam o desejo de um parto normal, então é melhor encontrar um profissional que abra o maior leque de possibilidades”, aconselha a psicanalista Vera.
Tão imprevisível quanto o prazer ao amamentar, capítulo seguinte ao parto, quando muitas mulheres se assustam ou se envergonham da sensação prazerosa que têm ao dar de mamar. “Por que a natureza colocou receptores de prazer no mamilo? A mama é para o filhote e a mulher deve, sim, sentir prazer. Todos esses hormônios que ela produz, a endorfina, a ocitocina, vão para o leite do bebê”, afirma Ana Cris, antes de concluir: “Mas a amamentação é politicamente correta, cena plácida, que recebe campanhas de incentivo. Mas prazer no parto? Como assim, é louca?”.

SEGREDO BEM GUARDADO

Após trabalhar por mais de duas décadas assistindo partos, a doula e educadora perinatal Debra Pascali-Bonaro percebeu que a mídia norte-americana tratava o nascimento como uma questão de emergência médica. “Por que ninguém falava sobre a natureza sensual do parto, do êxtase que ele pode proporcionar?” Começou, então, a falar do assunto para pequenos grupos de gestantes. Mas não estava satisfeita, queria contar para um grande número de pessoas. E foi dormindo que Debra teve o insight. “Tive um sonho com o filme e, quando acordei, tinha encontrado a fórmula!” Ao registrar o aspecto sexual do nascimento através da história de 11 casais que optaram pelo parto normal, o filme, intitulado Orgasmic Birth, causou comoção no circuito mundial de festivais quando foi lançado, em 2007. Foi exibido, inclusive, durante o Festival do Rio 2008. “Já rodou em 31 países. Não tinha ideia de que este seria um assunto de tanto interesse no mundo todo”, diz Debra. “Acho fundamental que os casais grávidos ouçam histórias de quem teve um parto prazeroso. Ao assistir ao filme, uma nova perspectiva se abre a quem espera uma criança. Brinco que o documentário revela um segredo bem guardado. Afinal, se a mulher não conhece suas opções, então ela não tem nenhuma.” Vai lá: www.orgasmicbirth.com

“SENTIA QUE TINHA VIRADO BICHO”
POR DANIELA BUONO*

“Passei dias trabalhando na edição de um vídeo que quase me enlouqueceu. No dia da entrega, fui ao banheiro e, de repente, chuáááá: ‘Caraca, a bolsa estourou!’. Fiquei aflita e chamei o editor. ‘Fala sério, Dani! Não tenho a menor ideia do que fazer numa hora dessas.’ Nem eu tinha. Fiquei lá mais um pouco, sentada, retomando as lições aprendidas nos últimos meses. Estava com 36 semanas e três dias, o que significava que minha bebê ainda estava prematura. O que seria do meu sonho de ter um parto natural? ‘80% a 90% de chance de ser um parto normal’, disse o médico. ‘Mas precisamos que você entre em TP (trabalho de parto) nas próximas 24horas’, completou. Flávio me pegou e fomos para a maternidade. Tomei um banho e me sentia tão feliz... Parecia que estava me preparando para casar. Tinha certeza de que daria tudo certo!
A doula me aconselhou a relaxar porque a adrenalina podia atrapalhar a ação da ocitocina, o hormônio que eu precisava produzir para começar o TP. As contrações já estavam fortes, mas suportáveis. Senti um imenso prazer por perceber que a hora estava chegando. Sentia dor, mas também prazer e muita emoção. A cada contração, uma força maior me atravessava. E essa força ia, pouco a pouco, me conectando a todas as minhas ancestrais, como se elas estivessem me contando um segredo. Procurava toda hora os olhos do Flávio, como se precisasse passar um pouco daquela energia pra ele.
Aí a dor aumentou muito e eu já não achava posição. Os gemidos aumentaram, eu estava começando a temer aquela dor. Parecia mais forte do que eu. Fui para o chuveiro e algo sobrenatural aconteceu: sentia que tinha virado bicho. Não havia mais razão, eu era puro instinto! Estava concentradíssima em me deixar abrir para o neném passar. Finalmente, dilatação total. Numa determinada contração, senti o tal anel de fogo, a bebê passando pela vagina. Fiz o dobro de força. Dei um grito e senti um enorme alívio: passou cabeça e corpo de uma vez. ‘Nasceu, Dâ! Nasceu a Maria Clara, meu amor!’, disse o Flávio, superemocionado. Na hora em que ela saiu, ele começou a gemer de êxtase...”

* Daniela Buono
, 35 anos, é jornalista, roteirista e diretora de vídeo. Além de Maria Clara, de 4 anos, é mãe de Bebel, de 1.
NATURAL?
POR DENISE GALLO*

O parto é um momento de intimidade. Intimidade da mulher com seu corpo, da mulher com seu parceiro, da mulher com seu bebê. Da mulher com seu médico, com o assistente do médico, com a enfermeira, a outra enfermeira, o anestesista, o fotógrafo, o cameraman e, eventualmente, a plateia de amigos e familiares emocionados, que se posta do lado de fora do vidro para ver o show da vida começar. A falta de privacidade é só um dos desafios da experiência. Há ainda que abstrair-se da luz forte, dos sons estranhos, dos instrumentos ameaçadores dispostos na bancada, do medo que o médico tenha outro compromisso etc. etc.
Mas não é sempre assim. Muitas mulheres fazem escolhas – aquelas que podem escolher – para contar com tempo, espaço e dinâmicas que cooperem com o desejo por uma experiência mais intimista e menos intervencionista, em que o corpo avance até o nascimento de forma natural. A busca pelo que é natural poderia ser um movimento simples, intuitivo… natural. Física e emocionalmente. Cada um a seu tempo, em contato com novas sensações, imprimindo seus próprios significados às experiências vividas. Mas as práticas naturais da vida também já foram colonizadas. Ao parto natural e à maternidade já foram coladas narrativas-modelo, ultraidealizadas, que dão forma ao que viver e sentir. Mulheres-deusas, no mínimo. Nas articulações desse mecanismo, um paradoxo: é preciso aprender a ser natural. Cursos, livros, terapias, produtos. Mas o que há tanto a aprender se é para ser natural? Ou seria mais o caso de desaprender? Desaprender, para resgatar a natureza feminina, essência de toda mulher? Aí começa um outro problema…

Ser mãe para ser mulher
A natureza feminina é um conceito perigoso. Dissemina-se na figura da mulher “misteriosa”, que poderá ser decifrada a partir dos seus hormônios. As feministas se dedicaram a desconstruir essa noção, lá no século passado, separando sexo biológico e gênero e mostrando que muitos dos comportamentos femininos tidos como “naturais” são, na verdade, produtos da cultura. Mas na mídia, por exemplo, o mito da natureza feminina sobrevive forte e saudável, em discursos pontuados por novíssimas pesquisas biomédicas ou por curiosas formulações evolucionistas. Nos domínios desse mito está o mais incisivo dos imperativos que recaem sobre a mulher: só é mulher de verdade aquela que é mãe. Não quer casar? Muito interessada em seu trabalho? Gostando da sua vida sem filhos? Tudo bem, tudo ótimo, mas aguarde, porque, no frigir dos óvulos, o relógio biológico vai cobrar a conta.
Parece rigoroso e cruel com aquelas que escolhem trilhar outros caminhos, desobedientes à tarefa de procriar. Precisamos aprender a refletir criticamente sobre os muitos discursos impositivos, sobre o que é ser mulher e como ser mulher. E, mais ainda, motivar esse pensamento crítico nas filhas dos partos naturais que um dia escolhermos, SE escolhermos ter.

* Denise Gallo
, 38, é sócia da Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br

12 de agosto de 2013

Parto Domiciliar Planejado: algumas coisas que talvez você não saiba - por Ana Cristina Duarte

ANA CRISTINA DUARTE, OBSTETRIZ PELA USP E INSTRUTORA EM CAPACITAÇÃO DE DOULAS, É COORDENADORA DO GRUPO DE APOIO À MATERNIDADE ATIVA (GAMA).


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Vejo muita gente dando palpite sobre parto domiciliar, especialmente profissionais de saúde, onde demonstram claramente que não fazem a menor ideia do que estão falando. Ouviram um pássaro cantar e já vão falando que é o Galo da Serra, sem nunca terem nem ouvido esse canto, muito menos visto a espécie. Achei por bem enumerar alguns fatos sobre o parto domiciliar planejado (PDP) que podem derrubar alguns mitos.


1) Qual gestante pode ter um PDP?
Gestantes saudáveis, com pré natal sem intercorrências, com um bebê único, posicionado, com mais de 37 semanas, com trabalho de parto espontâneo (não induzido)

2) Até onde vai o PDP? Ou até quando a gestante não pode mais mudar de ideia?
Vai até onde estiver seguro e sem intercorrência ou sem suspeita de possível intercorrência. Batimentos cardíacos fetais normais, mãe em boas condições. A qualquer sinal de possível intercorrência, a opção de retaguarda será acionada e o parto passa a ser hospitalar. A gestante pode mudar de ideia a qualquer momento e ir para o hospital para analgesia ou o que mais quiser.

3) Como se sabe que está tudo bem?
Através dos controles periódicos dos batimentos cardíacos do bebê e dos sinais vitais maternos, o que ocorre durante todo o trabalho de parto.

4) Como esteriliza a casa ou o quarto para o parto?
Isso não existe, nem no hospital, nem em casa. O que se faz no hospital é a limpeza da sala entre um parto e outro com materiais de limpeza, mas a única coisa que é esterilizada no hospital é o que entra em contato com o parto em sim, com as cavidades, cortes, etc. Em casa é a mesma coisa, o que for entrar em contato com "aberturas corporais" estará esterilizado. A questão que preocupa na contaminação hospitalar é o contato da gestante com virus e bactérias que causam doenças e que sempre estão presentes em ambientes hospitalares. Em casa essas bactérias não existem, não houve cirurgias anteriores, tratamento de doentes, nada disso. 

5) Mas e o pós-parto? Como fica a bagunça do parto? Quem cuida do bebê?
Após parto a equipe limpa toda a casa e elimina todos os vestígios do atendimento, materiais com sangue, restos, etc.. Com relação ao bebê, assim como no hospital, após ser examinado e vestido, ele fica sob cuidados dos pais em alojamento conjunto, o mesmo ocorre em casa. Os profissionais farão as visitas pós-parto e estão de prontidão para uma visita imediata durante toda a semana posterior ao parto.

6) Quem é o profissional que atende esses PDP?
Enfermeiras obstetras, obstetrizes e médicos podem atender esses partos. Doulas não podem atender partos, elas podem dar assistência emocional, apoio, mas não atendem os partos. As equipes são compostas pelo menos de um profissional desses anterioremente citados, podendo chegar a três profissionais, sendo que todos são capacitados para o atendimento de emergências obstétricas e reanimação neonatal

7) Quais procedimentos podem ser feitos num PDP?
Nenhum procedimento. Para acelerar, induzir, usar fórceps, etc, a gestante é levada ao hospital.

8) O que esses médicos/enfermeiras/obstetrizes levam para o atendimento em casa?
Todo o material estéril (agulhas, seringas, campo estéril para sutura, agulha de sutura, anestésico local, material de sutura, luvas, antisséptico, etc).
Todo o material de reanimação neonatal (tapete aquecido, ambu, máscara, cilindro de oxigênio, material de aspiração, material de transferência, etc).
Todo o material para emergência pós-parto materna (soro, material de punção venosa, drogas anti-hemorrágicas, etc).

9) Tem ambulância na porta?
Não, nenhum país que tem atendimento de parto domiciliar tem ambulância na porta. Essa é apenas mais uma lenda urbana sobre parto em casa.

10) E se acontecer alguma coisa?
Vamos separar o que seria esse "alguma coisa", para facilitar.

a) Com o bebê: se precisar de reanimação, reanima-se em casa, como numa sala de parto qualquer, com ventilação positiva. São as mesmas técnicas e materiais. Mas e se for tão grave que precisar adrenalina? Bebês saudáveis, de pré natal saudável, em partos naturais de termo sem intervenção não necessitam adrenalina. Olhe retrospectivamente para todos os casos de adrenalina e você verá que eram partos prematuros, ou bebês doentes, ou partos absurdamente medicalizados. Se ele tiver alguma malformação inesperada e grave, ele será mantido sob ventilação e transferido para um hospital com UTI neonatal, tal qual se faz em qualquer hospital ou cidade onde não existe UTI neonatal.

b) Com o parto: se for parto pélvico de surpresa, deixa-se nascer com as técnicas normais de parto pélvico; se for distócia de ombros, resolve-se igualmente com as mesmas manobras hospitalares; se precisa de fórceps é porque já era um parto complicado, transfere-se ao longo do parto; se os batimentos não forem bons, transfere-se; se houver mecônio em baixa quantidade e batimentos normais, aguarda-se o parto; se houver muito mecônio ou batimentos anormais, transfere-se.

c) No pós parto: se houver hemorragia, corrige-se com ocitocina, ergotrate e reposição de líquido; placenta retida, transfere-se para remoção no hospital; atonia uterina não é uma entidade de partos normais sem medicalização, mas em tese tranfere-se também. Se houver laceração, os três profissionais têm autorização, técnica e material para suturar sob anestesia local em casa.

11) E dá tempo de resolver?
Os estudos internacionais sobre PDP com equipe experiente mostram que o risco de mortalidade/morbidade não muda em casa ou no hospital e que o PDP é uma opção segura para gestantes de baixo risco. Isso não quer dizer que nada pode acontecer. Mesmo em países com baixíssima taxa de mortalidade, cerca de 1 a cada 500 bebês não viverá fora do útero. E isso poderá acontecer em casa, no hospital, no Brasil, na Dinamarca, nos Estados Unidos.

12) Mas estar no hospital não faz tudo ser bem mais rápido?
Na prática e em geral não. Tirando raras exceções, uma cesariana "de emergência" vai ocorrer num prazo aproximado de 30 minutos, às vezes até 1 hora, às vezes mais. A maioria dos hospitais brasileiros não possui anestesista de plantão, ou não há um disponível e livre o dia todo, nem mesmo uma sala de cesariana pronta e reservada. A idéia de que o hospital é um lugar onde tudo está pronto e disponível é irreal e mora mais no imaginário popular do que no bloco cirúrgico.

Mais informações sobre PDP: