12 de janeiro de 2012

Pensamento da posição


Retirado do blog Doula em Pensamento.



Aqui é um estudo sobre posições favoráveis ao parto. Estudo baseado no livro A Doula no Parto, de Fadynha. Bom para compreender o funcionamento do corpo no parto e como auxiliá-lo.
boa leitura.

Sentar no vaso sanitário:
bom para descomprimir o assoalho pélvico.

Balanço:
na cadeira de balanço, na bola de pilates e ao mesmo tempo receber massagem nas costas.

Compressa na lombar:
bolsa térmica com suporte de velcro.

Rolo na lombar:
de madeira ou garrafa de água mineral com gelo.

Contrapressão:
pressão bem forte com o punho ou palma da mão na lombar durante as contrações.

Dupla compressão:
palmas posicionadas nas laterais dos quadris.

Massageadores:
em toda as costas.

Puxo com o rebozo:
pano para a parturiente se agarrar ou se pendurar  para direcionar o puxo.
(puxo: vontade de fazer força de expulsão do bebê)

Sentada na bola:
na descida do bebê sentar na bola de pilates para massagear o assoalho pélvico.

Sentada ao contrário na cadeira:
para relaxar e aliviar a dor.

Semi-deitada:
na cama com as costas em almofadas.
nem deitada, nem sentada com as pernas semi-flexionadas.
a doula pode fazer do-in no meio da testa.

Deitada de lado com perna elevada:
bom para fazer com que o bebê se posicione corretamente dentro da barriga da mãe e proporcionar a mãe relaxamento.

Deitada de barriga para cima  sobre rebozo:
a doula passa o rebozo aberto nas costas da parturiente e balança o quadril de um lado para outro.
eleva o quadril.
descanso da coluna.

Peito no chão com rebozo:
a parturiente fica de quatro, peito no chão, rebozo sob a barriga da gestante e o puxa, deixando-a com as nádegas bem elevadas.
aliviar a dor na barriga e rotação do bebê.

De joelho no peito:
ficar de quatro sentando sobre os pés enquanto alonga os braços à frente, peito encostado no chão.   

Quatro apoios:
manobra de Gaskin (parteira americana Iná May Gaskin).= facilitar a rotação do bebê que está com distócia de ombro.
distócia de ombro = dificuldade da passagem do ombro da criança após a passagem de sua cabeça pela sínfise púbica.
sínfise púbica = articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia, que é composta pelo sacro e cóccix e dois ossos do quadril, que por sua vez, cada osso, é composto por três ossos compactados: ílioísquio e o osso púbico.          

De cócoras no colo:  
a parturiente senta de frente, no colo da doula, abraçando-a. durante a contração a doula separa bem os joelhos e deixa a nádegas da grávida descer, ficando de cócoras no ar, com os pés fora do chão.
no intervalo das contraçãoes a doula fecha as pernas e a parturiente volta à posição inicial.
posição boa para relaxar e abrir a bacia de modo que facilita a descida do bebê.

De cócoras com o apoio do marido e duas doulas:
marido de pé segurando as axilas, as doulas com seus braços entrelaçados atrás das costas e com as outras mãos pressionando o quadril.
facilita a descida do bebê e proporciona conforto emocional.

Cócoras sustentada alta:
a parturiente acocorada com suas axilas apoiadas.
doula sentada na cama.
pode também segurar no pescoço da doula.
posição boa para alongar e facilitar a descida do bebê.

De cócoras:
essa posição já abre 4cm de passagem para o bebê, de acordo com o obstetra Cláudio Paciornick

Borboleta:
balançar as pernas durante as contrações.
proporciona relaxamento dos ligamentos pélvicos, provocando uma dilatação mais rápida.
intensifica as contrações.

Andar de patos:
estimular o trabalho de parto, abertura pélvica e descida do bebê.

Namaskar:
parturiente agachada dando as mãos para a doula, projeta o peso para um lado e depois para o outro.
proporciona abertura pélvica e estímulo às contrações.

Rotação pélvica:
rotação durante as contrações, bambolê.
facilita a descida, auxilia no encaixe do bebê e alivia a dor lombar.

Andar abraçada ao companheiro:
ajuda na progressão do parto e dá apoio físico e emocional.

Em pé com apoio:
a parturiente relaxa totalmente apoiada na doula, fazendo um balancinho com o corpo como numa dança.
a doula massagea a lombar enquanto isso.
relaxa, alivia e auxilia na descida do bebê.

Caminhar :
é bom , muito bom, para encaixar o bebê.

11 de janeiro de 2012

Tampão mucoso??


google imagem
Muitas gestantes desconhecem o que é e para que serve. Bem, o tampão é um secreção gelatinosa, espessa, no qual pode vir com sangue, pode parecer como clara de ovo, gelatina incolor, ou pode ser (como aconteceu comigo), uma geléia marrom. Ele fica no colo do útero, bloqueando a entrada deste e serve assim de proteção ao feto frente a todos os germes e bactérias que colonizam a vagina, evitando a infecção das membranas amnióticas. 

Nas ultimas semanas de gestação,  o colo começa a ficar fino e dilatar em preparação para o parto, o que pode ocasionar a saida do tampão mucoso. Ele pode sair aos poucos ou todo de uma vez, numa quantidade de uma colher de sopa, mais ou menos.
google imagem
ATENÇÃO!! A saída do tampão não indica que o trabalho de parto começou, mas que esta próximo, e também não é motivo para ansiedade. Não existe risco para o bebê. Existem mulheres que no dia seguinte começaram com as contrações, outras que depois de 1 semana entraram em TP (como no meu caso) e também já li relatos de mulheres, que 2 semanas após da saida do tampão entraram em TP.

Ana Luisa
a Doula Nutri

6 de janeiro de 2012

Como se preparar para uma experiência positiva de parto


Ótimo texto da doula Drika Cerqueira. Informações ótimas para tornar seu parto a melhor experiência possível!!




Infelizmente, aqui no Brasil é muito importante a mulher quando engravida, se preparar para o parto. Não basta apenas deixar a gravidez rolar e fazer enxoval. Precisa de muita, muita informação mesmo, principalmente, se não quiser fazer uma cesárea.

Abaixo listo alguns itens importantes para se pensar
:

1. Escolha bons profissionais
Obstetra - A escolha do profissional é muito importante para o sucesso do planejamento de parto. A grande maioria dos obstetras não está preparada para o parto normal, seja pela formação que tiveram na faculdade ou por medo de processos judiciais ou até mesmo por questões financeiras.
É importante e necessário pesquisar com cuidado. Caso você já tenha um ginecologista, comece a fazer perguntas sobre parto desde o começo, assim você poderá trocar de médico o quanto antes.
Além do quesito parto, é importante também, verificar qual a sua abordagem pré-natal, se é medicalizada ou natural. A gestação é um evento saudável na maioria das mulheres. Estar grávida, por si só, já é um sinal de saúde e vitalidade.
Parteira – geralmente são qualificadas para o atendimento ao parto de baixo risco e intervêm menos no processo de nascimento, mas elas só atuam em casas de parto e domiciliar. Em hospitais elas fazem apenas um apoio especializado ao médico e são responsáveis na triagem por examinar a parturiente e passar para o medico as informações.
Doula – São mulheres com experiência em nascimento, que oferece apoio físico e emocional continuado, além de informações e suporte para as mães antes, durante e após o nascimento. Você poderá encontrar uma doula no www.doulas.com.br
Pediatra Neonatologista são pediatras especializados em receber os bebês recém-nascidos, especialmente nos partos hospitalares. Alguns hospitais permitem que a família traga o de sua escolha, alguns cobram um taxa para isso, mas com isso é possível proporcionar uma nascimento mais suave e com menos intervenções para seu bebê.
2. Escolha o local para o parto
As opções são:
Maternidade pública – Procure um hospital Amigo da Criança ou um que tenha programa de humanização de parto.
Maternidade privada – Dê preferência para maternidades que tenham salas de parto ou “delivery”. Essas salas têm uma estrutura melhor para o parto natural. Também verifique se eles permitem doula. Em São Paulo a melhor opção é o São Luiz, seguido de Santa Catarina e Einstein.
Casa de parto de Sapopemba – é a única que existe em São Paulo. (http://casadepartodesapopemba.blogspot.com). Só aceitam gestantes de baixíssimo risco. O parto é feito por enfermeiras obstetras e em caso de complicação a ambulância que fica na porta transfere para uma maternidade pública próxima ao local. A triagem para aceitação é feita com 35/36 semanas.
Domiciliar - O parto em casa que se preconiza nesta chegada do 3º milênio concilia tecnologia; sonar; oxigênio, material de ressuscitação para o recém nascido etc., com um ambiente acolhedor e intimo que favoreça a mulher a encontrar suas próprias raízes e a partir delas o seu trabalho de parto. Para o bebê este ambiente familiar, será igualmente favorável, pois seu corpo já está adaptado aos microorganismos domésticos eliminando assim os riscos das infecções hospitalares. Os estudos do obstetra francês Michel Odent demonstram claramente que o ambiente pode facilitar ou dificultar todo o processo de parto e nascimento.
O mais importante na escolha do parto em casa é ser uma gestação de baixo risco e a mãe estar totalmente segura de suas escolhas. O medo acaba sendo o maior inimigo do parto domiciliar.
O parto domiciliar pode ser acompanhado por parteira ou médico.
3. Escolha os acompanhantes
A presença do companheiro ou de qualquer outro acompanhante que seja do desejo da gestante, é de extrema importância para a melhoria dos resultados perinatais. Não aceite dar à luz sem a presença de um ente querido. Isso é lei.
Procure ter ao seu lado pessoas que estão de acordo com suas escolhas em relação ao parto, pessoas que te apoiarão e não te deixarão mais ansiosa.
O pai quando bem conduzido e orientado é o melhor suporte emocional e afetivo para a grávida. Além disso, a experiência viva da paternidade tem a potencialidade de fortalecer os vínculos deste novo pai com o recém-nascido, assim como estreitar os laços amorosos com sua companheira.
4. Busque informações
As educadoras perinatais independentes têm um bom comprometimento com as gestantes e podem ajudar a encontrar bons médicos e dar boas dicas para um parto positivo, além de fazer toda a preparação para o parto e maternidade dispensando cursos de hospitais que geralmente são fracos.
Também é de fundamental importância que além disso, a mulher (casal) se informe, busque as alternativas, leia livros especializados, freqüente grupos de apoio* e participe de listas de discussão**
Alguns livros interessantes:
· Memórias do Homem de Vidro – Reminiscências de um Obstetra Humanista – Ricardo Jones
· O renascimento do parto – Michel Odent
Grupo de Apoio ao Parto Nove Luas/Casa Moara/Barriga Boa
Encontros onde gestantes, casais grávidos, pais e mães recentes podem tirar suas dúvidas em relação à gravidez e parto, compartilhar experiências, medos e ansiedades com outras mulheres e casais que desejam ter ou já tiveram partos ativos. Pode levar acompanhante, bebê, familiar, amiga grávida ou aspirante.
ORGANIZAÇÃO: Núcleo Nove Luas, Casa Moara, Primaluz - Parteiras Contemporâneas e Barriga Boa
COORDENADORAS RESPONSÁVEIS: Drika Cerqueira, Katia Barga, Priscila Cavalcanti, Marcelly, Márcia Koiffman e Dr. Jorge Kuhn
QUANDO: Toda 4a. feira das 20h às 22h e todo último sábado do mês das 10h30 às 12h30
ONDE: Casa Moara: R. Guararapes, 634 – Brooklin Paulista - Sala com ar condicionado.
INFORMAÇÕES: 3791-1211 / 8911-6804 / 5096-2318 / contato@nucleonoveluas.com.br
Alguns sites que valem à pena:
http://www.xoepisio.blogger.com.br - Bartira Carvalho e Ciça Donner
http://www.partodoprincipio.com.br - Parto do Princípio
http://www.amigasdoparto.com.br Ana Cristina Duarte, Angelina Pita, Andrea Prado
http://gravidezativa.com.br – Ginástica para gestante e pós-parto
http://casamoara.com.br – Espaço dedicado a gestante
www.aleitamento.com - Prof. Marcus Renato de Carvalho
www.aleitamento.org.br - ONG Origem: Grupo de Apoio e Promoção ao Aleitam. Materno
www.amigasdopeito.org.br - Amigas do Peito
www.cantinhodamamae.com.br - Locação e venda de produtos relacionados à amamentação
http://www.bethecozza.com.br/ - Atendimento em naturopatia para gestantes

http://www.babyyoga.com.br - Yoga para gestante
5. Prepare-se fisicamente
Exercícios físicos
Os exercícios no geral são importantes por uma questão de qualidade de vida. Algum exercício é recomendável, nem que sejam caminhadas diárias de 20/30 minutos.
Você também pode optar por exercícios na água como a hidroginástica, hidroterapia e natação. Esses além de serem ótimos para o sistema cardio-pulmonar também são de baixo impacto.
Yoga e alongamento são excelentes opções para quem não costuma se exercitar com freqüência e dão especial elasticidade, que pode ser útil no parto. Com a presença do hormônio relaxina, os ligamentos ficam mais maleáveis e fáceis de serem trabalhados.
O importante é mexer o corpo... Também é aconselhável ter maior percepção corporal, sentindo e adaptando as posturas conforme a gravidez avança. Assim dimunui-se as chances de dores musculares.
Fonte: http://douladrikacerqueira.blogspot.com/2011/02/como-se-preparar-para-uma-experiencia.html 

1 de janeiro de 2012

FELIZ 2012!!

Lindo vídeo com mensagem de fim de ano!!! Desejo a todos os meus leitores muito Paz, Amor e Saúde!! Muita Luz!!! FELIZ ANO NOVO!!!



19 de dezembro de 2011

Quero mesmo ser mãe?

Vejam este vídeo, muito bom! A jornalista e escritora Maristela Tesseroli, mãe de duas filhas levanta uma polêmica entre a diferença em querer ter um filho e querer ser mãe.

Quero mesmo ser mãe?

Encontro do GAPP Luz da vida- dia 17/12/11

Aconteceu neste ultimo dia 17, o encontro do Grupo Luz da Vida, no Espaço Bem Zen, com apoio da querida Ana Luisa Mello. O encontro contou com a participação de 9 pessoas, maravilhosas, que sabem que o parto é algo natural e querem ver mudanças!!
Vimos o documentário da Equipe Hanami, que nos deu muitas informações e colocou mitos a baixo. Depois nos apresentamos e contamos nossas histórias de partos e nascimentos, e então abrimos para discussão. Não tenho palavras para expressar minha alegria de ver todos vocês neste encontro...Joici e seu filho Vitor; Larissa com 33 semanas de gestação, carregando um menina em seu ventre; Minha mãe querida, compartilhando a história de 3 cesáreas; Camila e João com sua pequena de 10 meses; Roger e  Mi, aprendendo para o futuro; a própria Ana, compartilhando suas vivências; e a Jeane, jornalista, que estava ali para saber mais do trabalho de humanização e divulgar na Revista Bebe & Cia.

Grata à todos vocês e quero vê-los novamente no próximo encontro!

Espaço Bem Zen




14 de dezembro de 2011

Acompanhante no parto...


Estudos científicos comprovam: a presença de um acompanhante no momento do parto traz diversos benefícios, como diminuir as taxas de cesárea, diminuir a duração do trabalho de parto, diminuir os pedidos de anestesia, além de ajudar a evitar a depressão pós-parto e influenciar positivamente na formação dos laços afetivos entre os membros da família. Assim, podemos concluir que a presença de acompanhante no parto traz benefício para todos: para a criança, para a gestante, de certa forma para toda a família e também para a equipe médica que realiza o parto.
Com esta idéia em mente, foi sancionada a lei n.º 11.108/2005, que altera a Lei  do SUS (Lei nº 8.080/90), para garantir às mulheres que darão à luz o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS.
O curioso sobre esta lei é que nem todos a conhecem. Resultado: médicos que se recusam a permitir a presença do acompanhante e gestantes que não sabem do direito que elas têm.
É bom reforçar que a lei abrange apenas os hospitais do SUS e seus conveniados. Apesar disso, os hospitais particulares também estão obrigados a permitir a presença do acompanhante, já que está em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada N° 36, DE 3 DE JUNHO DE 2008, da ANVISA, a qual dispõe sobre Regulamento Técnico para Funcionamento dos Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, cujo item 9.1 prevê que “o Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.“
Alguns hospitais particulares já têm tomado esta iniciativa, alguns permitindo a presença de acompanhante sem qualquer custo (o que é louvável), outros concedendo o benefício após o pagamento de uma taxa (o que, na minha opinião, é proibido, já que o hospital não pode cobrar do usuário para cumprir uma norma). Porém, segundo experiências relatadas por membros da ONG Amigas do Parto (www.amigasdoparto.org.br), os lugares onde se encontra a maior resistência ao cumprimento da norma está justamente nos hospitais públicos, os quais, vale repetir, são obrigados por lei a permitir a presença de acompanhante. O fato é incentivado, se observarmos que a lei 11.108/2005 não prevê uma punição para aquele que se recuse a cumprir a lei, o que certamente a torna menos eficaz.
Então, o que fazer diante da recusa do médico em permitir a presença do acompanhante nas ocasiões previstas?
1- Conversar com o médico e citar a regra (pode ser que ele não saiba e, dessa forma, você estará ajudando para que o profissional se informe). Seja firme e argumente com clareza. Mencione a lei do SUS e a RDC 36/2008 da ANVISA. Alguns médicos dizem que a regra só vale para partos normais. É mentira. A regra é válida para qualquer parto;
2- Caso o médico ainda assim se recuse, busque a diretoria do hospital para que tome as providências no sentido de fazer com que a lei seja cumprida;
3- Caso não dê certo, infelizmente, não haverá alternativa a não ser buscar a ajuda de um advogado de confiança para que tome as medidas necessárias caso a caso e
4- A partir daí, o usuário deverá reclamar nos seguintes órgãos: Ministério Público, CRM, Ministério da Saúde (para hospitais públicos), ANS (para hospitais e planos particulares), ANVISA, PROCON (para hospitais e planos particulares), bem como requerer junto ao plano de saúde o descredenciamento daquele profissional, quando for o caso. Procure a ajuda de um advogado para realizar estes atos também.
Seria saudável levar ao hospital uma cópia da Lei do SUS e da RDC 36/2008 da ANVISA, bem como trazer consigo um gravador e testemunhas, o que nem sempre é possível, já que, dependendo do parto, pode não haver tempo para isso. Meu conselho é que se faça um “kit parto” com este material e guarde junto com as coisas que serão levadas para a maternidade.
Como diria o “Rei Sol” Luís XIV, “o Estado sou eu”. Ele estava certo. O Estado sou eu, o Estado é você, o Estado somos nós. Devemos fazer cumprir as regras, sejam elas leis ou resoluções. É uma ótima oportunidade para exercer a cidadania. Cabe a cada um de nós fazer acontecer. Mas é necessário agir com muita cautela, já que é um momento delicado. Afinal, uma criança está para nascer. Nunca é demais lembrar que a demora na realização do parto pode trazer danos irreversíveis para a criança, tornando ainda maior os prejuízos materiais e morais, tanto para a criança, quanto para a família que a recebe.
A presença do pai é muito importante neste contexto, pois a sua companheira certamente não terá condições de agir, devido à sua condição, que inspira cuidados. Isto torna o pai protagonista do nascimento, mais partícipe, além de permitir a transmissão de força à mulher, trazendo para si condições para uma paternidade responsável, além de oferecer uma experiência que nenhum homem poderá ter em sua vida senão através da mulher: algo profundo e poderoso e transformador. E, quem sabe, lhe dá mais coração e engajamento futuro.
 Colaboração do advogado e consultor jurídico Rafael Felício Júnior. 
drrafaelfeliciojr@yahoo.com.br.

8 de dezembro de 2011

Noticia: 3 minutos a mais com a mãe!

Maravilhosa noticia dada pelo site do Estadão. Só reforça o que nós da Humanização do parto e nascimento, já sabíamos! Temos que adequar nosso sistema de Saúde e trabalhar com as evidências! É urgente! Minha filha esta um pouco anêmica, e eu sei bem porque. Apesar da alimentação boa, com carne, arroz integral, feijão, verdes escuros e o suquinho de laranja, maracujá, após o almoço, ela esta levemente anêmica. E ela ainda mama no peito!! Não duvido que os efeitos do corte precoce do cordão dela, estejam ainda se mantendo. Leiam a notícia...

google imagem

Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo
Uma em cada quatro crianças apresenta uma forma branda de anemia na primeira infância. Mesmo na Europa, essa taxa é de 5%. Como a falta de ferro durante os primeiros anos de vida pode prejudicar o desenvolvimento neurológico das crianças, essa alta frequência de anemia infantil preocupa os pediatras.
Agora, um grupo de médicos suecos descobriu uma maneira simples e barata de eliminar o problema. Basta cortar o cordão umbilical três minutos mais tarde.
Toda criança nasce ligada à placenta pelo cordão umbilical. Nos instantes iniciais de sua vida fora do útero, ela ainda recebe o oxigênio necessário por meio do cordão umbilical. Logo em seguida, começa a respirar e, a partir desse momento, seu suprimento de oxigênio deixa de vir da placenta e passa a vir diretamente da atmosfera.
Em seguida, um mecanismo fisiológico contrai o cordão umbilical, interrompendo o fluxo de sangue entre o placenta e o recém-nascido, e ele se torna independente da mãe. Nos hospitais modernos, o médico coloca um clipe e corta o cordão imediatamente após o parto.
Nos outros mamíferos e nos partos fora do ambiente hospitalar (em tribos indígenas, por exemplo), o rompimento do cordão umbilical leva mais tempo. As contrações continuam, a placenta é expelida e somente depois o cordão umbilical se rompe ou é cortado pela mãe.
Faz muitos anos que se sabe que nos primeiros minutos após o parto, antes do fluxo de sangue ser interrompido pela contração natural do cordão, um volume razoável de sangue passa da placenta para o recém-nascido. Nos seres humanos, esse volume chega a ser 100 mililitros, o equivalente ao de uma xícara de leite.
Será que o ato de colocar um clipe e cortar o cordão umbilical imediatamente após o nascimento não estaria privando as crianças dessa xícara extra de sangue? E será que não seria essa a causa para a anemia observada em um número tão grande de crianças?
Espera. Para testar a ideia, os médicos atrasaram o momento em que o médico coloca o clipe e corta o cordão umbilical. Foram estudados 400 partos, divididos em dois grupos. Nas mulheres do primeiro grupo, o cordão foi cortado dez segundos após o nascimento, como é a prática usual. No segundo grupo, os médicos esperavam 180 segundos após o nascimento, antes de colocar o clipe e cortar o cordão umbilical.
As mulheres foram incluídas em cada um dos grupos por sorteio, na hora em que chegavam ao hospital. Após o parto, as crianças de cada grupo foram acompanhadas por quatro meses. No grupo de crianças em que o cordão foi cortado imediatamente após o nascimento, 6,3% apresentavam uma anemia leve dois dias após o parto e 5,7% ainda tinham o quadro quatro meses após o nascimento. No grupo em que os médicos esperaram três minutos antes de cortar o cordão umbilical, somente 1,2% apresentava anemia aos dois dias e, mais impressionante, somente 0,6% tinha aos 4 meses - uma redução de quase dez vezes no número de crianças anêmicas aos 4 meses.
Esse resultado demonstra que manter o recém-nascido ligado ao cordão umbilical por mais três minutos pode resolver grande parte do problema da anemia infantil. Mas isso depende de esse novo procedimento ser adotado nos hospitais. Um experimento simples, baseado em uma ideia também simples, que pode resolver um problema importante. Ciência de primeira.
Mas o mais interessante é compreender por que os médicos decidiram que o procedimento correto seria cortar o cordão imediatamente após o nascimento. Em partos complicados, existem muitas razões para cortar imediatamente o cordão, mas ninguém conseguiu me explicar por que esse procedimento foi adotado como padrão nos partos absolutamente normais.
Durante milhões de anos, os primatas (e todos os outros mamíferos) viveram sem clipes e tesouras, em um ambiente em que o cordão era rompido muito mais tarde. Não seria de se esperar que o processo evolutivo tivesse, ao longo do tempo, ajustado corretamente o momento em que o cordão naturalmente interrompe o fluxo de sangue entre a placenta e o recém-nascido?
Ao decidir que o correto é cortar imediatamente o cordão, os médicos da época não consideraram a possibilidade de existir uma boa razão para o processo de seleção natural ter "escolhido" deixar o recém-nascido passar seus primeiros três minutos ainda ligado à mãe. Darwin deveria ser estudado nas escolas de Medicina.
MAIS INFORMAÇÕES: EFFECT OF, DELAYED VERSUS EARLY UMBILICAL CORD CLAMPING ON NEONATAL, OUTCOMES AND IRON STATUS AT, 4 MONTHS: A RANDOMISED, CONTROLLED TRIAL. BRITISH, MEDICAL JOURNAL, DOI:10.1136/BMJ.D7157, 2011
*Biólogo