18 de janeiro de 2012

A Criança Terceirizada - por Dr. José Martins Filho


Cena muito triste de se ver...
Muito boa entrevista com o Dr. José Martins Filho, pediatra. Ele fala da importância dos pais estarem mais presentes para os filhos, e das consequências de suas crianças serem criadas por outras pessoas. Esta entrevista foi disponibilizada no grupo do facebook. Segue a entrevista:

A CRIANÇA TERCEIRIZADA
  
Para alguns são monstrinhos: superativos, mal-educados, incapazes de lidar com frustrações e cheios de caprichos. Para outros, uma legião de pequenos emocionalmente desamparados que, mesmo longe das ruas, sofrem um abandono silencioso dentro de casa. Cabe aos pais evitar esse erro.

O pediatra José Martins Filho viu passar por seu consultório uma verdadeira revolução social nessas últimas décadas. Embora faça questão de acentuar seu apoio às conquistas femininas, ele tem saudades do tempo em que as crianças iam às consultas levadas pelas mães. "Hoje, é comum receber bebês acompanhados apenas da empregada", lamenta. O fenômeno é tema de seu livro A Criança Terceirizada (Ed. Papirus), no qual ele avalia os prejuízos causados pela ausência dos pais nos cuidados com os filhos. Avô duas vezes, Martins lecionou por 35 anos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente é pesquisador do Centro de Investigação em Pediatria. Já nos anos 1980, foi pioneiro no incentivo ao aleitamento materno no país, numa época em que as mamadeiras imperavam, e é autor de uma vasta produção científica, que inclui nove livros publicados.
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1. - Qual é o futuro das crianças terceirizadas? É possível educar quando se tem pouco contato? 
José Martins Filho: Não. Tanto que muitos pais ausentes são dominados pelos filhos de 2 ou 3 anos. Sentem uma culpa enorme pela ausência e, quando ficam junto da criança, tentam compensá-la dizendo sim a tudo. Também é freqüente o que eu chamo de estilo "geléia com pimenta". Os pais são permissivos e os pequenos começam a testar os limites. Como não há regras claras, eles extrapolam até o adulto perder o controle e mostrar seu lado pimenta. Aí, os pais explodem, gritam, ameaçam, partem para o castigo físico. 
Depois se arrependem e voltam à forma doce e mole. Essa gangorra emocional é sempre terrível e favorece a formação de adultos que se julgam onipotentes. Outro efeito negativo da terceirização diz respeito à colocação de limites. Avós, babás, professores, empregadas podem cuidar, mas eles não têm plena autoridade e, muitas vezes, seus valores não coincidem com os da família. Pais que amam impõem limites e ensinam a respeitar os outros desde cedo.
  2. - Seu livro fala do abandono que pode acontecer dentro de casa, com crianças que aparentemente têm todos os recursos para se desenvolver bem.
 José Martins Filho: De fato e um tipo de abandono silencioso, que não sai nos jornais, mas acontece todos os dias. Um pediatra experiente percebe os sinais: os bebês se machucam e adoecem com freqüência, vão ao consultório com empregados... Outro indício são os pais que reclamam muito da criança e demonstram total impaciência. Alguns chegam a dizer que o bebê é um "chato". O problema não é o filho. São os pais, que não estão sabendo corresponder ao seu papel. Agem como se fosse possível ligar o botão da paternidade pela manhã, brincar um pouquinho, fazer um bilu-bilu e desligar. Mas não é assim. Criança pede atenção, chora, fica doente, exige e, sobretudo, precisa de afeto para se desenvolver. Quem decide ter um filho deve lembrar que, por algum tempo, não vai dar para cair na balada, esticar o chope com os amigos ou fazer hora extra todos os dias.
3. - Existe uma idéia "romantizada" sobre ter filhos?
José Martins Filho: Parece que sim. Além disso, falta encarar o fato de que nem todos nascem para ser pais. A sociedade precisa romper o tabu que faz os casais se sentirem na obrigação de ter um bebê. É melhor não ter filhos do que não se dedicar a eles com carinho e maturidade.
 4. - Toda ajuda de terceiros é prejudicial?
José Martins Filho: Pelo contrário. O apoio de profissionais e pessoas da família é bem-vindo e necessário, especialmente quando se tem um bebê em casa. O que não deve acontecer é a substituição da mãe por babás e outros profissionais. Já vi muitas mulheres que, mesmo no seu tempo livre, delegam os filhos a outras pessoas. Não é de espantar que, quando sofrem uma queda ou têm um pesadelo, essas crianças vão buscar conforto no colo da babá e não no da mãe.
5. - Isso deve causar ciúmes nas mães e confusão para as crianças, não?
José Martins Filho: Sim. Quando se dão conta da profundidade do vínculo que o bebê estabeleceu com a babá, muitas mulheres até despedem a profissional. Conheço crianças que, em dois anos, já tiveram de estabelecer ligações com cinco cuidadoras diferentes... A mãe biológica fica enciumada e substitui as babás. É uma violência com o bebê. Não dá para ignorar que ser mãe implica doar tempo à criança, participar de sua vida, confortar nos momentos difíceis.
 6.- Muitas mulheres passam a maior parte do tempo fora porque trabalham e seu salário é fundamental para sustentar a casa. Por que a responsabilidade com os bebês recai principalmente sobre os ombros femininos?
José Martins Filho: Não quero colocar a culpa nas mulheres, mas não dá para ignorar a importância da mãe nos primeiros anos. Para Winnicott (Donald Woods Winnicott, 1896-1971, famoso pediatra e psicanalista inglês), a capacidade de ser feliz de um ser humano pode depender de apenas uma pessoa e de um tempo. A pessoa é a mãe. O tempo é a infância - em especial, o primeiro ano. Nos primeiros três meses, o pai é importante, mas o bebê necessita da segurança e da proximidade da mãe. Só a partir dos 6 meses, ele começa a se relacionar com os outros. Sou um defensor dos direitos femininos e acho que está na hora de repensar a questão da maternidade como um direito a ser conquistado.
 7. - O direito a acompanhar de perto o crescimento e a educação dos filhos, então, seria uma bandeira em tempos de pós-feminismo?
José Martins Filho: (risos) Exatamente. Cabe à sociedade encontrar formas de garantir esse direito sem obrigar as mães a abrir mão dos seus outros papéis. Isso é fundamental para termos gerações de crianças mais felizes e bem-educadas no futuro.
8. - Oficialmente, a licença-maternidade no Brasil ainda é de quatro meses... Como preservar o vínculo com o bebê na volta ao trabalho?
 José Martins Filho: Aconselho a mãe a usar todos os seus direitos para ficar o maior tempo possível com o filho. Ela pode, por exemplo, unir a licença-maternidade a um mês de férias, solicitar os 15 dias adicionais de licença-amamentação e, na volta ao trabalho, negociar com o empregador um horário mais flexível ou até a possibilidade de levar o bebê junto, em um carrinho ou uma cesta, onde ele fique confortável e próximo. Profissionais liberais sempre têm a alternativa de planejar melhor a agenda e diminuir a carga de trabalho nos primeiros meses. Já vi muitas médicas e advogadas que vão trabalhar levando o filho. Nem sempre é fácil, mas vale a pena tentar.
 9. - Por que está cada vez mais difícil o estabelecimento dos vínculos familiares?
 José Martins Filho: Os costumes mudaram rapidamente e a sociedade atual privilegia o individualismo. Do antigo convívio em volta do rádio, as famílias passaram a se organizar ao redor da TV, todos voltados para a tela. Com o computador, as relações familiares se despersonalizam ainda mais. Conheço pais que falam com os filhos por e-mail, estando na mesma casa. A tecnologia e os seus avanços são ótimos, mas não devem substituir o contato pessoal. A supervalorização do consumo, do poder econômico e da fama sem mérito são outras distorções.
A mulher é pressionada a ter como prioridade manter-se sexy, bonita e malhada. Com esses valores, por que alguém se sentiria estimulado a doar tempo de sua vida a uma criança? Outro dia, no consultório, uma mãe começou a se queixar das suas obrigações econômicas. "Preciso ganhar dinheiro para manter dois carros e os celulares. Tem o meu e o do meu filho. E as contas são altas!", ela dizia. Não sei se consegui, mas procurei abrir os olhos dessa mãe. Será que vale a pena trocar mais tempo com o filho por um celular? Garanto que o menino precisa mais da presença dela do que de um telefone... Crianças amadas e educadas com a presença sólida dos pais certamente têm mais chances de se tornarem adultos felizes e realizados no futuro.
10. - Preenchendo as ausências - Se os pais passam cada vez mais tempo longe dos filhos, quem os educa?
 José Martins Filho: Para os canadenses Gordon Neufeld, psicólogo especializado em desenvolvimento infantil, e o médico Gabor Maté, a influência de colegas, ícones jovens e primos vem se tornando mais determinante na formação dos pequenos do que os modelos fornecidos pelos adultos. É o que os especialistas chamam de "educação por pares" - fenômeno que enfraquece a família. Segundo os autores, uma criança só procura as referências dos pais se uma forte ligação entre eles foi estabelecida.

"Para uma criança se mostrar disposta a ser educada por um adulto, é preciso que ela tenha um vínculo com ele, queira manter contato e se tornar próxima", destacam os especialistas em seu livro Pais Ocupados, Filhos Distantes - Investindo no Relacionamento (Melhoramentos). Se tudo corre bem, essa proximidade emocional com o bebê se transformará em intimidade psicológica ao longo dos anos. Mas é preciso cultivá-la. - Deixe fotos e lembranças que evoquem momentos felizes de convivência estrategicamente colocadas em quarto, sala, próximas do computador. - Escreva bilhetinhos-surpresa reafirmando seu amor. Ponha-os no lanche, no meio do caderno, debaixo do travesseiro. - Coloque no berço do bebê uma peça de roupa com o seu cheiro. - Se viajar, mostre mapas e fotos de onde vai estar e ligue todo dia.

http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/pais-ausentes-424955.shtml

17 de janeiro de 2012

Sublime amor de mãe: Sebo Sorteio

Sublime amor de mãe: Sebo Sorteio: Sou uma devoradora de livros, gosto muito de ler, isso faz com que eu tenha muitos livros. Este final de semana uma amiga muito querida me d...

16 de janeiro de 2012

Encontro do GAPP Luz da Vida- 15/01/2012

Neste ultimo domingo, dia 15/01/2012, ocorreu o encontro mensal do Grupo Luz da Vida, no Espaço Bem Zen. Estavam presentes a Jeane, que é jornalista da Bebê & Cia, e irmã de causa. Nossa parceira Ana Luísa Chemello, instrutora de yoga, dona do espaço. E tivemos a grata surpresa, da mamãe Rose com sua filha Giovana de 3 meses.
Neste encontro assistimos o vídeo da Dra. Melania Amorim, no qual ela apresenta seu projeto, o ISEA, no qual se acolhe as parturientes, de uma maneira Humanizada, com muito carinho e atenção. Depois trocamos idéias, e falamos um pouco do cenário de parto e nascimento, aqui em Gravataí.
As horas passaram voando, mas foi uma tarde deliciosa, com biscoito de côco e chá de anis.





Falsos alarmes para o parto


Você está tão ansiosa para ver o rostinho do seu filho que vai achar que essa hora chegou várias vezes. Veja as situações mais comuns e o que fazer.

Ninguém me contou...

...que eu teria (muitos) falsos alarmes
Você está tão ansiosa para o seu bebê nascer que vai achar que essa hora chegou diversas vezes. Veja as situações mais comuns e o que fazer: 
Tetra Images
Calcinha molhada: pode ser um sinal que a bolsa estourou, mas pode ser também apenas corrimento vaginal. Troque de calcinha ou ponha um absorvente e fique deitada, em repouso. Se for corrimento (tem cheiro de leite azedo e é esbranquiçado), não vai acontecer nada. Se for líquido (cheira a água sanitária e lembra água de coco), vai vazar. Vá para o hospital.
Contrações: se não forem acompanhadas de dor ou ritmadas, acalme-se. São as chamadas contrações de Braxton Hicks, comuns no fim da gestação, e causam desconforto, uma espécie de cãibra.
Sangramento: pode ser o tampão mucoso, que sai até dez dias antes do parto, ou um sangramento mesmo, com sangue vermelho vivo e o fluxo maior ou igual ao de menstruação. Nos dois casos, ligue para o seu médico.
Movimentos fetais: eles diminuem a partir da 38ª semana. Sempre depois que você comer, o bebê vai se mexer. Se você acha que ele está muito parado, fale com o obstetra.
Fonte: Ana Paula Junqueira Santiago, ginecologista e obstetra do Hospital São Camilo (SP) falsos alarmes

12 de janeiro de 2012

Pensamento da posição


Retirado do blog Doula em Pensamento.



Aqui é um estudo sobre posições favoráveis ao parto. Estudo baseado no livro A Doula no Parto, de Fadynha. Bom para compreender o funcionamento do corpo no parto e como auxiliá-lo.
boa leitura.

Sentar no vaso sanitário:
bom para descomprimir o assoalho pélvico.

Balanço:
na cadeira de balanço, na bola de pilates e ao mesmo tempo receber massagem nas costas.

Compressa na lombar:
bolsa térmica com suporte de velcro.

Rolo na lombar:
de madeira ou garrafa de água mineral com gelo.

Contrapressão:
pressão bem forte com o punho ou palma da mão na lombar durante as contrações.

Dupla compressão:
palmas posicionadas nas laterais dos quadris.

Massageadores:
em toda as costas.

Puxo com o rebozo:
pano para a parturiente se agarrar ou se pendurar  para direcionar o puxo.
(puxo: vontade de fazer força de expulsão do bebê)

Sentada na bola:
na descida do bebê sentar na bola de pilates para massagear o assoalho pélvico.

Sentada ao contrário na cadeira:
para relaxar e aliviar a dor.

Semi-deitada:
na cama com as costas em almofadas.
nem deitada, nem sentada com as pernas semi-flexionadas.
a doula pode fazer do-in no meio da testa.

Deitada de lado com perna elevada:
bom para fazer com que o bebê se posicione corretamente dentro da barriga da mãe e proporcionar a mãe relaxamento.

Deitada de barriga para cima  sobre rebozo:
a doula passa o rebozo aberto nas costas da parturiente e balança o quadril de um lado para outro.
eleva o quadril.
descanso da coluna.

Peito no chão com rebozo:
a parturiente fica de quatro, peito no chão, rebozo sob a barriga da gestante e o puxa, deixando-a com as nádegas bem elevadas.
aliviar a dor na barriga e rotação do bebê.

De joelho no peito:
ficar de quatro sentando sobre os pés enquanto alonga os braços à frente, peito encostado no chão.   

Quatro apoios:
manobra de Gaskin (parteira americana Iná May Gaskin).= facilitar a rotação do bebê que está com distócia de ombro.
distócia de ombro = dificuldade da passagem do ombro da criança após a passagem de sua cabeça pela sínfise púbica.
sínfise púbica = articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia, que é composta pelo sacro e cóccix e dois ossos do quadril, que por sua vez, cada osso, é composto por três ossos compactados: ílioísquio e o osso púbico.          

De cócoras no colo:  
a parturiente senta de frente, no colo da doula, abraçando-a. durante a contração a doula separa bem os joelhos e deixa a nádegas da grávida descer, ficando de cócoras no ar, com os pés fora do chão.
no intervalo das contraçãoes a doula fecha as pernas e a parturiente volta à posição inicial.
posição boa para relaxar e abrir a bacia de modo que facilita a descida do bebê.

De cócoras com o apoio do marido e duas doulas:
marido de pé segurando as axilas, as doulas com seus braços entrelaçados atrás das costas e com as outras mãos pressionando o quadril.
facilita a descida do bebê e proporciona conforto emocional.

Cócoras sustentada alta:
a parturiente acocorada com suas axilas apoiadas.
doula sentada na cama.
pode também segurar no pescoço da doula.
posição boa para alongar e facilitar a descida do bebê.

De cócoras:
essa posição já abre 4cm de passagem para o bebê, de acordo com o obstetra Cláudio Paciornick

Borboleta:
balançar as pernas durante as contrações.
proporciona relaxamento dos ligamentos pélvicos, provocando uma dilatação mais rápida.
intensifica as contrações.

Andar de patos:
estimular o trabalho de parto, abertura pélvica e descida do bebê.

Namaskar:
parturiente agachada dando as mãos para a doula, projeta o peso para um lado e depois para o outro.
proporciona abertura pélvica e estímulo às contrações.

Rotação pélvica:
rotação durante as contrações, bambolê.
facilita a descida, auxilia no encaixe do bebê e alivia a dor lombar.

Andar abraçada ao companheiro:
ajuda na progressão do parto e dá apoio físico e emocional.

Em pé com apoio:
a parturiente relaxa totalmente apoiada na doula, fazendo um balancinho com o corpo como numa dança.
a doula massagea a lombar enquanto isso.
relaxa, alivia e auxilia na descida do bebê.

Caminhar :
é bom , muito bom, para encaixar o bebê.

11 de janeiro de 2012

Tampão mucoso??


google imagem
Muitas gestantes desconhecem o que é e para que serve. Bem, o tampão é um secreção gelatinosa, espessa, no qual pode vir com sangue, pode parecer como clara de ovo, gelatina incolor, ou pode ser (como aconteceu comigo), uma geléia marrom. Ele fica no colo do útero, bloqueando a entrada deste e serve assim de proteção ao feto frente a todos os germes e bactérias que colonizam a vagina, evitando a infecção das membranas amnióticas. 

Nas ultimas semanas de gestação,  o colo começa a ficar fino e dilatar em preparação para o parto, o que pode ocasionar a saida do tampão mucoso. Ele pode sair aos poucos ou todo de uma vez, numa quantidade de uma colher de sopa, mais ou menos.
google imagem
ATENÇÃO!! A saída do tampão não indica que o trabalho de parto começou, mas que esta próximo, e também não é motivo para ansiedade. Não existe risco para o bebê. Existem mulheres que no dia seguinte começaram com as contrações, outras que depois de 1 semana entraram em TP (como no meu caso) e também já li relatos de mulheres, que 2 semanas após da saida do tampão entraram em TP.

Ana Luisa
a Doula Nutri

6 de janeiro de 2012

Como se preparar para uma experiência positiva de parto


Ótimo texto da doula Drika Cerqueira. Informações ótimas para tornar seu parto a melhor experiência possível!!




Infelizmente, aqui no Brasil é muito importante a mulher quando engravida, se preparar para o parto. Não basta apenas deixar a gravidez rolar e fazer enxoval. Precisa de muita, muita informação mesmo, principalmente, se não quiser fazer uma cesárea.

Abaixo listo alguns itens importantes para se pensar
:

1. Escolha bons profissionais
Obstetra - A escolha do profissional é muito importante para o sucesso do planejamento de parto. A grande maioria dos obstetras não está preparada para o parto normal, seja pela formação que tiveram na faculdade ou por medo de processos judiciais ou até mesmo por questões financeiras.
É importante e necessário pesquisar com cuidado. Caso você já tenha um ginecologista, comece a fazer perguntas sobre parto desde o começo, assim você poderá trocar de médico o quanto antes.
Além do quesito parto, é importante também, verificar qual a sua abordagem pré-natal, se é medicalizada ou natural. A gestação é um evento saudável na maioria das mulheres. Estar grávida, por si só, já é um sinal de saúde e vitalidade.
Parteira – geralmente são qualificadas para o atendimento ao parto de baixo risco e intervêm menos no processo de nascimento, mas elas só atuam em casas de parto e domiciliar. Em hospitais elas fazem apenas um apoio especializado ao médico e são responsáveis na triagem por examinar a parturiente e passar para o medico as informações.
Doula – São mulheres com experiência em nascimento, que oferece apoio físico e emocional continuado, além de informações e suporte para as mães antes, durante e após o nascimento. Você poderá encontrar uma doula no www.doulas.com.br
Pediatra Neonatologista são pediatras especializados em receber os bebês recém-nascidos, especialmente nos partos hospitalares. Alguns hospitais permitem que a família traga o de sua escolha, alguns cobram um taxa para isso, mas com isso é possível proporcionar uma nascimento mais suave e com menos intervenções para seu bebê.
2. Escolha o local para o parto
As opções são:
Maternidade pública – Procure um hospital Amigo da Criança ou um que tenha programa de humanização de parto.
Maternidade privada – Dê preferência para maternidades que tenham salas de parto ou “delivery”. Essas salas têm uma estrutura melhor para o parto natural. Também verifique se eles permitem doula. Em São Paulo a melhor opção é o São Luiz, seguido de Santa Catarina e Einstein.
Casa de parto de Sapopemba – é a única que existe em São Paulo. (http://casadepartodesapopemba.blogspot.com). Só aceitam gestantes de baixíssimo risco. O parto é feito por enfermeiras obstetras e em caso de complicação a ambulância que fica na porta transfere para uma maternidade pública próxima ao local. A triagem para aceitação é feita com 35/36 semanas.
Domiciliar - O parto em casa que se preconiza nesta chegada do 3º milênio concilia tecnologia; sonar; oxigênio, material de ressuscitação para o recém nascido etc., com um ambiente acolhedor e intimo que favoreça a mulher a encontrar suas próprias raízes e a partir delas o seu trabalho de parto. Para o bebê este ambiente familiar, será igualmente favorável, pois seu corpo já está adaptado aos microorganismos domésticos eliminando assim os riscos das infecções hospitalares. Os estudos do obstetra francês Michel Odent demonstram claramente que o ambiente pode facilitar ou dificultar todo o processo de parto e nascimento.
O mais importante na escolha do parto em casa é ser uma gestação de baixo risco e a mãe estar totalmente segura de suas escolhas. O medo acaba sendo o maior inimigo do parto domiciliar.
O parto domiciliar pode ser acompanhado por parteira ou médico.
3. Escolha os acompanhantes
A presença do companheiro ou de qualquer outro acompanhante que seja do desejo da gestante, é de extrema importância para a melhoria dos resultados perinatais. Não aceite dar à luz sem a presença de um ente querido. Isso é lei.
Procure ter ao seu lado pessoas que estão de acordo com suas escolhas em relação ao parto, pessoas que te apoiarão e não te deixarão mais ansiosa.
O pai quando bem conduzido e orientado é o melhor suporte emocional e afetivo para a grávida. Além disso, a experiência viva da paternidade tem a potencialidade de fortalecer os vínculos deste novo pai com o recém-nascido, assim como estreitar os laços amorosos com sua companheira.
4. Busque informações
As educadoras perinatais independentes têm um bom comprometimento com as gestantes e podem ajudar a encontrar bons médicos e dar boas dicas para um parto positivo, além de fazer toda a preparação para o parto e maternidade dispensando cursos de hospitais que geralmente são fracos.
Também é de fundamental importância que além disso, a mulher (casal) se informe, busque as alternativas, leia livros especializados, freqüente grupos de apoio* e participe de listas de discussão**
Alguns livros interessantes:
· Memórias do Homem de Vidro – Reminiscências de um Obstetra Humanista – Ricardo Jones
· O renascimento do parto – Michel Odent
Grupo de Apoio ao Parto Nove Luas/Casa Moara/Barriga Boa
Encontros onde gestantes, casais grávidos, pais e mães recentes podem tirar suas dúvidas em relação à gravidez e parto, compartilhar experiências, medos e ansiedades com outras mulheres e casais que desejam ter ou já tiveram partos ativos. Pode levar acompanhante, bebê, familiar, amiga grávida ou aspirante.
ORGANIZAÇÃO: Núcleo Nove Luas, Casa Moara, Primaluz - Parteiras Contemporâneas e Barriga Boa
COORDENADORAS RESPONSÁVEIS: Drika Cerqueira, Katia Barga, Priscila Cavalcanti, Marcelly, Márcia Koiffman e Dr. Jorge Kuhn
QUANDO: Toda 4a. feira das 20h às 22h e todo último sábado do mês das 10h30 às 12h30
ONDE: Casa Moara: R. Guararapes, 634 – Brooklin Paulista - Sala com ar condicionado.
INFORMAÇÕES: 3791-1211 / 8911-6804 / 5096-2318 / contato@nucleonoveluas.com.br
Alguns sites que valem à pena:
http://www.xoepisio.blogger.com.br - Bartira Carvalho e Ciça Donner
http://www.partodoprincipio.com.br - Parto do Princípio
http://www.amigasdoparto.com.br Ana Cristina Duarte, Angelina Pita, Andrea Prado
http://gravidezativa.com.br – Ginástica para gestante e pós-parto
http://casamoara.com.br – Espaço dedicado a gestante
www.aleitamento.com - Prof. Marcus Renato de Carvalho
www.aleitamento.org.br - ONG Origem: Grupo de Apoio e Promoção ao Aleitam. Materno
www.amigasdopeito.org.br - Amigas do Peito
www.cantinhodamamae.com.br - Locação e venda de produtos relacionados à amamentação
http://www.bethecozza.com.br/ - Atendimento em naturopatia para gestantes

http://www.babyyoga.com.br - Yoga para gestante
5. Prepare-se fisicamente
Exercícios físicos
Os exercícios no geral são importantes por uma questão de qualidade de vida. Algum exercício é recomendável, nem que sejam caminhadas diárias de 20/30 minutos.
Você também pode optar por exercícios na água como a hidroginástica, hidroterapia e natação. Esses além de serem ótimos para o sistema cardio-pulmonar também são de baixo impacto.
Yoga e alongamento são excelentes opções para quem não costuma se exercitar com freqüência e dão especial elasticidade, que pode ser útil no parto. Com a presença do hormônio relaxina, os ligamentos ficam mais maleáveis e fáceis de serem trabalhados.
O importante é mexer o corpo... Também é aconselhável ter maior percepção corporal, sentindo e adaptando as posturas conforme a gravidez avança. Assim dimunui-se as chances de dores musculares.
Fonte: http://douladrikacerqueira.blogspot.com/2011/02/como-se-preparar-para-uma-experiencia.html 

1 de janeiro de 2012

FELIZ 2012!!

Lindo vídeo com mensagem de fim de ano!!! Desejo a todos os meus leitores muito Paz, Amor e Saúde!! Muita Luz!!! FELIZ ANO NOVO!!!